terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um gancho sobre: Revolução à vista na siderurgia brasileira -2- 04/12/2012

Fernando Elias Reis
Cidadão de Bem, Luiz Nassif
Um gancho: Siderurgia e Metalurgia. Revolução na Metalurgia aumentando produção da Siderurgia, aumentando disponibilidade de Energia no país e, enfim, criando uma poderosa sinergia na economia.
Primeiro precisamos entender o gráfico do consumo de energia elétrica: das 18:00 às 21:00 várias indústrias teem que parar processos em função do pico de consumo doméstico, causado pelo grande vilão, o chuveiro, que demanda, em média, 4.500w, o equivalente a 225 lâmpadas fluorescentes comuns.
Ainda no gráfico, precisamos entender que no resto do dia sobra energia, isto é, a capacidade de produção do sistema está ociosa. Investimento ocioso não é muito inteligente...
Segundo ponto: temos o maior potencial de energia solar do planeta.
Terceiro ponto: temos minério, carbono, siderurgia, metalurgia e mão de obra barata.
Juntamos tudo e o que temos: o óbvio ululante gritando em nossa cara e nossa visão exclusivamente voltada para o mercado de ações (ações das companhias de energia) não nos deixa ver o evidente. Aliás, esse "evidente" beneficiaria até as companhias de energia, que teriam otimizado seu sistema de produção (suavizando a curva acima mencionada), na medida em que seria permitida ampliação dos processos produtivos, posta a maior disponibilidade de energia no mercado, não limitada pelo "horário de pico". Sim, hoje a liberação de novas cargas é limitada pelo pico de consumo, como em qualquer sistema que se dimensiona pelo ponto crítico.
A solução óbvia: programa pró-energia solar.
Um programa que incentive a criação de indústrias metalúrgicas de produção de aquecedores solares. Pontos do programa: garantia de fornecimento de aço; máxima redução de tributos em toda a cadeia; linhas de crédito no padrão das grandes empresas (subsidiado como o é para os grandes); incentivo ao consumidor, com redução nos tributos incidentes sobre a conta de energia elétrica para aqueles que instalarem e fizerem funcionar os aquecedores (sabemos da "esperteza" do brasileiro, donde a necessidade de fiscalização; aliás, antes, se isso for levantado como a bandeira de salvação do crescimento do país, motivando as pessoas, aliado a um sistem simples e eficiente de fiscalização, é oportunidade até para mudar a cultura da esperteza; os EEUU sempre usaram elementos motivacionais ligados à questão econômica e sempre deu certo; nossos líderes precisam criar essa sinergia nacional, para contrabalancear a sinergia negativa decorrente da descrença provocada pelos escândalos políticos; a auto-estima - ou motivação - é importante para um time de futebol e também para uma nação). Claro: tem que ser atrelado à não elevação do consumo de água.
Uma metalúrgica em cada cidade pólo; milhares de empregos; demanda por aço; instaladores; redução do consumo doméstico; poupança do consumidor; questão ecológica; VANGUARDA NUM MERCADO MUNDIAL ainda não explorado.
Certamente muita gente não vai gostar: os investidores do sistema de energia que tiverem um visão limitada e muito imediatista; os chineses também não vão gostar, pois maior demanda interna de aço certamente vai carear o aço exportado...
Prezado Luiz Nassif; gaste uma pestanejada para refletir sobre os desdobramentos disso e me diga se já existe um movimento nacional de salvamento da nação.
Cordialmente,

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