A presidente destacou, no entanto, que governo brasileiro pedirá garantias que reforma no fundo será implementada
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff admitiu em discurso, ao lado do primeiro-ministro da França, François Fillon, fazer um novo aporte de recursos brasileiros para o Fundo Monetário Internacional. Os dois conversaram muito sobre os problemas econômicos globais. Fillon defendeu a moeda europeia e a retomada do crescimento, além de assegurar que a França está determinada a controlar as suas contas públicas.
"Reafirmei a disposição do governo brasileiro de realizar, se necessário novos aportes de recursos ao fundo monetário, desde que tenhamos garantias de que a reforma de 2010 do fundo será implementada", declarou a presidente Dilma, exigindo que para que isso se confirme, é preciso que seja concretizada a reforma do Fundo.
No início do mês, durante reunião com a diretora-geral do FMI, a francesa Christine Lagarde, a presidenta Dilma Rousseff acenou com a possibilidade de Brasil injetar mais recursos na instituição, para ajudar a socorrer países em crise na Europa, sem, no entanto, informar quanto o Brasil estaria disposto a dar ao Fundo. A ideia do governo brasileiro é decidir este valor junto com os parceiros de BRICS - Rússia, Índia, China e África do Sul - até fevereiro, quando haverá nova reunião do G20.
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