sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Repsol, Petrobras e Total, investirão na Bolívia 01/02/2013

Petrobras vai investir US$ 179 milhões na Bolívia em 2013, diz YPFB


DO VALOR
A espanhola Repsol, a estatal brasileira Petrobras e a francesa Total encabeçam a lista de operadoras com mais investimentos previstos para o setor de hidrocarbonetos na Bolívia neste ano, informou nesta quinta-feira (31) a estatal boliviana YPFB, em um comunicado.
Juntos, os investimentos das três empresas devem chegar a US$ 670,2 milhões de um total US$ 818,2 milhões de investimentos globais anunciados pelas operadoras neste ano, de acordo com a YPFB.
Segundo os dados, a Repsol investirá US$ 372,5 milhões; a Petrobras, US$ 179,1 milhões; e a Total, US$ 118,6 milhões.
A YPFB e suas subsidiárias devem investir US$ 1,4 bilhão no setor em 2013, o que eleva os investimentos totais em hidrocarbonetos no pais a US$ 2,2 bilhões.
A YPFB não detalhou os investimentos da empresa brasileira.

Brasil deve quase dobrar inaugurações de shoppings em 2013 01/02/2013


DA REUTERS
O número de inaugurações de shoppings no Brasil neste ano deve ser quase o dobro do registrado em 2012, sendo a maior concentração na região Sudeste, porém, com as cidades menores ganhando cada vez mais participação no setor.

Ao longo de 2013, devem ser inaugurados pelo menos 46 empreendimentos no país, após 27 novos shoppings entrarem em operação no ano passado --maior número dos últimos 13 anos--, segundo estimativa apresentada nesta quinta-feira pela associação que representa o setor, Abrasce.
"Esse número pode aumentar para 48, 49 shoppings neste ano", disse a jornalistas o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga. "Desse total, 16 cidades do país terão o primeiro shopping em 2013". Para 2014, a previsão é de abertura de cerca de 23 novos shoppings.
A região Sudeste, que hoje representa 55% dos 457 shoppings em operação no país, deve seguir respondendo pela maior parcela dos projetos, segundo a Abrasce.
Entretanto, Veiga assinalou que os empreendimentos tendem a se instalar em cidades menores, fora das capitais, em meio à falta de terrenos para construção em grandes centros e ao elevado número de shoppings já existentes nessas regiões.
"A tendência é ter shoppings menores, em cidades menores. Nos grandes centros, apesar da dificuldade de terrenos, ainda há espaço nos bairros", afirmou ele.
O setor de shoppings vem acompanhando o movimento já visto no segmento de supermercados, cujas principais redes passaram a priorizar a abertura de lojas de pequenos formatos, os chamados supermercados de proximidade.
"Cada vez mais os shoppings devem estar próximos às residências", acrescentou Veiga.
Ainda sobre a tendência de ingressar em áreas pouco exploradas, o presidente da Abrasce destacou o desempenho da região Norte, "que tem sido muito maior que no resto do país". Hoje, o Norte tem 18 shoppings em operação.
VENDAS CRESCEM
As vendas dos shoppings brasileiros devem crescer 12% neste ano, segundo a Abrasce, favorecidas pela combinação de baixo desemprego, aumento de renda e crédito disponível.
Em 2012, as vendas subiram 10,65%, para R$ 119,5 bilhões, abaixo da previsão da entidade, de alta de 12% ante 2011.
No período de Natal, o mais importante para o varejo, as vendas foram cerca de 15% maiores sobre um ano antes, segundo a entidade.
O setor de shoppings responde por 19% das vendas totais do varejo brasileiro.
ATRASOS
Um dos principais problemas pertinentes ao setor imobiliário, o atraso de obras vem afetando também o setor de shoppings.
"É um problema sério, que prejudica a programação traçada pelas redes", afirmou Veiga.
A Lojas Renner, por exemplo, atribuiu o não cumprimento da meta de inaugurações de lojas em 2012 ao atraso na abertura de shoppings previstos.
Além da escassez de mão de obra qualificada, a demora para aprovação de projetos tem sido apontada pelo setor como o principal entrave para cumprir prazos.
"A burocracia é o grande problema, principalmente em São Paulo, onde são necessárias mais de 30 aprovações para se abrir um shopping", disse. "Uma das maiores preocupações da Abrasce é que essa burocracia seja reduzida para os prazos serem cumpridos".

Vale conclui compra de unidade de carvão na Austrália por US$ 156 milhões 01/02/2013

Mineradora terá 100% do projeto Belvedere, após concluir opção de compra exercida em 2010


Agência Estado
A Vale anunciou nesta quinta-feira, 31, ao mercado que concluiu uma opção de compra exercida em junho de 2010 e adquiriu participação adicional de 24,5% no projeto de carvão Belvedere da Aquila Resources Limited. O preço da compra de 150 milhões de dólares australianos, o equivalente a US$ 156 milhões e corresponde ao valor de mercado recentemente determinado por um avaliador independente contratado pela Vale e pela Aquila.
Segundo comunicado ao mercado, a aquisição está sujeita a aprovações do governo de Queensland, na Austrália. Como resultado desta transação, a Vale aumentará a sua participação em Belvedere para 100%.
Adicionalmente, a Vale acordou em pagar 20 milhões de dólares australianos, equivalente a US$ 21 milhões, para encerrar os litígios e disputas relativas à Belvedere com a Aquila. Ao todo, a Vale terá pago US$ 338 milhões por 100% de Belvedere.
Ainda segundo comunicado da Vale, Belvedere é uma opção futura de crescimento e consiste em um projeto de mina subterrânea de carvão localizada na região sul do Bowen Basin, próximo à cidade de Moura, no estado de Queensland, Austrália. O projeto está ainda em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, sujeito à aprovação do Conselho de Administração da Vale. De acordo com estimativas preliminares, Belvedere tem potencial para atingir uma capacidade de produção de 7,0 milhões de toneladas métricas por ano, majoritariamente de carvão metalúrgico.

Hacker pode pegar 100 anos de prisão 01/02/2013


Por Tatiana de Mello Dias
Porta-voz do Anonymous é acusado de roubar dados e obstruir a justiça; sua prisão foi transmitida ao vivo
SÃO PAULO – Barrett Brown, porta-voz do Anonymous que foi preso em setembro do ano passado pelo FBI, pode pegar até 100 anos de prisão. É o que diz seu advogado, Jay Leiderman. É a terceira rodada de acusações do governo do Texas contra ele.
Brown, 31 anos, é acusado de tentar obstruir a justiça ao tentar esconder documentos e dados que estavam em dois laptops. Para Leiderman, as acusações são uma tentativa de “silenciar o ativista”.
No ano passado, já desconfiado de que estaria sendo investigado, Brown foi passar um tempo na casa da sua mãe. Segundo ele, a polícia fez uma varredura em seu apartamento e perguntou se ele tinha computadores na casa da sua mãe. Ele negou, e os policiais saíram. O FBI procurava por dados que pertenciam à empresa de segurança HBGary, que foi hackeada por membros do Anonymous em 2011.
Ao saber que a sua mãe estava sendo investigada, Brown postou um vídeo no YouTube em que falava de drogas e de vingança a um agente do FBI chamado Robert Smith. Brown chegou a divulgar dados pessoais do agente, como seu endereço, e disse que sua vida estava “arruinada”.
Pouco depois, enquanto ele fazia um chat em vídeo com amigos, três agentes do FBI apareceram em sua casa e o levaram. Sua prisão foi transmitida ao vivo – e ele está na cadeia desde então.
Em dezembro, o ativista foi novamente acusado de hackear uma empresa de inteligência – desta vez, a Stratfor Global Intelligence. Ele foi acusado de ter acessado e compartilhado números de cartão de crédito que foram roubados na ação.
O advogado de Brown comparou o caso com o de Aaron Swartz, hacker americano que cometeu suicídio no começo do mês enquanto enfrentava um processo milionário por compartilhar arquivos acadêmicos.
Segundo Leiderman, o ativista do Anonymoys pode pegar até 100 anos de prisão por “fazer vídeos no YouTube, compartilhar o link e supostamente tentar esconder dois laptops”.
“O governo deveria ter aprendido algo e pensado duas vezes sobre colocar o peso de todos os Estados Unidos sobre alguém”, disse o advogado.




Justiça de SP barra auxílio moradia na Assembleia 01/02/2013

Os 94 deputados recebem R$ 2.250 por mês, mas não comprovam os gastos



Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Justiça determinou a “imediata suspensão” do pagamento de auxílio moradia a todos os 94 deputados estaduais de São Paulo. A ordem é do juiz da 13.ª Vara da Fazenda Pública, Luís Manuel Fonseca Pires, que concedeu tutela antecipada em ação civil do Ministério Público do Estado. O bloqueio liminar do benefício terá de ser acatado pela Mesa Diretora da Assembleia “sob pena de os responsáveis, em caso de descumprimento da medida, responderem por ato de improbidade administrativa em ação própria pelo manifesto dolo de ofensa aos princípios jurídicos da administração pública”.
Para juiz, regalia ‘é inconstitucional, porque não há qualquer suporte fático à indenização’ - Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE
Para juiz, regalia ‘é inconstitucional, porque não há qualquer suporte fático à indenização’
O Ministério Público estima que o corte no privilégio dos deputados vai gerar economia anual de R$ 2,5 milhões para os cofres públicos. Os parlamentares recebem R$ 2.250 todo mês, cada um - verba embutida no subsídio, sem amparo legal e sem apresentação de qualquer comprovante de despesa. A concessão é indistinta e indiscriminada, recebem até aqueles que moram a poucas quadras da sede do Legislativo, no Ibirapuera.
A regalia é concedida aos deputados com base na Lei 14.926/13. “Há ofensa ao princípio da legalidade na medida em que o artigo 1.º da Lei 14.926 não se mostra suficiente, logo, é inconstitucional, a justificar o pagamento indiscriminado desta verba porque não há qualquer suporte fático à indenização”, adverte o juiz.
Fonseca Pires argumenta que “não há suporte fático porque inexiste diferença entre o parlamentar que reside em imóvel próprio ou alugado, próximo ou distante da Assembleia Legislativa, como ainda não há o condicionamento do pagamento à comprovação de gastos com a moradia.” Ele aponta “ausência de critérios claros ao reembolso” e “omissão sobre a comprovação das despesas”.
A Lei 14.926, de 4 de janeiro de 2013, e as que a precederam, invoca o Ato 104/88 da Câmara dos Deputados, que prevê o auxílio aos deputados federais. Essa verba tem caráter indenizatório. O beneficiário tem que exibir comprovante do gasto para, então, pleitear o reembolso.
A ação aponta quatro ilegalidades: inexiste lei que regulamente o auxílio; a benesse foi incorporada ao subsídio com base em lei “manifestamente inconstitucional”; o pagamento é feito indistintamente, permanentemente e “sem qualquer critério legal ou razoável”; é concedido sem qualquer comprovação de despesas de aluguel ou estadia.
“Cuida-se de prejuízo de monta, que não pode ser ignorado, sobretudo considerando a realidade do povo paulista, que exige melhorias em diversos setores, como educação, saúde e moradia da população carente”, afirmam os promotores de Justiça Saad Mazloum e Silvio Marques.
Eles calculam prejuízo ao Tesouro de R$ 230 mil por mês. Cravam que a vantagem “é uma imoralidade” e burla o princípio do subsídio em parcela única.
Privilégio. A regra do subsídio, prevista no artigo 39, parágrafo 4.º, da Constituição Federal, veda expressamente a remuneração por rubricas distintas a serem somadas em composição de um valor final. “Inadmissível que uma verba indenizatória seja incluída permanentemente na remuneração dos parlamentares. O auxílio moradia aos deputados estaduais é absolutamente ilegal, verdadeiro privilégio”, sustentam os promotores.
A ação civil, lastreada em longa investigação da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e do Social, mostra que todo inicio de ano a Mesa da Assembleia - formada por três deputados, o presidente da Casa, o primeiro secretário e o segundo - edita lei estadual que fixa remuneração dos parlamentares para o exercício financeiro.
Os promotores denunciam que a Mesa do Legislativo usa o Ato 104 para assegurar o benefício, mas “ignora deliberadamente” os artigos 1.º e 2.º daquela norma da Câmara dos Deputados. Tais artigos impõem que poderão ser contemplados com o moradia aqueles que não têm unidade residencial funcional e que o reembolso só deve ser garantido mediante despesa comprovada.
“A mera menção à aplicação do Ato 104/88, sem a consequente regulamentação, tem dado margem ao arbitrário e indiscriminado pagamento da benesse sem o estabelecimento de limites legais”, sustentam os promotores. O Ato 104, de incidência exclusiva à Câmara dos Deputados, não pode ser vinculado aos parlamentares paulistas.
“É absolutamente inconstitucional o artigo 1.º da Lei 14.926/13, na parte que manda aplicar aos deputados estaduais o Ato 104. Não se admite a alegação de que a Constituição Federal estabeleceu uma simetria entre os parlamentares federais e os estaduais, mas apenas proporcionalidade entre os subsídios de ambos. O que não inclui verbas de natureza indenizatória.”
Amparo legal. A Assembleia Legislativa informou que o subsídio de seus deputados para 2013 foi fixado pela Lei 14.926, que dispõe que a remuneração tem valor correspondente a 75% do que recebem os federais: “Nos termos do parágrafo 2.º do artigo 27 da Constituição Federal, incluindo-se os valores resultantes da aplicação do Ato 104/88 da Câmara, recebidos a título remuneratório reconhecido por decisão judicial.”
A Casa ainda não foi notificada da decisão judicial que manda barrar o auxílio moradia. Quando isso ocorrer vai estudar eventual recurso.
Além do subsídio mensal de R$ 20.042,34, os deputados paulistas recebem verba indenizatória de R$ 21.812,50 - para custeio de despesas como passagens aéreas, contas de telefone, impressos e correspondências -, verba de gabinete que soma cerca de R$ 60 mil, para manter até 15 assessores de cada deputado, e mais o moradia. À Justiça eleitoral, 36% dos deputados declararam possuir imóveis residenciais na capital; 16% na Grande São Paulo; 10% a menos de 100 quilômetros da Capital; 25% a mais de 100 quilômetros; 13% afirmaram não possuir imóveis.

Japão: produção de veículos cai 17,2% em dezembro 01/02/2013


A produção de carros, caminhões e ônibus no Japão caiu 17,2%, para 702.285 veículos, em dezembro de 2012, em relação aos 848.250 veículos produzidos no mesmo mês do ano anterior, informou hoje a Japan Automobile Manufacturers Association. Esta foi a quarta queda mensal consecutiva.Apesar disso, o Japão fechou o ano de 2012 com uma produção de 9,94 milhões de veículos, aumento de 18,4% sobre 2011.Já as exportações japonesas de carros, caminhões e ônibus caíram 12,7%, para 399.589 veículos, em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2011, quando totalizaram 457.464 veículos. Esta foi a quinta queda mensal seguida.Para todo o ano de 2012, contudo, as exportações de veículos do Japão totalizaram 4,80 milhões de unidades, alta de 7,5%. 
 
As informações são da Dow Jones.

Estatais federais investem R$ 97,9 bi em 2012 e têm o maior índice de execução da história 01/02/2013




As empresas estatais federais brasileiras bateram dois recordes em 2012, alcançando o melhor desempenho absoluto da história, com R$ 97,9 bilhões em investimentos, e o mais alto percentual de execução, com 92,7% da dotação para o ano. A execução supera com folga a marca de 86,6% registrada em 2009, recorde até então. Em termos nominais, o investido em 2012 ultrapassa os R$ 94,6 bilhões registrados como recorde em 12 meses, em novembro de 2011.Para 2013, o orçamento de investimento das estatais será maior do que os R$ 105,6 bilhões em 2012 e atinge R$ 110 bilhões. A Petrobras, por exemplo, se manterá como uma das maiores investidoras em âmbito mundial, a julgar pelo seu plano de investimentos, que prevê a aplicação de US$ 236,5 bilhões entre 2012 e 2016. No ano passado, a empresa realizou R$ 85,9 bilhões em investimentos, alcançando o melhor desempenho entre todas as estatais: 98,1% do seu orçamento de investimentos para o ano (R$ 87,5 bilhões). O crescimento nominal é de 20,5% em relação ao realizado em 2011 (R$ 71,3 bilhões).Infraestrutura - O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), poderá financiar projetos de infraestrutura logística no âmbito do "Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias" em 2013. O programa prevê a aplicação de R$ 133 bilhões na reforma e construção de rodovias federais e ferrovias, sendo que cerca de 60% (R$ 79,5 bilhões) serão aplicados em até 5 anos.Os recursos para essa nova modalidade de financiamento do PSI serão originários da parcela de R$ 15 bilhões de recursos próprios do sistema bancário, decorrentes da liberação de depósitos compulsórios sobre depósitos à vista. O montante total do PSI 2013 continua previsto em R$ 100 bilhões. "Esta é mais uma medida de apoio aos investimentos, que são fundamentais para sustentar um crescimento econômico robusto e sustentável no longo prazo", avaliou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.O financiamento dos projetos de infraestrutura logística no PSI 2013 terá taxa de juros de 3% ao ano nas operações contratadas no primeiro semestre e de 3,5% ao ano no segundo semestre. O prazo de financiamento é de até 20 anos com carência de até 36 meses.