quinta-feira, 3 de abril de 2014

Brasil assina acordos de cooperação e dá prosseguimento à compra dos caças suecos 03/04/2014

O Brasil deu hoje um importante passo para a concretização do processo de compra dos 36 caças Gripen NG para sua Força Aérea. O país assinou dois acordos considerados indispensáveis para o prosseguimento das negociações com a Suécia, nação que produz os aviões.

Necessários para garantir o amparo jurídico inicial da aquisição, os acordos também estabelecem parâmetros para as tratativas em curso sobre os contratos que serão firmados entre as partes, empresarial e governamental, envolvidas no negócio.

O primeiro, denominado acordo-quadro de cooperação em defesa, também permitirá que, além da parceria relativa aos caças, os dois países possam iniciar conversas acerca de outros projetos de interesse comum na área militar. O segundo trata da proteção de informações sigilosas entre as duas nações e cobre não somente o processo de aquisição dos caças, mas todas as iniciativas que vierem a ser desenvolvidas entre os países signatários.

Os dois acordos foram assinados na manhã de hoje pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), José Elito Siqueira, em cerimônia no castelo de Karlberg, sede da Academia Militar Sueca, na capital do país.

A assinatura dos documentos foi precedida por uma reunião bilateral entre Amorim e sua contraparte sueca, a ministra Karim Enström. “Estamos dando um grande e importante passo em nossas relações”, disse o ministro brasileiro durante o encontro. “Temos agora a tarefa de transformar a proposta em contrato”, acrescentou.

Durante cerca de uma hora, Celso Amorim e Enström conversaram sobre o aprofundamento da parceria estratégica entre Brasil e Suécia no campo da defesa, e sobre a extensão dos projetos de interesse comum na área, incluindo a possibilidade de desenvolvimento industrial conjunto de armamentos, equipamentos aeronáuticos e soluções para fortalecimento da defesa cibernética.

Amorim reiterou à ministra sueca as condicionantes fixadas pelo Brasil para aquisição dos caças, sendo a principal delas a necessidade de irrestrita transferência tecnológica, com acesso a códigos-fonte da aeronave. Esse acesso permitirá, entre outros aspectos, que o país possa integrar, de forma independente, novos sistemas, equipamentos e funcionalidades ao avião.

Outro aspecto mencionado no encontro foi o direito de comercialização, pelo Brasil, dos Gripen NG que serão produzidos no país. Amorim ressaltou o entendimento de que esses direitos deverão abranger os países da América Latina, além das nações em desenvolvimento com as quais o Brasil possui estreita relação bilateral.

No atual estágio das negociações, prevalece a compreensão de que está mantido o compromisso inicial da oferta sueca de que a indústria brasileira deverá assumir, ao longo dos próximos anos, cerca de 80% do projeto e da produção das aeronaves destinadas ao mercado mundial.

Durante a reunião, o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Juniti Saito, que também integrou a comitiva brasileira, observou à ministra Karim Enström que o parque industrial brasileiro está capacitado para absorver a tecnologia a ser repassada pela Suécia no projeto. “Posso garantir que estamos preparados e que vamos honrar todos os compromissos sobre confidencialidade de informações”, afirmou Saito.

Em comunicado conjunto divulgado após o encontro (Leia aqui a íntegra do documento na versão original em inglês), os ministros informaram a decisão de estabelecer parceria estratégica no setor de aeronáutica militar. Dentre outros temas, essa parceria deverá definir os termos da cooperação entre as forças aéreas dos dois países, incluindo o detalhamento do empréstimo que a Suécia fará ao Brasil de dez Gripens modelo C/D. Esses aviões deverão ser utilizados pela FAB, a partir de 2016, até a chegada dos primeiros caças NG, em 2018. (Veja aqui release sobre o assunto).

Enströn e Amorim também anunciaram que irão aprofundar o diálogo político em assuntos de defesa, assim como em outros temas de interesse mútuo. Para facilitar as tratativas relativas ao setor, será criada uma adidância militar brasileira em Estolcomo (a Suécia já possui adido militar em Brasília). Os ministros também discutiram a possibilidade de realização, no início de agosto desse ano, no Brasil, da primeira reunião do grupo de trabalho conjunto em cooperação militar.

Os acordos assinados hoje serão encaminhados para aprovação do Congresso Nacional brasileiro. As duas nações já possuem outros convênios específicos na área de defesa, firmados em 1997 e em 2000. Amorim afirmou que o governo se empenhará na aprovação dos pactos firmados hoje, mas observou, com a concordância da ministra sueca, que os acordos anteriores já oferecem uma base sólida para prosseguimento da parceria estratégica no setor aeronáutico.

Durante os dois dias em que esteve em Estolcomo, além da reunião com Karim Enström, Amorim foi recebido pela rainha Sílvia da Suécia e pelo ministro das relações exteriores do país, Carl Bildt. Ele convidou a ministra da Defesa a visitar novamente o Brasil no segundo semestre deste ano para dar continuidade aos trâmites sobre os caças, e outros assuntos relativos à cooperação em defesa.

Na parte da tarde, Celso Amorim proferiu uma palestra sobre a política brasileira de defesa a estudantes e convidados, no auditório do Colégio de Defesa Nacional e Instituto Sueco de Relações Internacionais.

A decisão sobre a escolha dos caças Gripen NG, fabricados pelo empresa sueca Saab para equipar a FAB, foi tomada em dezembro do ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. O processo de aquisição das aeronaves tem acompanhamento de um grupo interministerial criado no âmbito do Ministério da Defesa. Denominado F-X2, o programa prevê o desenvolvimento e incorporação à Aeronáutica de 36 aviões.

http://codinomeinformante.blogspot.com.br/2014/04/brasil-assina-acordos-de-cooperacao-e.html#more

En el 450º aniversario del fallecimiento de Galileo Galilei (con un recuerdo para Francisco Fernández Buey) (*VI) 03/04/2014

Salvador López Arnal
Rebelión

Tres grandes filósofos ibéricos que ya no están entre nosotros, decíamos, se aproximaron a la figura del científico y filósofo pisano. El tercero que queremos traer de nuevo a nuestro recuerdo, Francisco Fernández Buey [FFB], dedicó a la figura de Galileo Galilei páginas hermosísimas (e imprescindibles) en su libro póstumo Para una tercera cultura (Barcelona, El Viejo Topo, 2013).

Muchas más desde luego.

Entre sus materiales de trabajo, seguramente para sus clases de historia de la ciencia en la Universidad Pompeu Fabra, un apartado lleva por nombre: “MATERIAL PARA EL CONOCIMIENTO DE LA OBRA CIENTÍFICA DE GALILEO. Ciencia, concepción del mundo y ética en los orígenes de la ciencia europea moderna.” Iniciamos nuestra aproximación a Galileo del autor de La ilusión del método con estos apuntes:

Galileo Galilei, que nació en 1564, podía ser considerado como un científico-filósofo entre los siglos XVI y XVII, señala FFB. Galileo estuvo científicamente activo “desde la última década del siglo XVI hasta su muerte en 1642”. A finales del XVI, cuando tenía alrededor de treinta años, “trabajaba ya en cuestiones de mecánica y de dinámica relacionadas con la caída de los graves”, y también “en la resolución de problemas técnicos (en 1593 inventó una máquina para elevar el agua), pero se interesaba igualmente por la teoría astronómica de Copérnico, se ocupaba de la cuestión de las mareas y se carteaba con Kepler”.

Sus principales descubrimientos, prosigue FFB, los hizo, sin embargo, en el primer tercio del siglo XVII y en este siglo “publicó también las obras por las que ha pasado a la historia de la ciencia moderna: 1610, El Sidereus Nuncius (Mensajero sidéreo); 1613: Cartas sobre las manchas solares, 1616: Discorso del flusso e reflusso del mare; 1622: Il Saggiatore, 1630-1632: Diálogo sobre los dos máximos sistemas del mundo; 1633-1638: Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze.

FFB anota entre sus observaciones: “Buena cronología con suficiente detalle en Antología al cuidado de Víctor Navarro: Península, Barcelona, 1991.”.

Proseguía con un apunte contextualizador que nos ayuda a entender como concebía la historia de la ciencia al igual que la historia de las ideas.

Galileo nació “el mismo año que Shakespeare y Calvino, era un poco mayor que Monteverdi, Kepler y J. Donne, que Rubens y Quevedo” y había empezado a trabajar en temas científicos poco después de que se publicaran los Ensayos de Montaige y había empezado a publicar “poco después de la muerte de Giordano Bruno en la hoguera (1600), casi al mismo tiempo en que nacía Gracián, mientras se estrenaba Hamlet (1602) y se publicaba la primera parte del Quijote (1605).”

El florecimiento de su obra científica había sido contemporáneo de la gran obra histórico-metodológica de “Francis Bacon (1605-1630, La gran restauración [recuérdese el título de una de las grandes obras de FFB: La gran perturbación], 1620) y de Descartes, para el que ha sido un referente importante (Reglas para la dirección del espíritu en 1628, Discurso del método, en 1637), mientras Rembrandt pintaba la lección de anatomía y Velázquez La rendición de Breda, mientras Calderón creaba al Segismundo de La vida es sueño (1636)”, una obra, esta última, muy apreciada por él.

Además, Galleo había conocido en su vejez a J. Milton y “su teoría probablemente ha influido en un paso importante y dubitativo de El paraíso perdido” (véase sobre éste el capítulo 2.2. de su libro póstumo). El científico pisano había vivido en carne propia “la involución fundamentalista de las religiones enfrentadas en el primer tercio del siglo XVII, las consecuencias de Trento y de la Contrarreforma, de las guerras de religión y de liberación en Francia (1560-1598), en los Países Bajos (1572-1609) y en Alemania (1618-1648), del establecimiento de los Estados Generales en Holanda (1576)”.

El copernicanismo y el galileismo, concluía FFB este apartado, se había encontrado “con la oposición casi simultánea de las jerarquías del protestantismo y del catolicismo, casi coincidentes en esto”.

A continuación, nuestro gran gramsciano dedica un apartado a “La revolución científica de los siglos XVI y XVII.”

El conjunto de fenómenos socioculturales que se conoce con el nombre de “revolución científica”, señalaba, tenía una dimensión cronológica muy amplia -desde mediados del XVI hasta finales del XVII- y se basaba “en el desarrollo de las poblaciones urbanas, en la extensión del comercio y de la industria, en la existencia de medios más eficaces de transporte, en la ampliación de los mercados, en el aumento constante de la producción de mercancías en función de la ampliación de los mercados, en la sustitución de los servicios forzosos por el pago al contado.”

Esta mutación había afectado en primer lugar “a unas pocas ciudades de Italia, Holanda, Alemania del norte y España, luego también a Francia, y Gran Bretaña; y finalmente a Dinamarca y Polonia”. Se podía decir que en esta época “hubo una interrelación entre la resolución de problemas prácticos que da lugar a las invenciones técnicas, las transformaciones técnicas que alientan el espíritu científico y los descubrimientos científicos que producen nuevos cambios técnicos”. El espíritu científico-técnico que caracterizó a esta época, “sobre todo en sus fases segunda y tercera”, se podía sintetizar en dos palabras: experimento y cálculo. La vida de Kepler y de Galileo -“La naturaleza está escrita en lenguaje matemático, Il Saggiatore- resumía bien esto”.

(Reproduzco, entre paréntesis, un apunte de Sacristán sobre este lenguaje matemático de su presentación a Sigma. El mundo de las matemáticas al que también su discípulo y amigo prestó atención:

FFB proseguía con una propuesta de trabajo e investigación para este período: “Bruegel el Viejo y la ciencia del siglo XVI. Cómo puede usarse el estudio de una pieza de la historia del arte para la historia de la ciencia. Fuente de información: H. Arthur Klein, “Bruegel el Viejo, guía para el estudio de la ciencia del siglo XVI”, Investigación y ciencia nº 20, mayo de 1978, páginas 86 y ss.

De lo que solía llamarse “revolución científica” (o sea, del conjunto de mutaciones técnicas, económicas y científicas propiamente dichas), en los albores de la época moderna, se había dicho que resultó ser ”un fenómeno social de mayor envergadura incluso que el descubrimiento de la agricultura, porque contiene en sí misma las posibilidades de un progreso interminable.”. FFB añadía al polémico juicio de J.D. Bernal otra opinión igualmente polémica “aunque también sugerente”, del historiador de la ciencia Herbert Butterfield, “según el cual en comparación con la revolución científica del XVII fenómenos socioculturales de tanta importancia como el Renacimiento o la Reforma han sido sólo “meros episodios”, “simples desplazamientos internos dentro del sistema medieval cristiano”.

Es cierto, proseguía, que como fenómeno histórico “la revolución científica de esta época tiene un carácter que puede considerarse único: se trata de una revolución que se produjo con laceraciones en el marco de la cultura europea pero sin rompimiento, en la continuidad, y sin influencias culturales externas de nota” (Bernal, cit, 325). En general, señalaba, aquella que llamamos “revolución” no se había vivido como tal, “salvo, tal vez, en unas cuantas cabezas”, sino como un fenómeno ambivalente de discontinuidad y continuidad: “de ruptura con el pasado y de retorno a las ideas de una cultura más antigua, de mayor envergadura y más filosófica: el humanista que no rechaza toda autoridad anterior sino que elige ventajosamente entre autoridades (los trabajos matemáticos de Apolonio y de Arquímedes citados por Kepler) para romper el monopolio de Aristóteles y de la doctrina aristotélica.”

A las “fases de la revolución científica” está dedicado el siguiente apartado de estos apuntes.

[*] La primera de esta aproximación puede verse en http://www.rebelion.org/noticia.php?id=181079. La segunda en http://www.rebelion.org/noticia.php?id=181407 La tercera enhttp://www.rebelion.org/noticia.php?id=181700 La cuarta en http://www.rebelion.org/noticia.php?id=181955 La quinta en http://www.rebelion.org/noticia.php?id=182297

Oceano encontrado em Enceladus o faz candidato a ter vida extraterrestre 03/04/2014



Jornal GGN – Cientistas descobriram que existe um oceano de água líquida oculto sobre a crosta congelada de Enceladus, uma das luas de Saturno. A constatação ocorreu após o estudo dos gêiseres que se espalham sobre sua superfície, lançando águas pelo espaço e gerando imagens impressionantes que já foram registradas pela sonda Cassini. O resultado do estudo coloca o satélite de Saturno como candidato ideal para abrigar a vida.

Os jatos de água de Enceladus foram descobertos em 2005, pela sonda Cassini, da Agência Espacial Norte-americana (NASA). Apesar de ter apenas um sétimo do tamanho da nossa Lua, o corpo celeste é geologicamente ativo. Os cientistas vêm, então, se debruçando em pesquisas para identificar a origem dos gêiseres – e, para isso, estudaram muitas das fissuras existentes na superfície daquela lua.
Os pesquisadoras chegaram a sugerir que os jatos de água eram resultado do choque entre blocos de gelo subterrâneos, gerando atrito e calor, derretendo o gelo e impulsionando os gêiseres. Mas a ideia de um oceano não estava descartada, assim a nova descoberta não era exatamente algo inesperado. “Eu não fiquei surpreso porque sabíamos que havia água líquida”, disse o engenheiro aeroespacial Luciano Iess, da Universidade Sapienza de Roma, autor de artigo publicado na revista Science sobre a descoberta.

Os dados da sonda Cassini sugerem que o oceano de Enceladus tem quase dez quilômetros de profundidade, algo comparável, em média, a alguns dos pontos mais profundos dos oceanos da Terra. Desde 2004, quando se aproximou de Saturno, Cassini fez 19 voos “rasantes” em Enceladus, o que ajudou a estudar, além de sua superfície, a sua força gravitacional. No polo Sul, por exemplo, havia mais força que em outros pontos, sugerindo, além da crosta de gelo, a presença de um oceano.

A camada de gelo no polo Sul de Enceladus é de cerca de pouco mais de 32 quilômetros de espessura, seguido de um oceano aquático de quase dez quilômetros, terminando em um núcleo rochoso. A descoberta coloca o satélite na mesma classe de outros mundos exteriores solares com oceanos líquidos, como o seu vizinho, Titã, e Europa, de Júpiter. A filosofia da NASA para encontrar vida fora da Terra é “siga a água”, por isso todas estas luas são potenciais lugares para explorar.

“Enceladus tem a zona habitável extraterrestre mais acessível”, diz o cientista planetário Carolyn Porco, líder da equipe de imagens da sonda Cassini. “Este lugar é realmente onde devemos ir”. O artigo referente à descoberta também foi publicado no 31 de março na revista Astrobiology.

Com informações da Wired.

http://jornalggn.com.br/noticia/oceano-encontrado-em-enceladus-o-faz-candidato-a-ter-vida-extraterrestre

terça-feira, 1 de abril de 2014

Missão Empresarial em Cuba termina com saldo positivo 01/04/2014




Jornal GGN - A Missão Empresarial a Cuba terminou no dia 28 com uma visita às instalações do Porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana. Representantes das 32 empresas que viajaram ao país conheceram de perto a estrutura que já está ativa, bem como os planos de obras futuras.

A Missão proporcionou aos empresários uma visão geral da economia cubana, através de palestras tanto de economistas quanto de representantes de empresas que já operam no país, como Bauducco, Odebrecht, Brascuba (joint venture cubano-brasileira de cigarros) e SuplexTrade, comercial exportadora de insumos hoteleiros, materiais de construção e produtos manufaturados em geral.

Os participantes da Missão também estiveram com o Ministro de Comércio Exterior e Investimento de Cuba, Rodrigo Malmierca, que informou sobre a nova Lei de Investimento do País, aprovada em reunião extraordinária do Parlamento no sábado 29 de março. A nova legislação - que substitui Lei criada em 1995, quando o Governo abriu a Ilha para o capital estrangeiro - torna mais atrativo os investimentos externos ao cortar de 30% para 15% a tributação de lucro, além de dar 8 anos de isenção tributária a novos investimentos, entre outras iniciativas.

As empresas que se incorporaram à Missão integram os setores de bebidas e alimentos, casa e construção, petroquímico, segurança digital, transporte e logística (caminhões, vagões, e armazenagem) medicamentos e cosméticos, serviços tributários, vidro, veículos e auto partes. Além de ter acesso a informações sobre a economia cubana e como operar no país, os participantes também realizaram rodadas de negócios com empresas cubanas.

Em 2013 o PIB cubano foi o maior de toda a América Latina e Caribe, exceto pelo território estadunidense de Porto Rico, chegando a US$ 76,5 bilhões. O fluxo de comércio entre Brasil e Cuba cresceu 9,2% nos últimos cinco anos e em 2013 registrou uma corrente de comércio amplamente favorável ao Brasil, de US$ 624,7 milhões.

Estiveram em Cuba diretores e gerentes de comércio exterior das seguintes empresas: Bauducco, Bioamazonas, Capemisa, Pirelli, JBS, Marco Polo, Ambev, Fanavid, Globoaves, Fidas, FM Coempar, Oberthur, Petrosan, Odebrecht, Vilheto e Cosil, Quimitrans, Roldey, Suplextrade, Pipeway, Embelleze, Brascuba, Brasraf, Hands On, Imerys, Kanope, Infra Assessoria e Participações, Comas Latino Americana, Eletroflex, Asa Alimentos, Tek Trade, CCS Business.

Com informações da Apex-Brasil

http://jornalggn.com.br/noticia/missao-empresarial-em-cuba-termina-com-saldo-positivo

Em BH, grupo faz escracho na porta da casa de coronel ligado à ditadura 01/04/2014


O ato público aconteceu na porta da casa do coronel aposentado Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos, no Bairro Santa Lúcia, Região Centro-Sul da capita

Estado de Minas

Publicação: 01/04/2014 10:53 Atualização:


Um grupo com 50 jovens militantes do movimento Levante Popular da Juventude promoveu, na manhã desta terça-feira, em Belo Horizonte, um escracho contra um militar do período da ditadura (1964/1985). O ato público aconteceu na porta da casa do coronel aposentado Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos, no Bairro Santa Lúcia, Região Centro-Sul da capital.

Os estudantes se reuniram na porta do coronel aposentado, às 7 horas, para relembrar os 50 anos do golpe militar no Brasil. Segundo Renan Santos, militante do movimento, o ex-coronel atuou no DOPS de Belo Horizonte e é apontado pelos relatórios do projeto “Brasil: Nunca Mais” como o autor de inúmeros crimes durante os anos de 1969 e 1971.

No documento, o militar é citado dezessete vezes por ex-presos políticos. Em muitos dos arquivos, Pedro Ivo é apontado como autor de tortura durante a realização de depoimentos dos presos. Há passagens em que as vítimas afirmam terem sofrido choques elétricos, espancamentos, assédio moral e queimaduras.

Segundo Renan, os escrachos são uma forma de denúncia à sociedade dos crimes cometidos por uma pessoa durante a Ditadura. Desde 2012, o movimento diz já ter realizado dezenas de escrachos por todo o país, como forma de trazer à tona a discussão sobre os crimes cometidos pelo Regime Militar. Crimes esses que nunca puderam ser julgados, graças à Lei da Anistia de 1979, que preserva esse direito aos militares.

O ato na capital faz parte de uma séria de ações que o movimento realiza nesta terça-feira para marcar a data dos 50 anos do golpe militar. Atividades parecidas foram realizadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, assim como em várias cidades do interior de Minas. O movimento reivindica da Comissão Nacional da Verdade a apuração sobre as denúncias realizadas nos escrachos ; e também que o Estado brasileiro revise a Lei da Anistia, responsabilizando ex-militares por crimes como tortura e ocultação de cadáver.
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/04/01/interna_politica,513991/em-bh-grupo-faz-escracho-na-porta-da-casa-de-coronel-ligado-a-ditadura.shtml

Escracho na frente da casa do torturador Capitão Ubirajara em SP 01/04/2014


Ex-agente do DOI-Codi, Capitão Ubirajara é alvo de escracho em São Paulo

Cíntia Alves

Jornal GGN – O ex-delegado da Polícia Civil Aparecido Laertes Calandra, mais conhecido como Capitão Ubirajara, acusado de atividades de tortura e morte nas dependências do DOI-Codi, foi alvo de um “escracho” durante a manhã desta terça (1º). Entre as denúncias contra Calandra está o envolvimento na alteração do laudo de morte do jornalista Vladimir Herzog, que apontava como causa o suicídio.

O ato pacífico ocorreu em frente à residência do delegado aposentado, no bairro Ipiranga, em São Paulo, por volta das 6h30. A Polícia Militar informou que a ação reuniu cerca de 30 participantes. Já os organizadores, membros do Levante Popular da Juventude, contabilizaram o triplo de adesões.

Durante o movimento, integrantes do Levante entregaram panfletos e conversaram com vizinhos. O grupo, que sustenta que "já que não há justiça, há escracho", também organizou, em 31 de março, o protesto contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Eles pintaram os rostos, fizeram batucada e picharam frases como “Aqui mora um torturador” em muros próximos à casa dos agentes da ditadura militar.



Ubirajara é considerado um dos principais agentes do DOI-CODI. De acordo com o movimento Tortura Nunca Mais, ele está envolvido no desaparecimento do estudante Hiroaki Torigoe; na tortura e morte do ex-dirigente do PCdoB, Carlos Nicolau Danielli, de Maria Amélia, do jornalista Sérgio Gomes, do deputado estadual Adriano Diogo (PT), do jornalista Arthur Scavone e do deputado federal Nilmário Miranda.

Em dezembro do ano passado, à Comissão Nacional da Verdade, Ubirajara negou que tenha participado de sessões de tortura durante os anos de chumbo. Ele argumentou que cuidava da parte burocrática do maior centro de repressão do País. A sessão em que Calandra falou à CNV foi marcada por tensão, pois muitos dos presos políticos da ditadura dizem reconhecer o delegado e ficaram, portanto, indignados com seu depoimento.

Segundo o Levante, a importância do ato em frente à casa de Calandra é não deixar que as ações da ditadura caiam no esquecimento. “O escracho tem como objetivo não deixar que a juventude brasileira esqueça o dia em se completa os 50 anos do golpe mlitar, e denunciar todos os abusos e violências sofridas pelos militantes que se recusaram a aceitar as arbitrariedades impostas pelo regime de exceção que vigorou no Brasil até 1985”, diz a nota do movimento.

Com informações da Agência Brasil

O escracho na casa do coronel Brilhante Ustra, em Brasília 01/04/2014


publicado em 31 de março de 2014 às 18:00
Levante Popular da Juventude escracha Brilhante Ustra
O escracho foi realizado no local onde reside o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que coordenou mais de 500 sessões de tortura em pessoas que lutavam contra a ditadura civil-militar no Brasil
31/03/2014
Da Redação
Nesta segunda-feira (31), véspera do dia em que o Golpe Civil-Militar completa 50 anos, os movimentos Levante Popular da Juventude, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do MST promoveram, a partir das 15 horas, um ato de repúdio a todos os abusos e violências sofridos pelos militantes que lutaram contra as arbitrariedades impostas pelo regime de exceção que vigorou no Brasil até 1985.
O escracho foi realizado no local onde reside o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que coordenou mais de 500 sessões de tortura em pessoas que lutavam contra a ditadura militar no Brasil. Hoje com 81 anos, ele foi o único torturador da história do Brasil a receber uma condenação da Justiça, porém continua solto.
“O momento é importante, não apenas pela data, mas porque a disputa ideológica que levou o país ao golpe militar ainda está em aberto, com posicionamentos cada vez mais explícitos, inclusive na grande mídia, de grupos e setores interessados na repressão aos movimentos sociais e às manifestações de rua, que certamente se tornarão mais recorrentes nos próximos meses, com a realização da Copa do Mundo e das eleições 2014”, disse o comunicado de chamamento para o ato.