quarta-feira, 4 de maio de 2016

Começou a III Guerra Mundial 04/05/2016


por Paul Craig Roberts

A Terceira Guerra Mundial já está a ser travada. Quanto tempo demorará até chegar à etapa quente?

Washington está agora a efectuar uma guerra económica e de propaganda contra quatro membros do bloco de cinco países conhecidos como BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O Brasil e a África do Sul estão a ser desestabilizados com escândalos políticos fabricados. Ambos os países estão pejados de políticos e Organizações Não Governamentais (ONGs) financiadas por Washington. Washington cozinha um escândalo, põe os seus agentes políticos em acção exigindo actuação contra o governo e põe suas ONGs nas ruas em protestos.

Washington tentou isto contra a China com o orquestrado "protestos estudantil" de Hong Kong. Washington esperava que os protestos se propagassem dentro da China, mas o esquema fracassou. Washington tentou isto contra a Rússia com os protestos orquestrados contra a reeleição de Putin e fracassou outra vez.

Para desestabilizar a Rússia, Washington precisa um apoio mais firme lá dentro. A fim de obter um apoio mais firme, Washington operou junto a mega bancos de Nova York e junto aos sauditas para deitar abaixo o preço do petróleo, de mais de US$100 por barril para cerca de US$30. Isto pressionou as finanças russas e o rublo. Em resposta às necessidades orçamentais da Rússia, aliados de Washington dentro da Rússia estão a pressionar o presidente Putin a privatizar importantes sectores económicos russos a fim de levantar capital estrangeiro para cobrir o défice orçamental e suportar o rublo. Se Putin ceder, importantes activos russos sairão do controle russo para o controle de Washington.

Na minha opinião, aqueles que estão a pressionar pela privatização são ou traidores ou completamente estúpidos. Seja o que forem, eles são um perigo para a independência russa.

Eric Draitser apresenta alguns pormenores do assalto de Washington à Rússia do ataque de Washington à África do Sul essnews.com/brics-attack-empires-destabilizing-hand-reaches-south-africa/215126/ e do ataque de Washington ao Brasil Quanto ao meu artigo sobre o ataque de Washington à independência latino-americana, ver www.paulcraigroberts.org/...

Como tenho destacado muitas vezes, os neoconservadores tornaram-se insanos pela sua arrogância e orgulho. Na sua busca da hegemonia americana sobre o mundo eles puseram de lado toda a cautela na sua determinação para desestabilizar a Rússia e a China.

Ao implementarem as políticas económicas neoliberais que foram incutidas pelos seus economistas neoliberais treinados na tradição neoliberal ocidental, os governos russo e chinês preparam o caminho para Washington. Ao engolirem a linha do "globalismo", utilizando o US dólar, participarem do sistema de pagamentos ocidental, abrem-se para a desestabilização por entradas e saída de capital estrangeiro, hospedando bancos americanos e permitindo a propriedade estrangeira, os governos russo e chinês tornaram-se maduro para a desestabilização.

Se a Rússia e China não se desligarem do sistema ocidental e exilarem seus economistas neoliberais, eles terão de ir à guerra a fim de defender sua soberania.


25/Abril/2016 O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/2016/04/25/world-war-iii-has-begun-paul-craig-roberts/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/



http://resistir.info/eua/roberts_25abr16.html

O sistema SWIFT: Uma arma potencial na Guerra Híbrida 04/05/2016

por Valentin Katasonov [*]

A sigla SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunications) de repente surgiu, mais uma vez, nas manchetes dos media globais. Os peritos habitualmente descrevem o SWIFT como uma rede internacional interbancária para a transmissão de informação acerca de pagamentos de transacções.

A globalização seria impossível sem o SWIFT

Esta sociedade foi fundada em 1973. Naquela altura o sistema monetário do pós guerra, estabelecido em 1944 em Bretton Woods, havia virtualmente entrado em colapso. O dólar, bem como outras divisas, havia sido divorcidado do ouro. E as impressoras do US Federal Reserve e de outros bancos centrais do ocidente estavam a trabalhar furiosamente. O volume de pagamentos internacional havia aumentado drasticamente. Os sistemas tradicionais para a partilha de dados quanto a pagamentos de transacções (o teletipo, telégrafo e telefone) não podiam enfrentar o tráfego acrescido.

Era necessário mobilizar a tecnologia mais recente a fim de centralizar os canais isolados utilizados para trocar informação. Duzentos e trinta e nove bancos de 15 países trabalharam em conjunto para estabelecer uma organização destinada a resolver este problema. O SWIFT é uma sociedade cooperativa, estabelecida sob o direito europeu, com sede em Bruxelas. Actualmente quase 11 mil instituições de mais de 200 países, incluindo 9.600 bancos, são membros do SWIFT. A cada ano 2,5 mil milhões de ordens de pagamentos são transmitidas através da rede SWIFT, a qual processa milhares de milhões de dólares por dia.

As vantagens do SWIFT são a sua velocidade, baixo custo e protecção confiável de dados. Em consequência, a maioria das liquidações e pagamentos internacionais do mundo agora processam-se através do sistema SWIFT. Os pagamentos também são compensados (cleared) através desta rede mesmo quando cada uma das partes está sob a mesma jurisdição. Isto inclui pagamentos em dólar e em euro que devem ser manuseados pelos sistemas bancários dos EUA e União Europeia. Durante o século XXI o sistema SWIFT começou a ajudar a circular moeda através de toda a economia global. A globalização económica e financeira que começou na década de 1970 teria sido impossível sem o SWIFT.

O escândalo sobre o ataque contra o banco central de Bangladesh

O sistema SWIFT muitas vezes tem sido alvo de hackers a tentarem penetrar suas bases de dados e desviar moeda das contas dos bancos membros da sociedade. Várias tentativas de quebras de segurança foram documentadas só nos últimos dias.

No princípio de Março, o banco central de Bangladesh informou do desaparecimento de US$81 milhões das suas reservas de divisas externas. Isto passou desapercebido pelos serviços de TI do SWIFT e do banco central.

Uma investigação revelou que o hardware e software utilizados para processar as operações de pagamentos do banco central deixava muito a desejar. Os ciber intrusos também dispunham de qualificações técnicas avançadas. Eles não esperavam que o roubo viesse à luz imediatamente e assumiram que teriam tempo ou para mudar o seu botim para algum outro lugar ou para lavar a moeda.

O ataque ao banco central de Bangladesh foi planeado por peritos e que demonstravam uma estreita familiaridade com os procedimentos internos daquele banco. Normalmente, ter alguém do lado de dentro pode ou efectuar ou liquidar uma operação hacking conduzida de fora daquela organização. Assim, levanta-se a questão: estarão tais informantes no interior da sede do SWIFT em Bruxelas?

SWIFT: escândalos muito visíveis nos últimos anos

A sociedade sofreu escândalos no passado. Após o 11 de Setembro de 2001, a CIA bem como o braço de inteligência financeira do Departamento do Tesouro dos EUA obtiveram acesso à rede de informação SWIFT. Mas os administradores dos centros de dados do SWIFT não trouxeram esta cooperação entre a sociedade e as agências de segurança à atenção dos seus membros. Apenas uns poucos escolhidos sabiam do programa americano de "rastreamento de terroristas". A informação não foi divulgada até 2006.

Em 2012 o SWIFT mais uma vez foi objecto de manchete. Naquela altura Washington estava a pressionar fortemente a sociedade para desconectar bancos iranianos da rede SWIFT. Naturalmente, uma sociedade que constantemente apregoa "permanecer fora da política" ficou inconfortável com esta medida. Desconectar mesmo um único banco geraria desconfiança do sistema, reduziria sua classificação e encorajaria outros membros SWIFT a formularem planos alternativos. Mas Washington venceu aquela batalha – 14 bancos iranianos foram expulsos do SWIFT.

Mas existe luz em toda a escuridão. O Irão aprendeu a administrar sem o SWIFT e ganhou experiência valiosa na utilização de sistemas alternativos de pagamentos e liquidações internacionais. Washington agora revogou graciosamente algumas das sanções contra o Irão e assim permite-se àquele país utilizar outra vez a rede SWIFT. Mas Teerão não está com pressa de aceitar o convite. Em primeiro lugar, a política de Washington em relação ao Irão é altamente contraditória e incoerente. Em segundo, à luz do escândalo recente, o Irão e outros países têm crescentes apreensões acerca do SWIFT. É improvável que Teerão venha a colocar todos os seus ovos neste cabaz. Uns poucos bancos iranianos serão reconectados, mas a maior parte dos pagamentos de transacções continuará a ser feita através de canais alternativos.

A Rússia precisa de uma alternativa ao SWIFT

Há cerca de 800 bancos na Rússia de hoje, aproximadamente 600 do quais estão conectados ao sistema SWIFT. A Rússia é o lar do segundo maior número de instituições membros do SWIFT (após os EUA), mas ela nem mesmo arranha as dez principais em termos de volume de transacções (no ano passado Moscovo estava em 15º lugar). No princípio dos anos 2000 pelo menos 90% dos pagamentos estrangeiros da Rússia eram processados através do SWIFT. O sistema também era utilizado para muitas transacções internas.

Quando o ocidente pela primeira vez introduziu sanções económicas contra a Rússia, em 2014, o primeiro-ministro britânico David Cameron pediu que a Rússia fosse desconectada do sistema SWIFT. A única razão porque eles não cumprem esta ameaça é porque o ocidente tem medo das consequências potenciais. Afinal de contas, desconectar a Rússia do SWIFT não é como desconectar o Irão – só 14 bancos foram cortados ali, ao passo precisariam ser desligados 600 na Federação Russa.

Mas se a guerra híbrida contra a Rússia se tornar um conflito total (full-blown), não será possível excluir a possibilidade de que operações da banca russa sejam completamente excluídas do SWIFT. Preparativos para aquela guerra não podem esperar até o último minuto e algumas medidas já estão em vigor. Por exemplo: no fim de 2014 companhias e organizações russas já estavam a fazer pagamentos e liquidar contas umas com as outras sem recorrer ao SWIFT como intermediário. Um sistema nacional foi estabelecido para manusear pagamentos internos entre bancos russos.

Pagamentos internacionais são mais complicados. Já em 2014 começou-se a falar na criação de um sistema de pagamentos directo (que também comunicaria informação acerca de pagamentos) entre a China e a Federação Russa. O sistema precisa ser autónomo – plenamente independente de quaisquer sistemas de pagamentos controlados pelos Estados Unidos e pela União Europeia (especificamente o sistema trans-europeu TARGET). E esta autonomia só é possível transitando (transitioning) para a utilização de divisas nacionais – uma premissa que estava implícita na concepção original.

Além do acordo assinado na cimeira BRICS no Brasil em Julho de 2014 para estabelecer o Banco de Desenvolvimento BRICS, foi também acordado que os bancos centrais dos países BRICS abririam linhas de crédito mútuas numa das divisas nacionais do outro. Talvez a ideia de criar um sistema de pagamentos bilateral para a Rússia e a China tenha-se transformado na ideia de um sistema de pagamentos multilateral BRICS. Naturalmente, isso também envolveria transacções nas divisas nacionais destes cinco países.

A Rússia tem mostrado máximo interesse nesta rede de pagamentos BRICS. Em Outubro último Pequim informou que um sistema para processar pagamentos internacionais em yuan já estava operacional, o qual é chamado a alternativa chinesa ao SWIFT. Só um modesto número de transacções por enquanto estão a utilizar esta plataforma chinesa, mas é possível que esta semente possa crescer e transformar-se num poderoso sistema, a tempo de se tornar uma alternativa ao SWIFT.

Alguns países não BRICS, tais como o Irão e o Cazaquistão, têm mostrado interesse em fazer parte do projecto de criar uma rede alternativa para pagamentos multilaterais. O mais recente escândalo SWIFT (o roubo do dinheiro do banco central de Bangladesh) é mais uma razão porque a Rússia e seus parceiros internacionais deveriam acelerar o ritmo e concretizar este projecto de chegar a um sistema internacional de pagamentos alternativo em pleno funcionamento.

03/Maio/2016 O original encontra-se em www.strategic-culture.org/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/



http://resistir.info/financas/swift_03mai16.html

Kátia se oferece ao Janot como ré! 04/05/2016



Anastasia, atraso de pagamento não gera crédito a credor...


publicado 04/05/2016


Muito mais coragem que muito petista de outro sexo (crédito: Fotos Públicas)

Se o Brasil não tivesse sido promovido, provisoriamente, a Republiqueta de Bananas, a solenidade do Plano Safra, hoje, 04/05, no Palácio do Planalto, seria a celebração de uma das eloquentes virtudes brasileiras: ter construído a maior agricultura tropical do Mundo.

(“Provisoriamente”, porque #vai ter luta)

Dilma e a Ministra Kátia Abreu anunciaram resultados es-pe-ta-culares:

- os agricultores terão nessa safra R$ 203 bilhões, o que significa um aumento de 8%, em relação à safra anterior;

- nos seis anos de Dilma, o Governo entregou aos agricultores R$ 905 bilhões, ou seja, dobrou o volume de recursos;

- R$ 43 bilhões foram em forma de subvenção;

- a agricultura brasileira transformou esses recursos em R$ 2 trilhões de valor bruto de produção (isso sem contar a agricultura familiar);

- a agricultura é responsável por 53% das exportações, 30% dos empregos formais e ¼ do PIB;

- Kátia lembrou que o Brasil deve à Dilma a nova Lei dos Portos (empurrada pela goela abaixo do trio maravilhoso Eduardo Cunha, Pauzinho do Dantas e do Eduardo Campos, o do jatinho sem dono - PHA);

- com a nova Lei dos Portos, surgiram mais de CEM - CEM ! - licenças para a construções no Arco Norte do país;

- a Dilma concluiu a Ferrovia Norte-Sul, que rasga Tocantins (estado de Kátia), vindo do Maranhao, passa em Anapolis (GO) e chega a Estrela do Oeste, em São Paulo!

(O Brasil realiza o maior conjunto de obras de infra-estrutura do mundo, depois da China. E tudo isso antes de o gatinho angorá, o Wellington Moreira Franco assumir o Ministério da Empreitagem – PHA)

- e tem a Hidrovia do Tocantins, segundo a Kátia:

São 1.500 km que já tem licitação aberta e começou com o derrocamento do Pedral do Lourenço (não deixe de ler http://www.conversaafiada.com.br/economia/dilma-afoga-o-fantastico-no-pedral-do-lourenco - PHA)

As duas anunciaram a criação de Embrapa TEC, uma subsidiária dessa empresa que é a maior empresa de tecnologia agrícola do mundo, a Embrapa, a NASA brasileira!

A ideia é permitir que a Embrapa ganhe dinheiro com a venda da tecnologia que produzir – e o domínio da tecnologia agrícola, disse a Dilma, é tão estratégico quanto a independência energética.

Aí, a Kátia Abreu - que, mulher e de Direita, tem mais coragem que muito petista de outro sexo! - disse à Dilma:

- confio na senhora, na sua honestidade e no seu espírito público!

- porque, Presidenta, popularidade vai e vem, mas dignidade quando vai não volta mais !

- e se ofereceu como co-ré ao Janot, ao Moro e a todo o aparelho judicial montado para destruir a Dilma e o Lula:

“SOU CO-RESPONSÁVEL POR ESSES ATOS, PRESIDENTE! EU TENHO ORGULHO DE ESTAR AO SEU LADO!”

Em tempo: depois a Dilma explicou que, entre outras patranhas, uma delas é acusá-la de aumentar o Passivo Exigível do Banco do Brasil, por causa desse criminoso, abjeto, vil Plano Safra!

Não houve aumento de passivo nenhum!, disse a Dilma.

Houve, sim, atraso eventual de pagamento.

Mas, atraso de pagamento não gera credito ao credor!

Como se você atrasasse um mês de aluguel e aquilo se transformasse num crédito ao dono do imóvel.

Não há dívida da União com o Banco do Brasil, disse a Presidenta.

Ela fechou o ano de 2015 pagando ao Banco do Brasil os atrasados de R$ 55 bilhões.

Mas, nem por isso, o pedaleiro Anastasia deixará de pedir o enforcamento dela, na mesma forca em que o Janot pretende executar o Lula.

E eles acham quer o povo não está percebendo!

Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/economia/katia-se-oferece-ao-janot-como-re

Blogueiros viram alvo principal de violência contra comunicadores no Brasil, diz ONG 04/05/2016






Charge: Mohamed Sabra

"Criança fica com o pé preso em escada rolante de shopping no Maranhão". Quem acessa o blog de Ítalo Diniz encontra uma página congelada em 13 de novembro de 2015. Na noite daquela sexta-feira, o blogueiro morreu após levar quatro tiros em uma das principais ruas de Governador Nunes Freire (460 km de São Luís)

por Thiago Guimarães, na BBC Brasil

O caso ilustra uma das conclusões de um relatório divulgado nesta terça-feira, Dia Mundial da Liberdade de Expressão, pela ONG Artigo 19: blogueiros se tornaram o principal alvo dos ataques à liberdade de expressão no Brasil.

Segundo a organização, 37% das violações relacionadas com o exercício da comunicação no Brasil em 2015 foram contra blogueiros. Pelo critério do estudo, graves violações à liberdade de expressão são homicídios, sequestros, tentativas de assassinato e ameaças de morte.

Esses comunicadores enfrentam situações de risco, intimidação e violência, sobretudo em cidades pequenas. Em 60% dos casos, por denunciarem irregularidades no poder público - o restante teria relação com críticas e opiniões (23%) e investigações (17%) feitas por tais profissionais.

A situação se agrava, diz a Artigo 19, porque agentes de Estado (políticos, policiais e servidores públicos) mais uma vez figuram como os principais suspeitos de violações contra comunicadores no país, aparecendo nessa situação em 17 das 35 ocorrências compiladas pela organização.



E embora não haja elementos que indiquem uma ação institucional do Estado brasileiro contra a liberdade de expressão, a Artigo 19, que é o braço brasileiro da organização internacional Article 19 e está no país desde 2007, critica a falta de medidas específicas do poder político diante desse cenário.
Última notícia

O Brasil registrou no ano passado ao menos três homicídios, duas tentativas de assassinato e oito ameaças de morte contra blogueiros. Os casos somaram 37% do total de 35 violações em que a Artigo 19, ONG que conta com apoio do governo da Suécia, conseguiu estabelecer a relação entre o crime e a atividade profissional dos comunicadores.

Ítalo Diniz, de 30 anos, era assessor de prefeito e explicitava suas motivações políticas no blog, onde dizia ser movido pela "vontade popular de querer um veículo de comunicação que reivindicasse o direito do povo". Dias antes de morrer ele havia dito a colegas em um grupo de WhatsApp que recebera uma ameaça de morte.

Uma semana depois, a 383 km dali, em Buriticupu (MA), o blogueiro Roberto Lano foi morto de maneira semelhante: baleado por um homem numa moto.

Seis meses antes, o blogueiro mineiro Evany José Metzker era decapitado em Padre Paraíso (MG) após se hospedar numa pousada para investigar denúncias de prostituição infantil.

Marcio Maranhão, de 30 anos, é um dos blogueiros que sofreram ameaças de morte. Escrevendo sobre política em Araioses (MA), na fronteira com o Piauí, ele diz ter a impressão de que "a democracia ainda não chegou no interior do Maranhão".

Ele afirmou receber intimidações pelo celular e no telefone de casa. "Fizemos denúncias à polícia, mas não confiamos na polícia e no Ministério Público porque a experiência tem comprovado que estão todos de um lado só."

Marcio reconhece que o blogueiro político muitas vezes não tem equilíbrio nem imparcialidade em suas publicações, e acaba entrando na guerra política local.

"Quando o blogueiro trata da microrrealidade é difícil não deixar de transparecer o que ele pensa", disse ele à BBC Brasil. "Mas vejo como algo saudável, pois temos diversos blogs e cada um tem um posicionamento." Radialista Djalma Santos da Conceição foi morto em maio de 2015 em Conceição da Feira (BA). Ele comandava um programa em rádio comunitária e era conhecido pela cobertura de crimes na região

A violência contra radialistas também avançou em 2015. Com dobro de violações do que o ano anterior, foram três profissionais mortos e três ameaçados de morte. Todos os casos ocorreram no Nordeste e em cidades com menos de 100 mil habitantes.

A ONG apurou que em todos esses casos os radialistas já haviam sofrido ameaças ou ataques - em 83% das ocorrências, as vítimas faziam cobertura política ou policial.
Aumento da violência

Os chamados ataques à blogosfera constituem apenas uma parte das agressões contra comunicadores no Brasil.

Além de blogueiros, os ataques vitimaram jornalistas ou repórteres (31%), radialistas (17%), donos de veículo de comunicação (6%), fotógrafos (6%) e chargista (3%, ou um caso).

Segundo dados compilados pela ONG, o total de casos cresceu 67% no Brasil em 2015 em relação ao ano anterior – a pesquisa é realizada desde 2012. Foram 35 casos: 22 ameaças de morte, sete tentativas de assassinato e seis homicídios.

Para a ONG, o quadro é "preocupante" – os homicídios dobraram ante o ano anterior. "Assim, 2015 passa a figurar como um dos anos mais violentos para o exercício da comunicação no país", diz o relatório.

Gráfico no relatório da ONG Artigo 19 mostra como maioria dos suspeitos das violações são agentes públicos; números indicam casos de homicídio (em vermelho), tentativas de homicídio (laranja) e ameaças de morte (amarelo)

O Nordeste concentrou 57% das ocorrências, superando o Sudeste (20% em 2015), que registrara mais casos em anos anteriores. Maranhão (7), Ceará e Minas Gerais (4), Bahia, Paraíba e São Paulo (3) lideram a lista. Cidades pequenas, de até 100 mil habitantes, registraram três de cada quatro desses crimes.

A metodologia da ONG contempla entrevistas com vítimas, colegas de trabalho e outras pessoas relacionadas aos casos. Em muitas das ocorrências, a organização acaba apontando motivações e autores diferentes daqueles indicados por investigações oficiais. "Isso porque priorizamos a impressão da vítima sobre acontecimentos e opiniões de pessoas ligadas a ela", justifica o relatório.
Impunidade

A impunidade dificulta o combate do problema, diz a Artigo 19. Segundo dados levantados pela ONG, em 62% dos casos de 2015, as investigações não tinham avançado ou nem sequer começado até a última checagem, em janeiro deste ano.

Autoridades policiais também relataram à equipe do relatório que encontram dificuldades para apurar casos em que os prefeitos figuram como suspeitos, pois esses possuem foro privilegiado e as investigações são controladas pelos Tribunais de Justiça.

No caso específico dos blogueiros, embora homicídios tenham maior repercussão, a ONG diz que, em geral, são casos pouco divulgados, o que contribui para a continuidade do problema.

Processos judiciais contra blogueiros também são recorrentes, e decisões costumam cercear a liberdade de expressão de forma injustificada, considera a organização.

"Os números do relatório mostram que o modus operandi segue praticamente o mesmo, com as violações por agentes públicos como forma de silenciamento de comunicadores que realizam denúncias", afirmou, em nota, Paula Martins, diretora-executiva da Artigo 19.

"Nossa pesquisa identificou também uma generalizada falta de transparência nas investigações e um grave cenário de impunidade, reflexo da ausência de recursos e de negligência por parte do Estado brasileiro."

O relatório faz 13 recomendações ao Estado brasileiro para combater a violência contra comunicadores, mas ressalta que boa parte delas já foi discutida com órgãos de governo e ainda não saiu do papel.

Entre as sugestões estão a produção de estudos periódicos para identificar causas e focos dessa violência e estabelecer diretrizes de atuação para diferentes instâncias de governo. Proteção imediata a comunicadores ameaçados, com um mecanismo nacional específico para esses profissionais, é outra recomendação recorrente.



http://www.ocafezinho.com/2016/05/04/blogueiros-viram-alvo-principal-de-violencia-contra-comunicadores-no-brasil-diz-ong/

terça-feira, 3 de maio de 2016

Un golpe moral a los golpistas brasileños 03/05/2016



Patricio Montesinos
Rebelión


Fueron pocas palabras, pero suficientes para propinarles un Golpe Moral a los golpistas brasileños las que expresó el verdadero Premio Nobel de la Paz Adolfo Pérez Esquivel, en su intervención este jueves en el Senado del Gigante Sudamericano.

El destacado defensor de los derechos humanos y de la autodeterminación de los pueblos de la Patria Grande, dio una lección magistral de decencia y conducta a quienes representan a los ciudadanos de Brasil en la Cámara Alta de esa nación.

Pausado y sin estridencia alguna, todo lo contrario a como se han comportado senadores y congresistas de derecha para intentar derrocar por la fuerza a la presidenta Dilma Rousseff, Pérez Esquivel se refirió al respeto que se le debe tener a las Constituciones, y al derecho de los pueblos a vivir en real democracia.

Dijo por lo claro a sus interlocutores que lo que se fragua en contra de Rousseff es un golpe de Estado, con una nueva metodología, similar a los llevados a cabo en Honduras y Paraguay.

Ante el alboroto y la virulencia de algunos senadores, el Premio Nobel argentino señaló que viajó a Brasil a llevar la solidaridad de muchas personas en el mundo interesadas en el bien de los habitantes del más grande y poderoso Estado latinoamericano.

Subrayó que más allá de los intereses partidarios están los de todos los brasileños y los pueblos de la Patria Grande, que por supuesto estarían en peligro si se consumara la pretensión de derrocar a Rousseff a través de un “juicio político”, sin fundamento alguno.

Pérez Esquivel se reunió además con la Jefa de Estado del Gigante Sudamericano, a la que trasladó un mensaje de apoyo y solidaridad del Papa Francisco, quien está muy atento a la situación que ella enfrenta, precisó en una entrevista posterior el también prestigioso intelectual argentino.

Igual resaltó en dialogo con el diario Página 12 de su país que vio en Rousseff una persona fuerte, que luchará por la democracia y está muy decidida a pelear porque sabe que es injusto lo que le están haciendo.

El Premio Nobel de la Paz aseguró que no hay ninguna imputación contra la presidenta, y los que la acusan están en muchos casos denunciados y procesados.

Esperemos entonces que los senadores brasileños tomen en cuenta la breve pero magistral clase que les impartió un digno representante de Nuestra América, y se retracten de emprenderla con su mandataria, lo que llevaría a su país a un caos en beneficio de intereses de potencias extranjeras, principalmente de Estados Unidos.

De otro lado, los congresistas que tanto mencionaron a Dios en sus votaciones en el órgano legislativo para iniciarle el “juicio político” a la presidenta de Brasil, deberían tomar en cuenta el mensaje solidario a Rousseff del Papa Francisco, quien representa al todopoderoso en nuestra tierra, no?

Por su parte, la mayoría de los brasileños ya está movilizada en las calles para impedir se materialice un nuevo plan alentado por Washington, que en complicidad con la derecha corrupta, tiene como objetivo frustrar la integración y la segunda independencia de la Patria Grande.

Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.



http://www.rebelion.org/noticia.php?id=211862

Brasil: O Império do Caos ataca outra vez 03/05/2016





por Pepe Escobar [*]

Logo depois de a moção de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff ter sido aprovada no Congresso brasileiro, no que denominei Guerra híbrida das hienas , o ansioso para ser presidente Michel "Brutus" Temer, um dos articuladores do golpe, despachou um senador para Washington como garoto de recados especial a fim de dar notícias do golpe em curso. O senador em causa não ia em missão oficial do Comité de Relações Exteriores do Senado.

Brutus Temer estava alarmado pela reacção global dos media, os quais estão progressivamente a interpretar o que ele está a fazer – aliado a Brutus Dois, o notoriamente corrupto líder da câmara baixa Eduardo Cunha – como aquilo que realmente é: um golpe.

A missão do senador, alegadamente, era lançar uma ofensiva de RP a fim de contrariar a narrativa do golpe, a qual, segundo Brutus Um, "desmoralizava instituições brasileiras".

Asneirada. O senador garoto de recados foi enviado para contar ao Departamento de Estado dos EUA que tudo estava processar-se de acordo com o plano.

Em Washington, o senador garoto de recados resmungou: "nós explicaremos que o Brasil não é uma república de bananas". Bem, não era, mas agora, graças à Guerra híbridas das hienas, já é.

Quando se tem um homem que possui 11 contas bancárias ilegais na Suíça, listado nos Panama Papers e já sob investigação pelo Supremo Tribunal a controlar o destino político de toda uma nação, tem-se uma república de bananas.

Quando se tem um farisaico juiz provinciano a ameaçar prender o ex-presidente Lula por causa de um modesto apartamento e uma quinta que ele não possui, mas que ao mesmo tempo é incapaz de por um dedo sobre Brutus Dois, ao lado de juízes pomposos do Supremo Tribunal, tem-se uma república de bananas.

Agora compare-se a não reacção de Washington com a de Moscovo. O Ministério das Relações Exteriores russo, através da irrepreensível Maria Zakharova, enfatizou a crucial parceria BRICS bem como as posições comuns Brasil-Rússia no âmbito do G20. E Moscovo deixou claro que os problemas do Brasil deveriam ser resolvidos dentro da "estrutura constitucional legal e sem qualquer interferência externa".

Toda a gente sabe o que significa "interferência externa".

Retomada da Dominância de Espectro Pleno (Full Spectrum Dominance)

Tenho estado a seguir o golpe em curso no Brasil com uma ênfase especial na Guerra Híbrida apoiada/dirigida pelos EUA, determinada a destruir "o projecto neodesenvolvimentista para a América Latina – unindo pelo menos algumas das elites locais, investindo no desenvolvimento de mercados internos, em associação com as classes trabalhadoras". O objectivo chave da Guerra Híbrida, neste caso, é instalar uma restauração neoliberal.

Obviamente o alvo chave tinha de ser o Brasil, um membro do BRICS e a 7ª maior economia do mundo.

Os falcões imperiais vão directamente ao ponto quando listam as ferramentas da Guerra Híbrida e os objectivos que nos idos de 2002 o Pentágono definiu como Dominância de Espectro Amplo. Assim, "o poder estado-unidense decorre do nosso poder militar sem par, sim. Qualquer coisa que expanda o alcance de mercados dos EUA – tais como a Parceria Trans-Pacífico no comércio, por exemplo – aumenta o arsenal do poder estado-unidense. Mas num modo mais profundo, é um produto da dominância da economia dos EUA".

Mas a economia dos EUA está longe de dominante. O que importa agora é o que conduz "negócios para longe da América, ou permite a outros países construírem uma arquitectura financeira rival que esteja menos sobrecarregada por uma grande variedade de sanções".

"Arquitectura financeira rival" tem a palavra BRICS gravada sobre ela. E uma "grande variedade de sanções" não foi suficiente para fazer o Irão gritar pelo tio; Teerão continuará a praticar uma " economia de resistência ". Não por acaso, dois dos BRICS – Rússia e China – bem como o Irão, caracterizados pelo Pentágono como as cinco principais ameaças existenciais, juntamente com a Coreia do Norte com armamento nuclear e, como última prioridade, o "terrorismo".

A Guerra Fria versão 2.0 é essencialmente acerca da Rússia e da China – mas o Brasil também é um actor chave. Edward Snowden revelou como a espionagem da NSA estava centrada na Petrobrás, cuja tecnologia proprietária era responsável pela maior descoberta de petróleo do jovem século XXI, as reservas do pré-sal. O Big Oil dos EUA está excluído da sua exploração. Isso é um anátema e exige a aplicação de técnicas de Guerra Híbrida embutidas na Dominância de Espectro Amplo.

As elites compradoras brasileira têm jogado alegremente este jogo. Há mais de dois anos analistas do [banco] JP Morgan já dirigiam seminários com aplicadores da macroeconomia neoliberal a ensinarem como desestabilizar o governo Rousseff.

Os lobbies da indústria, comércio, banca e agronegócio favoreceram ostensivamente o impeachment, como representando o fim do experimento social-democrata Lula-Dilma. Assim, não é de admirar que o presidente expectante Brutus Temer faça um acordo abrangente com o Grande Capital – incluindo juros ilimitados sobre a dívida pública (bem acima da norma internacional); com a relação entre dívida e PIB destinada a subir; com crédito caro e o corolário de cortes na saúde e educação.

No que se refere a Washington, e isso é bi-partidário, está absolutamente fora de questão permitir uma potência regional autónoma no Atlântico Sul, abençoada com riquezas ecológicas sem rival (pense-se nas florestas pluviosas da Amazónia e em toda aquela água, a par com o aquífero Guarani) e ainda por cima estreitamente ligada a membros-chave do BRICS, a Rússia e a China, os quais têm as suas próprias parcerias estratégicas.

O factor pré-sal é a cereja neste bolo tropical. Está fora de causa para o Big Oil dos EUA permitir à Petrobrás ter o monopólio da sua exploração. E por precaução, se necessário for, a 4ª Frota dos EUA já está posicionada no Atlântico Sul.

Um BRICS abaixo, dois que vão

A declarada "guerra à terra" do regime Cheney perturbou o Império do Caos por demasiado tempo. Agora finalmente vem uma ofensiva do caos – coordenada, global. Desde o Sudoeste asiático ao Sul da Ásia, o sonho da Guerra Híbrida seria alguma espécie de caos iraquiano a substituir os governos da Arábia Saudita, Irão, Paquistão e Egipto – como, actuando por trás, o Império do Caos está a tentar arduamente na Síria apesar de a dinastia Assad ter sido um aliado "secreto" dos EUA durante décadas.

Os Mestres do Universo que estão acima do jornaleiro Obama decidiram apunhalar a Casa de Saud pelas costas – o que não é necessariamente uma coisa má – quanto ao Irão. O desejo profundo prevalecente era ter o gás natural do Irão a substituir na Europa o gás natural da Rússia, levando assim ao colapso da economia russa. Grande fracasso.

Mas ainda há uma outra opção: o pipeline de gás natural do Qatari através da Arábia Saudita e da Síria, também a substituir o gás natural russo no mercado europeu. Este continua a ser o objectivo principal da CIA na Síria – pouco importa o Daesh, o falso califado, isso é só propaganda.

A CIA também se entusiasma com [a possibilidade] de destruir a economia russa através de uma guerra de preços no petróleo – e eles não querem que pare. Portanto, faz pairar sobre os sauditas aquelas famosas 28 páginas sobre o 11/Set a fim de manter em andamento a guerra de preços no petróleo .

A CIA também tenta como louca atrair Moscovo a uma armadilha síria, tal como no Afeganistão na década de 1980. E tal como fizeram com o golpe de Kiev, chegaram a ordenar aos militares da Turquia, a qual é sua agente, o derrube de um Su-24 russo. O "problema" é que o Kremlin não mordeu a maçã envenenada.

Remontando à década de 1980, a combinação da Casa de Saud libertando suas reservas em conjunto com a gang petrodólar do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo) conduzindo o preço do barril para os US$7 em 1985, juntamente com a operação Afeganistão-Vietname, acabou por levar a URSS à bancarrota. Comprovadamente, toda a operação foi brilhante – na concepção e na execução; uma Guerra Híbrida de análise económica mais Vietname. Agora, "a liderar por trás", o Dr. Zbig "Grand Chessboard" Brzezinski – mentor da política externa de Obama – está a tentar alcançar um truque semelhante.

Mas atenção, temos um problema. A liderança de Pequim, já preocupada com o aperfeiçoamento do modelo chinês de desenvolvimento, viu claramente o esforço do Império do Caos para dividir e dominar (e conquistar) o mundo todo. Se a Rússia fosse abaixo, a China viria a seguir.

Foi apenas em 2010, virtualmente ontem, que a inteligência dos EUA encarou a China como a sua maior ameaça militar e começou então a movimentar-se contra o Império do Centro por meio da "rotação para a Ásia". Mas subitamente a CIA percebeu que Moscovo havia gasto um milhão de milhões (trillion) de dólares saltando duas gerações à frente em mísseis defensivos e ofensivos – sem mencionar submarinos; as armas preferenciais para a III Guerra Mundial.

É nesta altura que a Rússia é entronizada como a grande ameaça. A vigiar cuidadosamente o tabuleiro de xadrez, a liderança de Pequim acelerou então a aliança com a Rússia e os BRICS como força alternativa, criando em Washington um terramoto de proporções absolutamente devastadoras.

Agora, Pequim articulou habilmente os BRICS como uma séria estrutura de poder alternativa – com seu próprio FMI, sistema de pagamentos SWIFT e Banco Mundial.

Cuidado com a fúria de um Império do Caos encurralado. É o que está agora em jogo contra os BRICS, com o Brasil sob cerco, a queda da África do Sul, a fraqueza da Índia, a China e a Rússia progressivamente cercadas. Variações da Guerra Híbrida desde a Ucrânia até o Brasil, pressões crescente na Ásia Central, o barril de pólvora "Siraque", tudo aponta para uma ofensiva concertada tipo Dominância de Espectro Pleno a fim de romper os BRICS, a parceria estratégica russo-chinesa e finalmente as Novas Estradas da Seda unindo a Eurásia. As guerras do preço do petróleo, o colapso do rublo, a inundação de refugiados na UE (provocada pelo "errático" sultão Erdogan), a Operação Gládio do século XXI remistura tudo, distrai as massas com inimigos imaginários enquanto o terrorismo da falsa variedade Daesh é manipulado como uma refinada táctica diversionista.

Isto pode ser brilhante, mesmo magistral, na sua concepção e na sua execução. E é também impressionante num sentido cinematográfico. Mas sem dúvida haverá contra-resposta.

26/Abril/2016 Do mesmo autor:
Brazil's Golpeachment: The 1 % Solution , 30/Abril/2016

[*] Autor de Globalistan (2007), Red Zone Blues (2007), Obama does Globalistan (2009) e Empire of Chaos (2014) e 2030 (2015).

O original encontra-se em www.strategic-culture.org/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/



http://resistir.info/brasil/escobar_26abr16.html

Washington lança o seu ataque contra BRICS. A desestabilização do Brasil e Argentina 03/05/2016



Artigo de Paul Craig Roberts (para quem não conhece, conservador, escreve no Wall Street Journal e foi Secretário Assistente do Tesouro no governo Reagan)

http://www.paulcraigroberts.org/2016/04/22/washington-launches-its-attack-against-brics-paul-craig-roberts/



22/04/2016

Autor Dr. Paul Craig Roberts

Tendo removido a presidente reformista da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, Washington está agora a dispor do presidente reformista do Brasil, Dilma Rousseff.

Washington usou um juiz federal para pedir a Argentina para sacrificar seu programa de reestruturação da dívida, a fim de pagar fundos abutre americanos o valor total de títulos argentinos que os fundos abutre tinham comprado por alguns tostões sobre o dólar.

http://www.theguardian.com/world/2014/jun/27/us-vulture-funds-argentina-bankruptcy

Estes abutres foram chamados de “credores” que tinham feito “empréstimos”, independentemente do facto de que eles não eram credores e não tinha feito nenhum empréstimo. Eles eram oportunistas atrás de dinheiro fácil e foram usados por Washington para se livrar de um governo reformista.

O Presidente Kirchner resistiu e, por isso, ela teve que ir. Washington inventou uma história que Kirchner encobriu um suposto ataque a bomba iraniano em Buenos Aires em 1994. Esta fantasia implausível, para o qual não há nenhuma evidência de envolvimento iraniano, foi alimentado a um dos agentes de Washington no escritório do procurador do Estado, e um evento duvidoso de 22 anos atrás foi usada para limpar Cristina Kirchner (imagem à direita) fora do caminho do saque americano da Argentina.

No Brasil, Washington usou insinuações de corrupção para obter a presidente Dilma Rousseff cassado pela Câmara. Evidência não é necessário, apenas alegações. Ele não é diferente de “armas nucleares iranianas”, “armas de destruição em massa”, de Saddam Hussein “uso de armas químicas,” de Assad ou, no caso de Dilma meramente insinuações. O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos, Luís Almagro, observa que Rousseff “não foi acusada de nada.” As elites apoiado pelos americanos estão simplesmente usando impeachment para remover um presidente que eles não podem derrotar eleitoralmente.

Em suma, este é o movimento de Washington contra os BRICS. Washington está se movendo para colocar no poder político de um partido de direita que Washington controla, a fim de encerrar crescentes relações do Brasil com a China e a Rússia.

A grande ironia é que o projeto de impeachment foi presidida pelo presidente corrupto câmara inferior, Eduardo Cunha, que recentemente foi descoberto por ter escondido milhões de dólares em contas bancárias suíças secretas (talvez o seu pay-off de Washington) e que mentiu sob juramento quando negou ter contas bancárias estrangeiras. Você pode ler a história sórdida aqui:

http://www.globalresearch.ca/us-complicity-after-vote-to-remove-brazils-president-key-opposition-figure-holds-meetings-in-washington/5521059

Kirchner e “crimes” de Dilma são os seus esforços para que os governos da Argentina e do Brasil representam a Argentina e os povos brasileiros, em vez de as elites e Wall Street. Em Washington estes são crimes graves Washington usa as elites para controlar os países da América do Sul. Sempre que os latino-americanos eleger um governo que os representa, Washington derruba o governo ou assassina o presidente.

Washington está perto de voltar a Venezuela para o controle da elite espanhola aliado com Washington.

http://sjlendman.blogspot.com/2016/04/new-coup-plot-hatched-in-venezuela.html

Os presidentes do Equador e da Bolívia também são alvo. Uma razão Washington não permitirá que seu cãozinho britânico honre o asilo do Equador concedido a Julian Assange é que Washington espera ter seu próprio agente de volta como presidente do Equador, em que o asilo tempo de Assange será revogada.

Washington sempre bloqueou reformas na América Latina. Povos latino-americanos continuarão a ser servos americanos até que eles eleger governos por essas grandes maiorias que os governos podem exílio as elites traidores, feche as embaixadas dos EUA, e expulsar todas as empresas americanas. Cada país latino-americano que tem uma presença americana não tem futuro, além da servidão.
http://jornalggn.com.br/comment/915257#comment-915257