quinta-feira, 7 de junho de 2012

Rebaixada, Espanha se rebaixa cada vez mais 07/06/2012


Rebaixada, Espanha se rebaixa cada vez mais Foto: Edição/247

Agência de risco Fitch acaba de reduzir a classificação dos papéis da Espanha a BBB; bancos precisam de 100 bilhões de euros e isso explica por que Emilio Botín, do Santander, veio pedir socorro a Dilma; país é tomado por indignados, enquanto FMI, de Christine Lagarde, divulga alerta



247 – A agência de classificação de risco Fitch acaba de reduzir a nota dos papéis da Espanha para BBB, com viés negativo. O país está a apenas dois degraus do nível de créditos podres, semelhantes aos de um país em moratória.
De acordo com a Fitch, os bancos espanhóis precisam de 100 bilhões de euros para se capitalizar, o equivalente a US$ 126 bilhões. Dias atrás, na visita do rei Juan Carlos ao Brasil, o presidente mundial do Santander, Emilio Botin, beijou a mão da presidente Dilma Rousseff e lhe pediu que o Banco do Brasil comprasse uma participação de 10% no Santander.
Nesta quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional também divulgou um alarme em relação à Espanha. Segundo Christine Lagarde, a necessidade de capital é um pouco menor, mas nem tanto: seriam 90 bilhões de euros.
Na América Latina, o banco espanhol com maior presença é o Santander, que comprou Banespa e Real. O presidente no Brasil, Marcial Portela, nega que a instituição esteja à venda.
Na visita do rei Juan Carlos ao Brasil, a Telefônica também pediu à presidente Dilma para facilitar a entrada de trabalhadores espanhóis no Brasil. Em Madri e em outras metrópoles espanholas, as ruas estão tomadas por indignados.

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