ITALO NOGUEIRA
DO RIO
DO RIO
Atualizado às 21h40.
A manifestação no Rio, que transcorreu de forma pacífica por mais de
duas horas, começou a ficar tensa quando um grupo se aproximou da sede
da Assembleia Legislativa, na noite desta segunda-feira. Cerca de 100
mil pessoas participam da manifestação contra o aumento das passagens de
ônibus.
Na frente da Alerj, os manifestantes jogaram morteiros contra policiais, que ficaram encurralados próximo à porta do prédio. Os manifestantes colocaram fogo nas escadarias que dão acesso ao imóvel e os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. Apesar da tentativa, não houve invasão ao local.
A confusão começou depois que um carro de som anunciou que o Congresso Nacional, em Brasília, fora ocupado por manifestantes. A multidão no Rio, então, começou a gritar: "Ocupa, ocupa, ocupa a Alerj". Na semana passada, a sede da assembleia já tinha sido palco de um confronto entre manifestantes e policiais.
Após as cenas de violência na Alerj, os manifestantes que se concentravam próximo à Cinelândia e ocupavam as escadarias da Câmara e do Teatro Municipal começaram a dispersar rapidamente, com receio de mais violência.
Em sua maioria, os manifestantes são jovens. Após um princípio de tumulto, muitos correram para a única entrada do Metrô que estava aberta e em direção às ruas paralelas. Poucos policiais estavam presentes, não havia integrantes do Batalhão de Choque, nem da Cavalaria.
Protesto no Rio de Janeiro
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Manifestantes dançam ao redor de fogueira durante protesto contra o aumento das tarifas do transporte público no Rio de Janeiro

















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