Cidadão de Bem, Luiz Nassif
Um gancho: Siderurgia e Metalurgia. Revolução na Metalurgia
aumentando produção da Siderurgia, aumentando disponibilidade de Energia
no país e, enfim, criando uma poderosa sinergia na economia.
Primeiro precisamos entender o gráfico do consumo de energia
elétrica: das 18:00 às 21:00 várias indústrias teem que parar processos
em função do pico de consumo doméstico, causado pelo grande vilão, o
chuveiro, que demanda, em média, 4.500w, o equivalente a 225 lâmpadas
fluorescentes comuns.
Ainda no gráfico, precisamos entender que no resto do dia sobra energia, isto é, a capacidade de produção do sistema está ociosa. Investimento ocioso não é muito inteligente...
Segundo ponto: temos o maior potencial de energia solar do planeta.
Terceiro ponto: temos minério, carbono, siderurgia, metalurgia e mão de obra barata.
Juntamos tudo e o que temos: o óbvio ululante gritando em nossa cara e
nossa visão exclusivamente voltada para o mercado de ações (ações das
companhias de energia) não nos deixa ver o evidente. Aliás, esse
"evidente" beneficiaria até as companhias de energia, que teriam
otimizado seu sistema de produção (suavizando a curva acima mencionada),
na medida em que seria permitida ampliação dos processos produtivos,
posta a maior disponibilidade de energia no mercado, não limitada pelo
"horário de pico". Sim, hoje a liberação de novas cargas é limitada pelo
pico de consumo, como em qualquer sistema que se dimensiona pelo ponto
crítico.
A solução óbvia: programa pró-energia solar.
Um programa que incentive a criação de indústrias metalúrgicas de
produção de aquecedores solares. Pontos do programa: garantia de
fornecimento de aço; máxima redução de tributos em toda a cadeia; linhas
de crédito no padrão das grandes empresas (subsidiado como o é para os
grandes); incentivo ao consumidor, com redução nos tributos incidentes
sobre a conta de energia elétrica para aqueles que instalarem e fizerem
funcionar os aquecedores (sabemos da "esperteza" do brasileiro, donde a
necessidade de fiscalização; aliás, antes, se isso for levantado como a
bandeira de salvação do crescimento do país, motivando as pessoas,
aliado a um sistem simples e eficiente de fiscalização, é oportunidade
até para mudar a cultura da esperteza; os EEUU sempre usaram elementos
motivacionais ligados à questão econômica e sempre deu certo; nossos
líderes precisam criar essa sinergia nacional, para contrabalancear a
sinergia negativa decorrente da descrença provocada pelos escândalos
políticos; a auto-estima - ou motivação - é importante para um time de
futebol e também para uma nação). Claro: tem que ser atrelado à não
elevação do consumo de água.
Uma metalúrgica em cada cidade pólo; milhares de empregos; demanda
por aço; instaladores; redução do consumo doméstico; poupança do
consumidor; questão ecológica; VANGUARDA NUM MERCADO MUNDIAL ainda não
explorado.
Certamente muita gente não vai gostar: os investidores do sistema de
energia que tiverem um visão limitada e muito imediatista; os chineses
também não vão gostar, pois maior demanda interna de aço certamente vai
carear o aço exportado...
Prezado Luiz Nassif; gaste uma pestanejada para refletir sobre os
desdobramentos disso e me diga se já existe um movimento nacional de
salvamento da nação.
Cordialmente,
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