A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou nesta quinta-feira (15) que o Uruguai aplicou todas as medidas necessárias para deixar a chamada “lista cinza” de paraísos fiscais, segundo um comunicado da própria organização.
“O Uruguai está melhorando seus níveis de transparência fiscal”, declarou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, que destacou que as autoridades do país sul-americano mostraram disposição ao adotar as normas internacionais.
Gurría destacou também que o Uruguai assinou sete novos acordos sobre troca de informação fiscal, os quais mostram que o país “avançou substancialmente para alcançar o padrão internacional”.
As medidas adotadas pelo Uruguai foram aplicadas depois de um relatório entregue pelo Fórum Global de Transparência Fiscal e Troca de Informação, que foi realizado durante a Cúpula do G20, em Cannes, na França.
Na ocasião, as autoridades da organização mencionaram que o Uruguai ainda tinha que abordar uma série de questões para alcançar uma troca efetiva de informações.
“As medidas adotadas indicam que o Uruguai se comprometeu em se aproximar rapidamente em direção à total transparência e a troca efetiva de informação”, declarou Gurría, que, além de ter felicitado o governo uruguaio por ter acatado as recomendações do Fórum Global, os encorajou a adotar os padrões globais em sua totalidade.
A organização também manifestou que o Fórum Global continuará acompanhando os avanços do Uruguai e “o compromisso do país para em direção à completa transparência e a troca efetiva de informação em matérias fiscais”.
Sarkozy chama Uruguai de “paraíso fiscal”
Em novembro, depois da cúpula do G20, o governo uruguaio reprovou o governo francês depois que seu presidente, Nicolas Sarkozy, denominasse o país sul-americano de “paraíso fiscal”, em um discurso na reunião.
Após as críticas do governo uruguaio, as autoridades francesas explicaram que o comentário de Sarkozy não tinha sido uma referência exclusiva ao Uruguai, mas a todos os países da lista publicada no final do mês de outubro pela OCDE.
Nesta lista, a OCDE acusou o Uruguai, Panamá, Antígua e Barbuda, Barbados, Brunei, Botsuana, Seychelles, Trinidad e Tobago e Vanuatu de não passar o primeiro filtro fixado pelo Fórum Global sobre a Transparência Fiscal.
Com informações da Agência Efe
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