"Nosso reajuste já incorporou as desonerações",
disse o prefeito de São Paulo, garantindo que não irá revogar o aumento
nas tarifas de ônibus, de R$ 0,20; ele disse que, ontem, manifestou sua
posição à presidente Dilma Rousseff e telefonou para o ministro Guido
Mantega, da Fazenda; sala de entrevistas está lotada na sede da Prefeitura de São Paulo; "Nunca vi tanta gente aqui", comentou Fernando Haddad
247 - O prefeito Fernando Haddad não vai recuar na manutenção do
reajuste de R$ 0,20 na tarifa de ônibus em São Paulo. 247 fez a primeira
pergunta, neste sentido, na entrevista coletiva que ocorre neste
momento na sede da Prefeitura de São Paulo. "Não contradição entre a rua
e a urna", disse ele, querendo dizer que vai manter sua posição,
manifestada em programa de governo. Ele lamentou as depredações
ocorridas ontem à noite, no centro da cidade, especialmente contra o
prédio da Prefeitura. "O que aconteceu aqui foi uma atrocidade", classificou.
Haddad explicou que atrasou o início da entrevista porque estava num telefonema com o governador Geraldo Alckmin. "Existe uma preocupação grande da Polícia Militar em agir apenas em último caso", contou. "Obtive a informação de que mais de 60 pessoas foram presas ontem em razão das depredações", continuou. "Tenho muita confiança no secretário Fernando Grella (estadual da Segurança)", afirmou Haddad, respondendo a uma questão sobre se a PM, ontem, demorou a agir em relação ao ataque sofrido pelo prédio da Prefeitura. "Inocentes estão sendo envolvidos", calculou.
Abaixo, notícia anterior de 247:
247 - Convocada para 10h30, entrevista coletiva do prefeito Fernando Haddad está atrasada em 45 minutos. Ele está reunido com secretários e auxiliares em seu gabinete, no quinto andar. No sexto, cerca de 50 jornalistas, entre eles correspondentes de publicações estrangeiras, esperam pelo pronunciamento dele. O prefeito irá revogar o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus?
Nos bastidores, secretários afirmam ao 247 que Haddad está convencido de não ceder. Mas protestos violentos se espalharam, durante a manhã desta quarta-feira 19, por toda a Grande São Paulo, pressionando o prefeito no sentido contrário. Ontem, ele próprio viu o edifício onde mora, no bairro do Paraíso, ser cercado por mais de 100 manifestantes, que exigiam a retirada do reajuste com base em xingamentos e palavras de ordem agressivas.
Vinte e nove lojas, inclusive agências bancárias, foram depredadas no centro da cidade de São Paulo. Informação é oficial, divulgada pelo subprefeito da Sé, Marcos Barreto, na manhã desta quarta 19. Sete bandeiras do Estado de São Paulo e do Brasil foram arrancadas dos mastros e queimadas. "Há pichações por todos os lados, o pórtico Paulo Mendes da Rocha, símbolo da revitalização da área central, também ficou avariado", disse ele. Teatro Municipal foi pichado. Trezentos e cincoenta homens agem hoje na limpeza depois da passagem da marcha.
Haddad explicou que atrasou o início da entrevista porque estava num telefonema com o governador Geraldo Alckmin. "Existe uma preocupação grande da Polícia Militar em agir apenas em último caso", contou. "Obtive a informação de que mais de 60 pessoas foram presas ontem em razão das depredações", continuou. "Tenho muita confiança no secretário Fernando Grella (estadual da Segurança)", afirmou Haddad, respondendo a uma questão sobre se a PM, ontem, demorou a agir em relação ao ataque sofrido pelo prédio da Prefeitura. "Inocentes estão sendo envolvidos", calculou.
Abaixo, notícia anterior de 247:
247 - Convocada para 10h30, entrevista coletiva do prefeito Fernando Haddad está atrasada em 45 minutos. Ele está reunido com secretários e auxiliares em seu gabinete, no quinto andar. No sexto, cerca de 50 jornalistas, entre eles correspondentes de publicações estrangeiras, esperam pelo pronunciamento dele. O prefeito irá revogar o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus?
Nos bastidores, secretários afirmam ao 247 que Haddad está convencido de não ceder. Mas protestos violentos se espalharam, durante a manhã desta quarta-feira 19, por toda a Grande São Paulo, pressionando o prefeito no sentido contrário. Ontem, ele próprio viu o edifício onde mora, no bairro do Paraíso, ser cercado por mais de 100 manifestantes, que exigiam a retirada do reajuste com base em xingamentos e palavras de ordem agressivas.
Vinte e nove lojas, inclusive agências bancárias, foram depredadas no centro da cidade de São Paulo. Informação é oficial, divulgada pelo subprefeito da Sé, Marcos Barreto, na manhã desta quarta 19. Sete bandeiras do Estado de São Paulo e do Brasil foram arrancadas dos mastros e queimadas. "Há pichações por todos os lados, o pórtico Paulo Mendes da Rocha, símbolo da revitalização da área central, também ficou avariado", disse ele. Teatro Municipal foi pichado. Trezentos e cincoenta homens agem hoje na limpeza depois da passagem da marcha.
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