A agência de classificação financeira Standard and Poor's rebaixou nesta sexta-feira a nota de solvência de 34 bancos italianos, depois de reduzir em janeiro em dois escalões a nota soberana da Itália.As principais entidades do país, como UniCredit, Intesa Sanpaolo, Banca Nazionale del Lavoro e Mediobanca foram afetadas. Em 27 de janeiro, a S&P's rebaixou para BBB+ a nota de solvência da Itália, pelo peso de sua dívida pública (120% do PIB).O chefe do governo italiano, Mario Monti, adotou uma série de medidas para reativar a economia e reduzir a dívida, o que permitirá ao país beneficiar-se de melhores taxas de juros ao captar no mercado, agora em torno de 6% para suas obrigações a 10 anos, contra 7% ao final de 2011 - um nível considerado insustentável no longo prazo.A agência continua a avaliar o mercado financeiro da Itália apesar da pressão da Procuradoria de Trani, que investiga há meses a S&P após a agência realizar dois rebaixamentos seguidos da nota de classificação de risco de investimento dos títulos italianos.
Tanto a S&P como a agência Moody's são acusadas de terem manipulado o mercado com "julgamentos falsos, infundados ou ainda imprudentes" sobre o sistema econômico-financeiro e bancário italiano e tiveram seus escritórios invadidos pela polícia.
Estão na mira da Justiça três analistas com altos cargos da S&P, um da Moody's e os responsáveis legais das duas agências para o país.Eles são acusados de "manipulação do mercado" e "abuso de informações privilegiadas" por terem "elaborado e divulgado", nos meses de maio, junho e julho de 2011, duas notícias erradas e uma parcialmente incorreta, "exageradas e tendenciosas" sobre o mercado financeiro da Itália.
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