Crise na Europa levará FMI a reativar US$ 580 bilhões em acordos de crédito
Os chamados Novos Acordos para a Obtenção de Empréstimos foram ativados em abril pelo fundo por um período de seis meses
09 de setembro de 2011
O Fundo Monetário Internacional provavelmente vai reativar um total de aproximadamente US$ 580 bilhões em acordos de crédito nas próximas semanas para garantir que não ficará sem dinheiro para empréstimos caso a crise das dívidas soberanas da Europa piore, segundo fontes próximas ao assunto.
Os chamados Novos Acordos para a Obtenção de Empréstimos (NAB, em inglês) foram ativados pelo FMI em abril por um período de seis meses. O conselho do fundo, que fez uma reunião informal sobre o assunto nesta sexta-feira, teria de aprovar a reativação dos NAB para utilizar os recursos depois de setembro.
"A maioria dos membros do conselho é favorável à reativação dos NAB" como medida de precaução, disse uma das fontes. A decisão deve ser tomada formalmente na próxima sexta-feira, acrescentou.
David Lipton, vice-diretor-gerente do FMI, disse recentemente numa reunião do órgão que talvez seja necessário prolongar a disponibilidade dos recursos dos NAB nos próximos meses por causa da situação crítica da Europa, segundo as fontes. Ele não especificou se algum país específico precisava recorrer à linha, acrescentaram. O FMI não quis comentar o assunto.
Segundo o órgão, os NAB devem ser utilizados apenas quando for necessário "lidar com uma ameaça ao sistema monetário internacional" e só podem ser ativados pelo conselho do fundo diante de um pedido especial do diretor-gerente do FMI.
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse num discurso nesta sexta-feira que os riscos crescentes que incidem sobre a economia mundial pedem maior prontidão do órgão para responder a essas ameaças caso seja necessário.
Até agora, o FMI usou aproximadamente US$ 7 bilhões dos NAB, que aumentam o volume de recursos do FMI em US$ 580 bilhões. Desse total, no entanto, apenas US$ 331 bilhões estão efetivamente disponíveis para empréstimos. Ainda assim, esses recursos garantem que o FMI possa financiar seus programas na Europa, entre eles o segundo pacote de resgate à Grécia, que ainda precisa ser aprovado pelos países europeus.
As informações são da Dow Jones.
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