A ação faz parte das investigações conduzidas pelo MP em diversas cidades para apurar ilegalidades na licitação, contratação e execução de contratos para fornecimento de alimentos
ARAÇATUBA - A Justiça Estadual determinou nesta segunda-feira, 19, o bloqueio dos bens do prefeito de Marília (SP), Mário Bulgareli (PDT), e do ex-prefeito e deputado federal Abelardo Camarinha (PSB), acusados de receber propinas da empresa SP Alimentação e Serviços Ltda, no esquema conhecido como ''Máfia da Merenda''. A decisão, da juíza Daniele Mendes de Melo, da 3ª Vara Cível de Marília, atende pedido de liminar em ação civil pública ajuizada na última sexta-feira pelo Ministério Público.
A juíza também determinou a suspensão do contrato entre a Prefeitura de Marília e a SP Alimentação, responsável desde 2003 pelo fornecimento da merenda escolar a 23 mil estudantes da rede municipal de ensino. A juíza determinou à Prefeitura para suspender qualquer pagamento para a SP Alimentação até o julgamento da ação, sob pena de multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento.
A ação, que pede a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa, faz parte das investigações conduzidas pelo MP em diversas cidades do Estado e em outras unidades da Federação para apurar ilegalidades na licitação, contratação de empresa e execução de contratos para fornecimento de alimentos para a merenda escolar. Em Marília, um inquérito foi aberto em 2003 para apurar improbidade administrativa cometida pelos agentes públicos, que foram acusados de receber dinheiro para manter contratos ou liberar pagamentos da merenda para a SP Alimentação.
Defesa. A assessoria do prefeito Bulgareli não retornou às ligações para comentar a decisão da Justiça. Já o deputado Camarinha disse que vai recorrer da decisão, afirmando que teve sua defesa cerceada. "Eu não era prefeito da época da investigação e estranhamente não fui ouvido ou prestei depoimento sobre essas acusações. Vou até ao Supremo Tribunal Federal (STF) se for preciso para me defender e provar que tive a defesa cerceada. Este caso me faz lembrar da Gestapo", disse.
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