quarta-feira, 26 de março de 2014

AP - 470 do Brasil para corte da OEA 26/03/2014


Decisão confirma entendimento de que réus da AP 470 têm direito a recurso

Por Equipe do Blog

A Corte Interamericana de Direitos Humanos confirmou o entendimento de que todos os condenados têm direito a um recurso para rediscutir os fatos que levaram a punições. A decisão, tomada em recente julgamento, reforça ainda mais o direito de os réus da AP 470 entrarem com recurso no órgão.

Mesmo sem foro privilegiado, a maior parte dos réus do processo foi julgada no Supremo Tribunal Federal, ficando impossibilitados de recorrerem a outra instância. Houve a quebra do princípio da dupla jurisdição.

De acordo com o jornal Valor Econômico, seis dos sete juízes da Corte, concluíram que os países que se submetem à sua jurisdição, como o Brasil, devem dar a oportunidade de recursos a réus julgados no sistema de foro privilegiado – que é o caso da AP 470. Esses recursos devem possibilitar a contestação de todos os pontos da sentença.

No caso do ex-ministro José Dirceu, ele apenas teve direito a recorrer contra a condenação de formação de quadrilha, já que conseguiu quatro votos favoráveis, como determina o regimento do STF. Na condenação por corrupção ativa, no entanto, ele não teve possibilidade de recurso, porque na primeira fase do julgamento não obteve esse mínimo de votos exigido pelo regimento. O mesmo ocorreu com José Genoino e Delúbio Soares, por exemplo. João Paulo Cunha não pôde recorrer contra as condenações por corrupção e peculato.

Segundo o Valor, a sentença da Corte Interamericana foi divulgada na segunda-feira, por meio de um comunicado da instituição, em San José. Ela foi tomada no julgamento de um caso envolvendo o Suriname.

A maioria da Corte consolidou o entendimento de que deve ser dada a garantia a toda pessoa condenada para recorrer de uma sentença penal. A sentença diz ainda que esse recurso deve ser garantido de maneira a ser efetivo, adequado, rápido e de fácil utilização pelos condenados.

“Deve se entender que, independentemente do regime ou do sistema recursivo que adotem os Estados membros e da denominação que deem ao meio de impugnação da sentença condenatória, para que essa seja eficaz deve se constituir um meio adequado para buscar a correção de uma condenação”, diz a sentença. “Consequentemente, as causas de procedência do recurso devem possibilitar um controle amplo dos aspectos impugnados da sentença condenatória.”

O Valor Econômico avalia que o julgamento abre uma nova janela aos condenados da AP 470 em dois aspectos. O primeiro é que os embargos admitidos pelo STF não permitem a revisão ampla preconizada pela Corte de San José. O segundo é que o Brasil é signatário da Convenção Americana e, portanto, deve seguir as orientações da Corte.

O jornal acrescenta que os juízes de San José podem determinar ao Supremo que analise novamente as condenações em que não foram admitidos os infringentes.

http://www.zedirceu.com.br/corte-reforca-direito-de-recurso-aos-reus-da-ap-470/

Passados 42 anos, restos mortais de militante da ALN são reconhecidos 26/03/2014

da Agência Brasil
Ivan Richard

Foram 42 anos, dois meses e seis dias de sofrimento, frustrações, decepções e angústia. Esse foi o tempo que a família do militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) Alex de Paula Xavier Pereira, morto pela ditadura militar em 20 de janeiro de 1972, teve que esperar para obter o laudo oficial de identificação dos restos mortais dele.

Hoje (26), durante a solenidade de entrega do documento na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos, em uma cadeira de rodas e com dificuldades na fala, a mãe de Alex, Zilda Xavier Pereira, disse apenas que estava “aliviada”.

“Isso representa para a família a conclusão de um luto, de uma busca, saber que realmente conseguimos resgatar e dar uma sepultura digna para ao nosso irmão. Uma sensação de conforto que muitas famílias ainda não têm”, salientou Iara Xavier Pereira, irmã de Alex. Esse foi apenas mais um capítulo de dor da família. Além de Alex, assassinado aos 22 anos, Arnaldo Cardoso Rocha e Iuri Xavier Pereira, tio e irmão dele também foram vítimas da repressão militar.

Segundo Iara Xavier, a identificação só foi possível pela persistência da família. Foram várias frustrações com resultados negativos de exames e dificuldade para fazer análises que comprovassem que os restos mortais encontrados em uma sepultura clandestina, no Cemitério Dom Bosco (Perus), em São Paulo, eram do estudante secundarista.

http://jornalggn.com.br/noticia/passados-42-anos-restos-mortais-de-militante-da-aln-sao-reconhecidos

Brasil é o quarto maior construtor naval do mundo 26/03/2014


   Brasil é o quarto maior construtor naval do mundo
A Clarksons Shipping Intelligence divulgou o ranking da construção naval mundial por principais países e o Brasil ocupa a quarta posição em quantidade de navios em construção. 
A estatística demonstra a intensa concentração da construção naval na China, Coréia do Sul e Japão que representam pouco mais de 80% do total da construção naval dos principais país construtores, que somam 4.944 navios em construção.
Construção naval mundial - ranking por país (março 2014)

1º lugar - China - 2.293 navios em construção
2º lugar - Coréia do Sul - 890 navios em construção
3º lugar - Japão - 850 navios em construção
4º lugar - Brasil - 144 navios em construção
5º lugar - EUA - 119 navios em construção
6º lugar - Filipinas - 87 navios em construção
7º lugar - Bangladesh - 65 navios em construção
8º lugar - Holanda- 62 navios em construção
9º lugar - Vietnam - 61 navios em construção
10º lugar - Noruega - 60 navios em construção
11º lugar - India - 58 navios em construção
12º lugar - Turquia - 45 navios em construção
13º lugar - Singapura - 35 navios em construção
14º lugar - Tawain - 35 navios em construção
15º lugar - Rússia - 28 navios em construção
16º lugar - Alemanha - 24 navios em construção

17º lugar - UAE - 24 navios em construção
18º lugar - Itália - 22 navios em construção
19º lugar - Rumenia - 22 navios em construção
20º lugar - Croácia - 20 navios em construção
TOTAL:4.944 navios em construção

http://jornalggn.com.br/noticia/renovacao-da-frota-elevou-o-brasil-a-4%C2%AA-maior-industria-naval#comment-261328

Renovação da frota elevou o Brasil à 4ª maior indústria naval 26/03/2014





Jornal GGN - Mais um navio totalmente construído no Brasil foi lançado às águas nos últimos dias. Trata-se do Dragão do Mar, um suezmax (para o transporte de óleo cru) de 274 metros de comprimento, 51 de altura, 48 de largura e uma capacidade de transporte de 157 mil toneladas de porte bruto. Apesar da magnitude, a embarcação é extremamente ágil, atendendo, inclusive, as limitações do estreito Canal de Suez.

O navio foi o mais recente a ser lançado ao mar pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), criado em 2004 pelo Governo Federal. Há cerca de um mês atrás, foi a vez do panamax Irmã Dulce, que tem a mesma função dos suezmax, com dimensões menores.

“O reconhecimento da Petrobrás de que a exploração de petróleo demandava mais navios de apoio veio de encontro com o fato de que a frota de petroleiros para transporte de petróleo e derivados na costa brasileira era composta de navios com mais de 20 anos e precisavam ser renovados”, disse o presidente do SINAVAL, Ariovaldo Rocha.

Outros seis navios, construídos a partir do Promef, estão em operação. São eles: Navio Celso Furtado, Rômulo de Almeida, Sergio Buarque de Holanda e José Alencar (estes navios para transporte de produtos claros e derivados de petróleo), João Cândido e Zumbi dos Palmares (tipo suezmax). Outros dois estão em construção: Navio Anita Garibaldi (navio de produtos claros e escuros) e Oscar Niemeyer (para o transporte de gás liquefeito de petróleo pressurizado). Já o Dragão do Mar seguirá para alguns ajustes finais e depois para a fase de testes operacionais, para aí então operar oficialmente.

Além das embarcações já citadas, o Promef tem como meta construir até 2020 mais 17 navios só na primeira fase do programa e outros 23 na segunda fase. Todos voltados para cabotagem (Navegação ao longo da costa, geralmente ligando portos de um mesmo país). A demanda do programa é feita pela Transpetro, que desde sua criação, em 1998, contribui para o avanço tecnológico e modernização do setor.

Os quase 20 anos de depressão da construção naval no país mostraram o quão importante é a participação efetiva do estado como indutor desse tipo de indústria. Segundo o presidente do SINAVAL, o Brasil apresenta resultados mais surpreendentes que os três principais produtores navais. “Os principais competidores da indústria naval internacional – Japão, Coreia do Sul e China – levaram mais de 30 anos para atingir níveis de competitividade. A construção naval brasileira já apresenta resultados em 14 anos de operação”, afirmou. Hoje o Brasil é o 4º maior produtor naval do mundo.

Programa de renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam)

Assim como o Promef, outro programa do governo, o Prorefam é um dos grandes responsáveis pela recuperação do setor e da geração de mais de 70 mil empregos em 14 anos. Só em 2013 foram entregues 21 embarcações de apoio offshore que seguem a pauta da inovação tecnológica do setor. “Os navios de apoio marítimo, em construção ou recentemente entregues, incluem projetos da mais avançada tecnologia hoje existente, como os dos tipos AHTS (Anchor Handling Tug Supply) e PLSV (Pipe Laying Support Vessel), atestando a crescente especialização e a qualificação dos estaleiros e da engenharia nacional”, ressaltou Ariovaldo Rocha.

Ainda em 2013 foram entregues 10 embarcações de apoio portuário (que atuam nas operações de atracação e desatracação de embarcações nos portos brasileiros), 44 de navegação interior, as chamadas barcaças graneleiras (embarcações utilizadas no transporte de cargas pelos rios do país). Quatro projetos de novos estaleiros também foram lançados: Vard Pomar (PE), Wilson Sons (SP) e Aliança (RJ), assim como a ampliação do Estaleiro São Miguel (RJ).

Ariovaldo Rocha avalia as conquistas como uma das políticas públicas mais bem sucedidas da história do país, já que em parceria com o governo estão 17 grandes grupos, sendo 14 de capital internacional, listados entre os mil maiores do país. “Os estaleiros brasileiros têm como acionistas alguns dos maiores grupos empresariais locais e internacionais, são parceiros e atuam em projetos conjuntamente com grandes empresas internacionais. Esses investidores acreditam na continuidade da política do governo brasileiro quanto ao conteúdo local dos projetos”, finalizou o presidente do SINAVAL.


http://jornalggn.com.br/noticia/renovacao-da-frota-elevou-o-brasil-a-4%C2%AA-maior-industria-naval

Caixa teve lucro liquido de R$ 6,7 bilhões em 2013 26/03/2014


Brasília
Da Agência Brasil Edição: José Romildo


A Caixa Econômica Federal informou hoje que teve lucro líquido de R$ 6,7 bilhões, em 2013. O resultado representa crescimento de 19,2% sobre o resultado ajustado do ano anterior, ajuste decorrente da mudança de prática contábil relativa ao tratamento do saldo das contas poupanças encerradas, cujos titulares tinham CPF ou CNPJ irregulares. Na operação, a Caixa registrou os recursos dessas contas como receitas operacionais, o que elevou o lucro líquido da empresa em R$ 420 milhões no balanço de 2012 depois do pagamento de tributos. Sem considerar tal ajuste, o crescimento do resultado líquido teria sido de 10,8% sobre 2012.

A Caixa informou também que o retorno sobre o patrimônio líquido médio alcançou 26,2% no período. Já no quarto trimestre, o resultado chegou a R$ 1,7 bilhão, aumento de 9,9%. Houve retorno sobre o patrimônio líquido equivalente a 28%. No ano, o banco injetou mais de R$ 635 bilhões na economia brasileira, por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal, dentre outros. Outras fontes de recursos, R$ 4,2 bilhões, foram arrecadados pelas loterias e repassados à sociedade para aplicação em educação, cultura, seguridade, esportes e segurança.

O patrimônio líquido da Caixa aumentou em 13,8%: atingiu R$ 27,4 bilhões. Os ativos totais administrados alcançaram R$ 1,5 trilhão. A carteira de crédito ampliada atingiu saldo de R$ 494,2 bilhões, com crescimento de 36,8% em 2013, o que indica participação de 18,1% no mercado. O destaque foi o crédito habitacional, cujas contratações atingiram o valor de recorde de R$ 134,9 bilhões no ano, superior a 2012 em 26,4%.

Também merece destaque, entre outras coisas, o crescimento da carteira de operações de crédito a infraestrutura, que atingiu R$ 37,1 bilhões. No ano de 2013, foram conquistados mais 6,4 milhões de correntistas e poupadores, que totalizaram uma base com 71,7 milhões de clientes, crescimento de 9,9% quando comparado ao ano anterior.

Em 2013 a Caixa conquistou o quinto lugar no ranking das marcas mais valiosas do Brasil. O valor da marca aumentou 88,2% em um ano, chegando a US$ 6,4 bilhões e se tornou a terceira empresa estatal mais valiosa do país.

O banco, destaca também, que obteve ainda a classificação Mais Alto Padrão da Fitch Ratings, ratificando avaliação anterior da Moody's Investors’ Service que, desde 2007, atribui à instituição o conceito MQ1, representando excelência na gestão de recursos de terceiros.

Hoje, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor, reduziu a nota de classificação de risco da Caixa e de outras instituições brasileiras.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-03/caixa-teve-lucro-liquido-de-r-67-bilhoes-em-2013

Por trás da CPI da Petrobras, um outro megacampo de petróleo, maior que Libra 26/03/2014

 Autor: Fernando Brito




Não surpreende a aliança de sangue entre Aécio Neves e Eduardo Campos pela CPI da Petrobras.

Quem leu a história do diálogo entre José Serra e Patrícia Pradal, diretora da Chevron, às vésperas da eleição de 2010, onde o tucano pedia paciência porque, no Governo, desfaria a regra dos contratos de partilha e devolveria o pré-sal ao regime de concessão entreguista de Fernando Henrique Cardoso deveria saber que, a cada eleição presidencial, coloca-se em jogo o grande “cofre público” que representam as megajazidas de petróleo encontradas no litoral brasileiro.

Sempre é bom repetir: as maiores descobertas no século 21, ao ponto de fazerem a Agência Internacional de Energia prever que virá mais petróleo “novo” do Brasil do que do Oriente médio nos próximos 10 anos, e tanto quanto do xisto norte americano, a nova grande fronteira energética mundial.

Em 2010, a jóia da coroa que o candidato a Rei procurava usar como penhor de sua ascensão ao poder chamava-se Libra, com seus 10 bilhões de barris em reservas.

Em 2014, chama-se Franco (se seu complexo de campos semi-contíguos, Florim e o Entorno de Iara) com mais de 12 bilhões de barris.

Em 2010, também travou-se uma batalha prévia, igualmente com uma CPI da Petrobras (alguém consegue lembrar o pretexto desta CPI?) que visava inviabilizar politicamente a adoção do modelo de partilha, que custou duras penas ao Governo Lula ver aprovado no Congresso.

Agora, a batalha política é para inviabilizar, com o enfraquecimento da Petrobras, a decisão que terá de ser tomada, até setembro, de estender – ou não – a entrega da exploração desta nova mega-reserva de petróleo à Petrobras, que dela só tem assegurados 5 bilhões de barris, concedidos à empresa como cessão onerosa no processo de capitalização feito àquela época.

Estender a cessão onerosa de toda a área à Petrobras seria o natural, mas como fazê-lo se a empresa é pintada como fraca, semi-falida e, pior, desacreditada por escândalos fabricados?

Param por aí as semelhanças e começam as dessemelhanças, que colocam em risco esta imensa riqueza, que os cochichos oposicionistas, como ocorreu com Serra, desfilam aos olhos famintos dos interesses internacionais.

É que em 2010 esta batalha se desenvolvia diante dos olhos do povo brasileiro, embora só com os telegramas do Wikileaks tenhamos sabido dos detalhes dos encontros com os representantes das “potências estrangeiras”.

Agora, a pretexto de prudência, procura-se manter um segredo de polichinelo sobre o tamanho desta riqueza, com a vã ilusão de que, assim, haverá condições administrativas melhores para transferi-las integralmente à Petrobras.

Segredo é apenas para o povo brasileiro, porque todo o “mercado” já sabe daquelas potencialidade e da intenção de que fique com a nossa petroleira.

Como, porém, o Brasil e a Petrobras têm administrações que se preocupam em ser “essencialmente técnicas”, esperam, antes de falar disso, equacionar todas as condições de viabilidade da exploração daquele tesouro.

Não compreendem que esta viabilidade é, essencialmente, política, embora vá expressar-se em dinheiro, sondas, navios, dutos e outros equipamentos.

O petróleo está lá, tudo isso é necessário para tirá-lo (e às vezes é preciso pedir ajuda, como este blog não hesitou em defender quando do leilão de Libra), mas o essencial, para tê-lo, é saber que é nosso e que é preciso retirá-lo de forma a que seus frutos venham para o povo brasileiro.

No seu terceiro ano de governo, Fernando Henrique teve força para desfazer um dogma histórico fundado pelas ruas com a campanha do Petróleo é Nosso e parido pela mão de Getúlio Vargas.

Como é que outro Governo não teria força para revogar um simples regime de partilha e abrir este megacampo (e tudo o que ainda está por ser descoberto) ao capital estrangeiro?

Lula travou a batalha do pré-sal diante dos olhos dos brasileiros.

Por melhor que seja como gerentes e por mais comprometidas que sejam com a defesa da Petrobras, Dilma Roussef e Graça Foster, a presidente da empresa, devem entender que a fonte da energia da Petrobras é o desejo de progresso e soberania do povo brasileiro.

Se as razões profundas das sucessivas “ondas” contra a Petrobras nãos forem mostradas ao Brasil, não há peito forte o suficiente para arrostá-las.

A virtude de um líder não é fazer sozinho, substituindo-se ao povo.

É ser a chama que acende a vontade profunda deste povo e confiar na sabedoria coletiva que, quando sabe o que se passa, não erra ao decidir.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=15908

Dilma sanciona lei que dispensa idoso doente de ir a órgãos públicos 26/03/2014

Do PT no Senado


Idosos que não podem se locomover ou que estejam acamados não precisam mais comparecer a órgãos públicos para comprovar sua condição de saúde. O "Diário Oficial da União" publicou na edição desta quinta-feira (19) lei que dispensa idosos que estejam doentes de comparecer a órgãos públicos para resolver assuntos pessoais ou atender a eventuais chamados do governo. Sancionada na quarta (18) pela presidente Dilma Rousseff, a nova lei já está em vigor.

O texto que prevê o benefício foi aprovado em outubro pela Comissão de Direitos Humanos do Senado em caráter terminativo e seguiu direto para a sanção da Presidência da República, sem sequer passar pelo plenário da Casa. Dilma sancionou a proposta sem vetos.

A nova lei prevê que nos casos em que o comparecimento do idoso ao órgão público for de interesse do governo, a administração deverá providenciar uma visita à casa do paciente. Se a ida ao órgão público for uma questão de interesse pessoal, o idoso poderá indicar procurador legalmente constituído para representá-lo e resolver o assunto.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve providenciar a expedição de laudo de saúde em atendimento domiciliar pela perícia médica do órgão ou por serviços público e privado de saúde. Nos dois casos, o atendimento deverá ser feito na casa do idoso.

Quando tramitou pela Comissão de Direitos Humanos, os senadores defenderam o projeto, alegando que a iniciativa tem uma intenção basicamente de tratar o idoso com humanidade e respeito.

Conheça o projeto que originou a nova lei

Giselle Chassot