domingo, 13 de dezembro de 2015

Com adesão menor, movimentos protestam em favor do impeachment 13/12/2015


Primeiros atos após abertura do processo contra a presidente registram participação menor em relação a protestos anteriores
por Redação — publicado 13/12/2015 14h21, última modificação 13/12/2015 19h45



Valter Campanato/ Agência Brasil


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Milhares de pessoas fora às ruas de mais de 100 cidades no Brasil defender o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) neste domingo 13, em atos com adesão marcadamente inferior às dos três protestos anteriores contra a petista.

Os protestos deste domingo foram os primeiros desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal contra Dilma. Foram os primeiros, também, no qual o PSDB fechou questão a favor da remoção da presidenta.

Se as forças políticas anti-Dilma se uniram, as ruas se dispersaram. As manifestações registraram participação menor do que os protestos de agosto, nos quais centenas de milhares de pessoas foram às ruas contra o governo federal.

Em São Paulo, a Polícia Militar estimou em 30 mil a quantidade de manifestantes que se reuniram na Avenida Paulista, no centro da capital. O Instituto Datafolha estimou em 40,3 mil o número de manifestantes, uma dimensão bem menor que a dos protestos de 16 de agosto. Naquele dia, a organização estimou a participação de 1 milhão de pessoas, enquanto a PM divulgou o número de 350 mil e o Instituto Datafolha apontou 135 mil manifestantes.

No Rio de Janeiro, apenas 5 mil se reuniram na orla de Copacabana neste domingo. Em agosto, a PM não divulgou uma estimativa da dimensão da manifestação. Em Brasilia, cerca de 5 mil pessoas protestaram em frente ao Congresso Nacional, segundo a PM. Em agosto, foram 25 mil.

Neste domingo, aproximadamente 7 mil pessoas estiveram na manifestação no Recife, segundo estimativas da PM e dos organizadores. Em Belo Horizonte, a polícia estima em 3 mil o número de participantes, enquanto os organizadores falam em 6 mil.

Os protestos convocados por grupos como o Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre ocorreram no aniversário de 47 anos da implementação do Ato Institucional nº 5 (AI-5) pela ditadura, que deu plenos poderes ao então presidente-marechal Artur da Costa e Silva, além de permitir o fechamento do Congresso, institucionalizar a censura prévia e suspender habeas corpus em casos de crimes políticos.

Avenida Paulista é palco dos protestos em São Paulo

Na Avenida Paulista, os manifestantes utilizaram diversos carros de som ao longo da via, que, aos domingos, tem o tráfego de veículos interrompido. Muitos participantes do ato vestiam camisas amarelas, com adereços e pinturas de rosto com as cores da bandeira brasileira.

A participação popular foi bem menor do que em atos anteriores contra o governo federal. O líder do Movimento Vem Pra Rua, um dos organizadores do protesto, Rogério Chequer, admitiu que a manifestação de hoje deve ser menor do que outras ocorridas ao longo deste ano. “Houve muito pouco tempo de divulgação. É normal que um movimento com menos tempo de divulgação tenha menos gente. Não nos surpreende”, disse.

Segundo Chequer, a mobilização é importante para pressionar os parlamentares. “É preciso que esses deputados, já a partir de agora, se posicionem e mostrem a sua posição com relação ao impeachment.”

Acompanhado da esposa e das duas filhas, de 7 e 5 anos, o administrador Eduardo Longo disse acreditar que o protesto é parte de um momento histórico. “A gente não aguenta mais este governo. Primeiro, a corrupção está enorme. Depois, as medidas econômicas, as pedaladas fiscais e uma série de subsídios para setores escolhidos. Coisas que não incentivam uma economia livre”, reclamou.

Além dos grupos que pediam a destituição de Dilma, aproveitaram a mobilização militantes da campanha pela redução de impostos promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e partidários da volta do regime militar. Ato em São Paulo reuniu 40,3 mil pessoas, segundo o Instituto Datafolha

Apenas 5 mil se reúnem no Rio de Janeiro

No Rio, os manifestantes pediam na Praia de Copacabana a saída de Dilma Rousseff e a convocação de novas eleições. Também havia um número grande de pessoas defendendo a saída do vice-presidente Michel Temer e de Cunha.

"A corrupção mata neste país. Tem que tirar todo mundo. Eu temo o Temer. Quero novas eleições", disse a biomédica Ana Lúcia Fragoso Kneip, que levava um cartaz onde estava escrito: "Fora, Renan e Eduardo Cunha", com as siglas PT e PMDB riscadas com um xis.

A professora universitária Silvia Soares também defendia mudanças gerais, com a convocação de novas eleições: "A Dilma é só uma pessoa. Não adianta tirar só ela. O problema é o nosso sistema corrupto. A gente tem que mudar o sistema político. Tem que haver uma cassação de chapa, porque se o Temer foi eleito com dinheiro roubado, ele tem que sair junto com ela [Dilma]. A solução é chamar novas eleições", afirmou.

Para a aposentada Sandra Maria Bernhardt, o principal objetivo é a saída de Dilma da Presidência. "Que a Dilma saia e o Temer assuma, por enquanto. É o que temos para o momento", disse Sandra, que fez questão de comparecer à passeata, apesar do calor forte, em uma cadeira de rodas.

Protestos no Congresso Nacional

Em Brasília, o ato fechou as vias da Esplanada dos Ministérios e reuniu de 5 mil a 6 mil pessoas, de acordo com a PM, e 30 mil, segundo os organizadores. Os manifestantes seguiram do museu da República até o Congresso Nacional, com faixas contrárias à política fiscal e também a favor da cassação de Cunha.

Os organizadores da marcha anti-Dilma se mostraram descontentes com a baixa participação popular na capital federal.

Havia ainda bonecos infláveis do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma, representada com um nariz do personagem Pinóquio. Os protestos se concentraram em dois locais: Museu da República e em frente ao Congresso.

Com informações da Agência Brasil e Deutsche Welle.

http://www.cartacapital.com.br/politica/milhares-protestam-em-favor-do-impeachment-de-dilma-rousseff

Como os EUA e a UE manipulam a consciência pública – O caso de Montenegro 13/12/2015



por Ion Todescu



Trabalhei neste texto durante longo tempo, coleccionando meticulosamente bocados de informação peça por peça a fim de apresentar um quadro abrangente.

É bem sabido que os EUA utilizam uma rede complexa de organizações não governamentais para manipular a consciência pública em múltiplos países por todo o mundo. As ONGs também desempenham um papel chave na preparação de revoluções coloridas.

Nestes últimos meses acompanhei de perto os acontecimentos no Montenegro, um pequeno país apreensivo quanto aos esforços que fazem os seus "parceiros" da NATO para integrar aquele estado balcânico na aliança. Bem, ficará muito surpreendido ao descobrir a escala desses esforços.

Seria insuficiente dizer que uma rede de organizações controladas do estrangeiro está activa no Montenegro. Não se trata apenas de uma rede, é um sistema por si próprio, uma "rede de redes".

Este esquema ilustra a ligações estruturais entre os agentes de influência que tentam manipular e lavar os cérebros dos cidadãos montenegrinos:



Como pode ver, estruturas governamentais, ONGs, media e entidades comerciais estão envolvidas no processo contra natura de puxar o Montenegro para dentro da NATO.

O processo é coordenado pelo Congresso dos EUA e pelo Departamento de Estado através da USAID, NED, NDI, Open Society Foundation, companhias consultoras Orion Strategies e RIF Group, enquanto a NATO utiliza a sua Divisão de Diplomacia Pública e os países europeus actuam através das suas embaixadas.

O organismo coordenador sobre o terreno é representado pelo Conselho para o Ingresso na NATO do Parlamento com o conselheiro do primeiro-ministro para Assuntos Estrangeiros, Vesko Garcevic, como Coordenador Nacional para a NATO.

O Conselho estabeleceu um grupo de comunicação de 12 membros directamente responsável por criar apoio público do Montenegro para o acesso à NATO. Os membros chave são os seguintes:

-Olivera Dukanovic, coordenador de relações com os media
-Ana Dragic, administrador do sector ONGs
-Valentina Radulovic Scepanovic, administrador de partidos políticos e administração local

O grupo de comunicação assinou um memorando com mais de 60 ONGs montenegrinas para impulsionar suas iniciativas e criar ferramentas para manipular a opinião pública. Portanto, criou uma rede em grande escala e em desenvolvimento constante. Ele continua a atrair novos membros e a constituir unidades para atingir as mentes do público montenegrino a partir de múltiplos ângulos sob a cobertura de actividades sociais. Isto resultou numa complexa estrutura hierárquica com grandes ONGs a distribuírem tarefas entre organizações mais pequenas.

Eis as maiores ONGs no Montenegro:

-Network for Affirmation of the NGO Sector (MANS), director executivo Vanja Calovic
-Atlantic Council of Montenegro, presidente Savo Kentera
-Youth Atlantic Treaty Association (YATA) in Montenegro, presidente Vladan Balaban
-Center for Democratic Transition, director executivo Dragan Koprivica
-Center for Monitoring and Research
-Alfa Center
-Foundation for the Development of Northern Montenegro

Naturalmente, nenhuma campanha de informação pode ter êxito sem os media. A cada dia as cabeças dos montenegrinos são lavadas a fundo com programas de entrevistas, vídeos promocionais, artigos de jornais e mensagens na net advogando a ideia da adesão à NATO.

A opinião pública é trapaceada pelos canais nacionais de TV, TVCG 1 e TVCG 2, Pink Media Group, TV Vijesti, Prva crnogorska televizija, MBC, RTV Atlas, NTV Montena; pelos jornais Dan, Vijesti, Pobjeda, Dnevne Novine, Blic Montenegro, Informer; pelos sítios web de notícias Cafe Del Montenegro, Vijesti, Radio and Television of Montenegro, etc.

Mensalmente, o conjunto dos canais de TV apresenta 15 a 25 programas de apoio à NATO e o conjunto de todos os jornais publicam não menos do que 40-50 editoriais por mês.

O dinheiro vem das embaixadas dos EUA e de países europeus (especificamente do Reino Unido, Holanda e Noruega), USAID, NED, NDI, Konrad Adenauer Foundation, Marshall Foundation, Rockefeller Foundation, Open Society Foundation, Balkan Trust for Democracy, ONGs globais tais como Transparency International, etc.

O acesso do Montenegro à NATO também é considerado benéfico pelas corporações multinacionais. Esta é a razão porque a Coca-Cola, Microsoft, Diners Club, T-mobile and Media Developmetn Loan Fund estão a financiar agressivamente o sector não-governamental do país e as campanhas de publicidade da NATO.

Para entender o papel dos investimentos estrangeiros na propaganda do ingresso na NATO pode-se dar uma olhadela à escala de financiamento estrangeiro de uma das ONGs montenegrinas, como o Center for Democratic Transition. Obtive os dados para 2009. Apenas oito mil euros, do total de 160 mil, foram concedidos pelas estruturas governamentais do Montenegro.


Fonte de financiamento Montante


Fonte de financiamento
Montante
National Democratic Institute US$60.000
Embaixada da Holanda €36.140
Foundation Open Society in Montenegro €12.000
OSCE mission to Montenegro €16.000
NATO Public Diplomacy Division €8.000
USAID US$30.000
Governo do Montenegro €3.000
Parlamento do Montenegro €5.000
Companhias privadas €20.000
Total Cerca de €160.000



As campanhas publicitárias contínuas louvando a NATO e ignorando os bombardeamentos do Montenegro em 1999 não são a única coisa em que investidores estrangeiros gastam dinheiro. Os manipuladores não receiam jogar sujo.

A ONG MANS colecciona informação que compromete responsáveis do governo e autoridades. Assim, o interesse de governos ocidentais e europeus e de estruturas não governamentais no funcionamento desta organização poderia ser explicado pelo seu desejo de obter informação que lhes permita influenciar a liderança do Montenegro.

Além disso, este ano vídeos de eminente figuras públicas montenegrinas a apelarem à adesão à NATO foram difundidas na TV e distribuídas na web. Posteriormente muitos dos que falaram retrataram-se das suas palavras, declarando que estavam desinformados acerca do objectivo real dos vídeos. Aqui está um trecho da retratação feito pelo conhecido dono de restaurantes Krsto Niklanovic: https://www.youtube.com/watch?v=I90nWUuWY6U

As autoridades do Montenegro perseguem aqueles que se opõem à orientação pró NATO e pune os dissidentes. Em Abril último, Marko Milacic, um activista do Movimento pela Neutralidade do Montenegro, foi preso. Os que se opõem à adesão à NATO vivem sob constante supervisão da polícia e são detidos periodicamente.

Entretanto, protestos em massa na capital montenegrina mostram que o processo de remoldagem da opinião pública no sentido de apagar estereótipos anti-NATO não é tão simples.

Isso é confirmado pelos inquéritos de opinião efectuados pela companhia de internacional de pesquisa IPSOS Strategic Marketing no período de Fevereiro de 2013 a Outubro de 2015. Quando indagada, "se efectuado hoje, como votaria num referendo sobre a adesão à NATO", a maioria dos montenegrinos manifestou-se contra a adesão.



 
Dez 2013
Jan 2014
Fev 2014
Mar 2014
Abr 2014
Mai 2014
Jun 2014
Jul 2014
Ago 2014
Set 2014
Por 36% 37% 41% 42% 43% 39% 39% 37% 36% 33%
Contra 46% 43% 42% 45% 44% 47% 43% 44% 46% 50%
Abst. 18% 20% 17% 13% 13% 14% 18% 19% 18% 17%

 
Out 2014
Nov 2014
Dez 2014
Jan 2015
Fev 2015
Mar 2015
Abr 2015
Mai 2015
Jun 2015
Jul 2015
Por 32% 35% 34% 32% 37% 32% 36% 36% 47% 52%
Contra 50% 48% 51% 49% 48% 54% 53% 53% 41% 46%
Abst. 18% 17% 15% 19% 15% 14% 11% 11% 12% 2%




Deve-se prestar atenção às medidas tomadas pelo IPSOS antes da reunião de ministros de Negócios Estrangeiros da NATO, em 1 de Dezembro, quando o Montenegro foi oficialmente convidado a aderir à NATO. Os dados do IPSOS afirmam que o número de votos pela adesão à NATO subiu drasticamente em Outubro, ao passo que o número de abstenções declinou. Tudo aponta para uma fraude.

Desde que o Montenegro recuperou sua independência os EUA e a UE criaram um sistema hierárquico de camadas múltiplas que compreende estruturas e organizações múltiplas a fim de reformular a consciência pública dos montenegrinos e garantir que o país adira à NATO. Esta complexa "rede de redes" engolfou estruturas governamentais, ONGs e companhias comercial a trabalharem para um objectivo único. Este método demonstrou ter êxito na Ucrânia, onde os EUA e a UE alcançaram seus objectivos. Quanto ao Montenegro, só o tempo dirá.

12/Dezembro/2015 O original encontra-se em thesaker.is/how-u-s-and-eu-manipulate-public-consciousness-montenegro/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

Propuestas de salida a la crisis sistémica Cinco argumentos a favor del decrecimiento 13/12/2015



Giorgos Kallis
Diagonal

El decrecimiento es un “concepto misil” que abre el debate silenciado debido al irrefutable consenso que existe en torno al desarrollo sostenible.


El desarrollo sostenible y su reencarnación más reciente, el crecimiento verde, prometen la imposible hazaña de continuar el crecimiento económico sin dañar el medioambiente. Los defensores del decrecimiento, a diferencia, no pretenden apostar por un desarrollo mejor ni más verde, sino idear y aplicar una visión alternativa al desarrollo moderno basada en el límite al crecimiento.

El decrecimiento hace vacilar la mirada de sentido común que ve al crecimiento como algo bueno. Como decía la autora estadounidense de ciencia ficción, Úrsula K. le Guin, se trata de “obstaculizar con un cerdo la vía del tren que nos lleva a un futuro de una única dirección, el crecimiento.” O, dicho de otra forma, el decrecimiento es un “concepto misil” que abre el debate silenciado debido al irrefutable consenso que existe en torno al desarrollo sostenible. 1. El decrecimiento es subversivo

La primera crítica común contra el decrecimiento es que este representa un punto de vista pesimista y limitado –más una pesadilla que un sueño–. Pero esto depende de la perspectiva personal. Para los 3 500 participantes que asistieron a la última conferencia sobre el decrecimiento, el crecimiento es una pesadilla, el decrecimiento, un sueño. El crecimiento tiene más coste social que beneficios, como documentó Herman Daly, y es actualmente anti-económico. Nos acerca al desastre climático como muestran Kevin Anderson y Naomi Klein. Siendo así, ¿por qué tendríamos que proteger las ideas de crecimiento como si se tratara de una visión optimista?

Principalmente por dos razones. La primera que el decrecimiento asusta a mucha gente que aún cree que el crecimiento es beneficioso. La segunda porque el decrecimiento es políticamente ‘imposible’. Muchos dicen que no se puede hablar de decrecimiento en medio de una crisis.

Si nuestro papel como científicos y educadores fuera complacer a la opinión pública y satisfacer a aquellos que están en el poder, la tierra seguiría siendo plana. El decrecimiento, tal y como lo plantea Serge Latouche, es una afirmación secular contra el dios del Crecimiento. El crecimiento ha sustituido a la religión en las sociedades modernas, dando así sentido a todos los esfuerzos colectivos. El decrecimiento está pensado para ser subversivo. El decrecimiento modifica la percepción de los bueno y la percepción de los malo. En un principio, puede que el término “decrecimiento” no suene bien en una u otra lengua. Entonces, el objetivo es hacer que suene bien. A juzgar por un artículo reciente en The Guardian, que sostiene que el decrecimiento es una “palabra preciosa”, los defensores del decrecimiento lo están consiguiendo.

El decrecimiento no es un objetivo final. La “economía solidaria”, los “bienes comunales” o la “conviencialidad” son visiones optimistas impulsadas por la comunidad defensora del decrecimiento. Aun así, si este futuro llega, vendrá acompañado de una reducción drástica en la extracción de materiales y energía, junto con una “forma de vida” que se simplificará de forma radical. El obstáculo principal en el camino hacia una Gran Transición de este tipo es la obsesión por el crecimiento. Vencer el miedo al decrecimiento y revertir la aprensión a vivir con menos en alegría, es un primer paso. 2. Menos de lo malo + más de lo bueno = Decrecimiento

La segunda crítica contra el decrecimiento afirma que lo malo no es el crecimiento en sí, sino el mal crecimiento económico actual. El cuidado medioambiental, las energías renovables y los alimentos orgánicos necesitarán crecer en una Gran Transición; “necesitamos menos de lo ‘malo’… y más de lo ‘bueno’, como argumentó cierto comentarista.

¿Y quién no estaría de acuerdo? Los problemas empiezan cuando lo que nosotros vemos como bueno, otros lo ven como malo. El liberalismo, agrupado en nociones generalmente aceptadas como la “sostenibilidad”, aboga por una neutralidad apolítica cuando se trata de intereses conflictivos. Por el contrario, el decrecimiento apuesta por una parcialidad transparente. Aquello que normalmente se considera “Crecimiento” (autopistas, puentes, ejércitos, presas) es malo para “nosotros” los defensores del decrecimiento. Por lo contrario, algunas realidades que se consideran anacronismos en el escalafón del progreso (instituciones comunales, comida local fresca, pequeñas cooperativas, o molinos de viento), son buenas. Quizá decrecimiento es un término imperfecto para denominar este fenómeno. Aun así, es mejor que términos neutrales como “sostenibilidad” o “transición” sin más detalle de las implicaciones a futuro.

Otro problema con este argumento es que “lo bueno” se calcula en términos de crecimiento. Un 2 % anual duplica “algo bueno” cada 35 años. Si Egipto empezase a contar sus bienes con un metro cuadrado, y los multiplicara cada año hasta un 4,5 %, para finales del año 3000, su población necesitaría 2,5 mil millones de sistemas solares para guardar sus trastos. El crecimiento perpetuo, incluido el de comida orgánica, es absurdo. Ya es hora de dejar atrás la idea de expansión perpetua y el término crecimiento. Debemos centrarnos en cosas beneficiosas que florezcan en una cantidad y calidad suficientes para satisfacer las necesidades básicas de las personas.

También tengo mis dudas en cuanto a que una transición hacia una economía de “cosas beneficiosas” pudiera soportar el crecimiento económico de PIB. Paul Krugman recientemente ha sugerido que si este fuera el caso, esto implicaría que una escisión absoluta, donde el crecimiento de la actividad económica continúa y el uso de recursos se reduce, sería posible. Sin embargo, déjenme nombrar tres razones por las que esto es poco probable.

En primer lugar, una economía renovable produciría menos exceso de energía (tasa de retorno energético) que la economía del petróleo. Una economía con un nivel de superávit menor tendría más intensidad de trabajo y sería por lo tanto más pequeña.

En segundo lugar, en teoría, podría parecer que lograr incrementar el PIB en las energías renovables, educación y salud, y reducirlo en asuntos militares, haría crecer el PIB y reducir el consumo de recursos. Esto se llama la desmaterialización de la economía hacia la dirección de una economía inmaterial. Pero esto es una fantasía. Los paneles solares, los hospitales, los laboratorios universitarios, entre otros, no son inmateriales, sino más bien productos finales en cadenas largas que utilizan material intermedio y primario, y que utilizan la energía y los recursos intensamente. Aun arriesgándome a llevar mi ejemplo demasiado lejos, el emblemático servicio de salud nacional británico fue subvencionado por el petróleo que está protegido con armas en todo el Suez.

En tercer lugar, la transición de lo que llamamos una economía de todoterrenos, que explota las fuentes intensivamente, a una economía sin peso, de coches eléctricos o de libros electrónicos, reduciría la producción pero sólo momentáneamente. Una vez se complete la transición, un mayor crecimiento de la economía de coches eléctricos y libros electrónicos, por muy pocos recursos que se utilicen, seguirá aumentando la producción.

Por supuesto que todo esto es muy complicado. En teoría, no podemos descartar la posibilidad de un crecimiento verde y desmaterializado, especialmente si redefinimos qué entendemos como crecimiento. Me gustaría ser aún más incrédulo: estoy de acuerdo en que simplemente deberíamos ignorar el PIB y hacer más de lo bueno, independientemente del efecto que esto pudiera tener en el crecimiento.

El problema, sin embargo, es que el sistema actual no es incrédulo. Sin el crecimiento del PIB, el sistema se colapsaría (véase Grecia). Los intereses establecidos que controlan el sistema no tienen ninguna voluntad de dejar caer el PIB (véase la reacción ante la regulación del clima por parte de los lobistas y los foros conservadores, como el club del crecimiento en EE UU). Ser incrédulo no es una opción.

En otras palabras, no podemos permitirnos ser incrédulos en un sistema que sí depende del crecimiento del PIB: tenemos que actuar para cambiar los fundamentos del sistema, de modo que no dependa más del crecimiento del PIB. Necesitamos más instituciones para hacer sostenible y socialmente estable el inevitable decrecimiento. 3. Superar el PIB equivale a superar el crecimiento

La tercera crítica al decrecimiento es que el problema no es el crecimiento sino el PIB. Si pudiéramos medir solo los bienes que ofrece una economía, como los masajes, y descontar los perjudiciales, como los vertidos de aceite, entonces no habría razón para no querer crecer.

En primer lugar, el crecimiento continuo de cualquier bien, incluso el del PIB perfeccionado, es un objetivo absurdo. Yo no quiero una tierra donde la gente dé suficientes masajes para satisfacer a 2,5 billones de sistemas solares. Medir el éxito según una serie de indicadores fiables es una cosa, pero pedir que sigan creciendo de manera continuada va a ser siempre una postura sin sentido. En segundo lugar, el Producto Interno Bruto cuenta lo que vale para el sistema económico actual: la circulación de capital, sea cual fuese su fuente. La decisión de la UE de incluir las drogas y la prostitución en el PIB, pero excluir los servicios de asistencia social no remunerados, es ilustrativo. El PIB cuenta el valor total monetizado. Esto es lo que produce beneficios corporativos y fondos públicos y esto es lo que los gobiernos quieren asegurar y estabilizar. La medición es un epifenómeno; es el resultado del sistema social, no su causa. Es por esto que el PIB persiste a pesar de las críticas de economistas prominentes.

4. Tenemos que disminuir “nuestro” crecimiento, pero no para que “ellos”

A menudo se argumenta que el decrecimiento es irrelevante, incluso insultante, para la mayor parte del mundo que permanece en la pobreza. El argumento es que mientras “nosotros” (los ricos y sobrealimentados del norte) podríamos tener decrecimiento, “ellos” (los pobres, poco alimentados del sur) todavía quieren y necesitan crecer. Este es el discurso más poderoso que perpetúa la ideología del crecimiento que hay que descartar, pero con cuidado.

Todos nosotros, hasta cierto punto o durante algunas épocas, nos sentimos como ‘los del Sur’. Mis compatriotas griegos me dicen que el decrecimiento no es para nosotros, ya que ahora somos pobres y estamos en crisis. El 99 % de la población de EE. UU. tiene buenas razones para creer que es el 1 % el que debe decrecer para que ellos puedan crecer. Incluso cuando se encuesta a los millonarios sobre cuánto dinero necesitarían para sentirse económicamente seguros, normalmente aseguran que el doble de lo que ya tienen, independientemente de su salario en ese momento.

Las comparaciones de posición llevan a perseguir y perpetuar el crecimiento. La inseguridad económica, en todos los niveles de salario, hace que todos corran cada vez más rápido para no caerse. Y las crisis económicas, cuando los estándares de vida decaen repentinamente y la inseguridad se intensifica, son los momentos en los que la búsqueda de crecimiento resurge con más fuerza, y por lo tanto, como una causa progresiva en estos momentos. Nunca será un buen momento para decrecer.

La mayoría de los habitantes de este planeta no cuentan con acceso a los bienes básicos, como agua o salud pública, pero lo merecen, y esto puede llevar a un mayor uso de la energía y los recursos. No obstante, esto no se necesita formular en los términos absurdos del crecimiento perpetuo. Es una cuestión de distribución y suficiencia. En el Norte necesitamos decrecer para que las cosmologías y las políticas alternativas más cercanas al espíritu de suficiencia del sur (como Sumak Kawsay o Ubuntu) puedan florecer. Las alternativas del sur han sido colonizadas intelectualmente por el desarrollismo, y materialmente a través de industrias extractivas que en nombre del crecimiento traen destrucción y pobreza. Esta colonización tiene que acabar.

La misma lógica se puede aplicar a otros países en crisis económica. En Grecia no necesitamos “crecer” para salir de la crisis económica (como si fuéramos niños, que es la manera en que nos trata la Troika en la actualidad). Necesitamos elaborar modelos alternativos de suficiencia, algunos basados en el pasado griego, materializados en instituciones que nos dejarán prosperar sin crecimiento.

Desconfío de aquellos que hablan en nombre de otros, recordándome que, a diferencia de lo que yo, un intelectual elitista, creo, ‘la gente pobre’ sueña con televisiones de plasma y Ferraris, y no podemos negarles esos sueños. La mayoría de la gente que conozco, incluyéndome a mí mismo, sí que tienen sueños materialistas: nuestra sociedad de clases fuerza estas ideas en nosotros si queremos permanecer como miembros seguros y dignos de ella. Afortunadamente, también tenemos el anhelo de llevar una vida más sencilla, de vivir en comunidad, de contar con amistades, y muchas otras necesidades que van con el imaginario del decrecimiento. La pregunta es cómo cambiar las estructuras sociales y los contextos institucionales de forma que satisfagamos estas últimas aspiraciones y no nuestros peores deseos materialistas. En conclusión

En este apartado sería apropiado citar a Tim Jackson: “El crecimiento no es compatible con un medioambiente sostenible, pero el decrecimiento es socialmente inestable”. Curiosamente, esta afirmación a menudo se menciona en contra del decrecimiento, de manera que se insiste en plantear un futuro único en el que tenemos que hacer sostenible el crecimiento y esperar un milagro tecnológico o social. Los adeptos a este paraíso tecnológico a menudo hacen referencia a innovaciones como casas inteligentes, hidroponía, robótica, la energía de fusión y los superordenadores. Yo me excluyo. A lo que voy es a que este futuro es insostenible, innecesario e indeseable (al menos para aquellos que nos consideramos partidarios del decrecimiento). Las soluciones tecnológicas suponen un coste para otros, para el medioambiente y para las generaciones futuras, a una escala aún mayor. El cambio climático es el legado de nuestros logros tecnológicos pasados.

Yo leo a Tim Jackson desde otra perspectiva. Dado que continuar creciendo es insostenible, tenemos que poner en marcha los cambios institucionales y sistemáticos que estabilizarán el decrecimiento.

Giorgos Kallis es un economista ecológico, ecologista político y profesor en el Instituto de Ciencia y Tecnología Medioambientales de Barcelona. Es el coordinador de la red europea de ecología política y editor del libro ‘Decrecimiento: un vocabulario para una nueva era’ (Ediciones Icaria).

Artículo publicado originalmente en Uneven Earth.

Traducción del Inglés: Santiago Forés-Barrachina | Revisión editorial: Diana Vela-Almeida



http://www.rebelion.org/noticia.php?id=206695

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Moniz Bandeira sobre o impeachment: O Brasil está na mira de Wall Street 10/12/2015



do Sputnik News

De acordo com o cientista político Moniz Bandeira, professor aposentado da Universidade de Brasília e que há mais de 20 anos vive em Heidelberg, na Alemanha, “o objetivo das ações externas contra o Brasil é quebrar a economia e comprar as empresas estatais a preço de banana”.

Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Moniz Bandeira fala das ameaças imperialistas e também das questões de ordem política relacionadas à possível instauração de um processo de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff. Para ele, está em curso um golpe no Brasil “que deve ser contido para não produzir graves consequências para a História do país”.

“É difícil precisar quais são os interesses”, diz o cientista político de Heidelberg. “Mas são interesses estrangeiros, eu creio, em grande parte, de Wall Street e através de outras entidades como The National Endowment for Democracy, USAID e outros que estão incentivando esse golpe no Brasil, aliados às forças internas da direita.”

Sputnik: O objetivo seria quebrar a economia e comprar as empresas brasileiras a preço de banana?
Moniz Bandeira: Exatamente, isso é verdade. Eles querem quebrar a economia brasileira – e é aí que eu vejo mais a ação de Wall Street – e comprar as empresas, como estão fazendo, a preço de nada, com o real desvalorizado a esse ponto.

S: Nós podemos acreditar, então, que o Brasil está na mira de Wall Street?

MB: Está na mira, claro, porque a questão não é só o Brasil, é internacional, é a luta contra a Rússia e a China, mas eles não podem muito contra a China. E querem derrubar a Rússia através da Síria e da Ucrânia. São duas frentes que os Estados Unidos abriram, porque a luta na Síria não é tanto por democracia, isso é bobagem, os EUA não estão se importando com isso. Eles querem mudar o regime para tirar a Base Naval de Tartus e também um ponto em Latakia, ambos da Rússia.

S: Voltando ao Brasil. O senhor entende que o país voltará a sofrer assaltos especulativos?

MB: É muito complicada a situação aí. Eu não estou certo de nada a respeito do Brasil, é muito difícil. Porque é muito difícil também dar um golpe – um golpe civil como eles querem. As Forças Armadas estão contra o golpe. Elas são um fator de resistência nacionalista no Brasil, assim como o Itamaraty.

S: O senhor disse que há órgãos no exterior financiando a grande mídia no Brasil. A mídia, ao pregar o golpe, facilita a entrada das grandes corporações internacionais em prejuízo das empresas brasileiras?

MB: Claro, sobretudo no setor de construção, que tem sido alvo principal desse inquérito, que, aliás, é inconstitucional, é tudo ilegal. O objetivo é destruir as grandes empresas brasileiras, as construtoras que são fatores de expansão mundial do Brasil, e permitir que entrem no mercado brasileiro as multinacionais americanas.

S: O senhor entende que as agências de inteligência dos EUA continuam a espionar a Presidenta Dilma Rousseff e as grandes empresas estatais do país?

MB: Claro, nunca deixaram de espionar. Espionam no Brasil e em todos os países. Se você ler meu livro “Formação do Império Americano”, publicado há dez anos, você verá como eu mostro isso documentado. Já no tempo de Clinton faziam isso. Não há novidade nenhuma na atuação dos EUA. Eu estudo essa questão dos EUA há muitos anos. Acompanhei de perto toda a problemática de Cuba. Estou com 80 anos, desde os meus 20 anos eu assisto a isso que eles fazem na América Latina.

S: O senhor fala em golpe em curso no Brasil. Qual a sua impressão, esse golpe pode ir avante?

MB: Tanto pode como não pode. As possibilidades são muitas. Ontem mesmo o Supremo Tribunal Federal tomou uma medida constitucionalmente correta, que foi anular essa comissão constituída na Câmara por meio de manobras. O que existe é uma luta de ratos e ladrões, um bando, uma gangue, montada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, contra uma mulher honrada e honesta como a Presidenta Dilma Rousseff, com todos os erros que ela possa ter cometido. Não há motivo legal nem constitucional para o impeachment.

S: A Presidenta Dilma Rousseff conseguirá superar todas essas dificuldades políticas e concluir o seu mandato em 31 de dezembro de 2018?

MB: É muito difícil avaliar a evolução da situação, porque ela é ruim internacionalmente. A situação internacional é muito ruim. Eu disse, em 2009, quando recebi o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia, que uma potência é muito mais perigosa quando está em decadência do que quando conquista o seu império, e os EUA são uma potência em decadência. São muito mais perigosos do que antes.



http://www.ocafezinho.com/2015/12/10/o-brasil-esta-na-mira-de-wall-street/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CUT, FUP e MST lideram articulação pró-Dilma com movimentos sociais 03/12/2015


 Petroleiros e centrais se reúnem, agendam manifestação no Rio para próxima semana e convocam todos a participarem do combate ao “golpe”
Movimentos #NãoVaiTerGolpe

Manifestação contra o impeachment de Dilma, no Largo da Batata, no dia 20/08/2015, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Agência PT


Por: Agência PT, em 3 de dezembro de 2015 às 15:53:16

Petroleiros da Federação Única (FUP), sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ativistas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) lideram as articulações com movimentos sociais de todo País em defesa do mandato democrático da presidenta Dilma Rousseff.

“Somos contra o pedido de impeachment aceito pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na tarde de quarta-feira (2)”, declarou, quase como um slogan da campanha pró-Dilma, o diretor de Comunicação da FUP, Francisco José de Oliveira, o Chico Zé.

“Não estamos parados, não! Vamos partir para cima. Vamos chamar todo mundo a participar: movimentos sociais, estudantes… Quem quiser aderir, tá dentro”, sintetizou Chico Zé, relatando sua presença, naquele momento, em mais uma das inúmeras reuniões que realiza contra a aceitação do pedido de impeachment.

Para essa sexta-feira (4), outra reunião de articulação está agendada pela FUP na sede da CUT no Rio de Janeiro, às 11h, para fechar um pacote de atividades nos próximos dias com centrais e sindicalistas.

A primeira já foi definida para a terça-feira, dia 8 de dezembro. A Federação já conseguiu disponibilizar uma frota de 60 ônibus para mobilidade dos manifestantes. “A estratégia é convocar a participação de manifestantes da Bahia, Minas Gerais e estados em volta”, revelou.

Os sem-terra e os estudantes também se manifestaram com apoio a Dilma e às manifestações em seu favor. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, se comprometeu, conforme registro do site noticioso “Brasil 247”, a mobilizar movimentos populares para ir às ruas em defesa do mandato da presidenta.

“Certamente, os movimentos populares irão fazer suas avaliações e, nos próximos dias, nos articularemos para programarmos mobilizações e impedirmos, nas ruas, qualquer tentativa de ferir nossa nascente democracia. O povo brasileiro elegeu a presidenta e mais 27 de governadores. E todos têm direito de concluir seus mandatos constitucionais”, declarou Stédile.

Para ele, Cunha “não tem moral” para encaminhar o pedido de impeachment, como mostram as investigações da Operação Lava Jato sobre sua participação no recebimento de propinas e as contas secretas na Suíça.

“Se ele tivesse um pingo de dignidade já teria renunciado para se defender no STF, onde é acusado, com fartas provas, de corrupção”, ensinou Stédile.

Sem base legal - Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), pronunciou-se nas redes sociais sobre o processo aceito por Cunha. Para ela, a aceitação é “imoral e fruto de chantagem política”.

“Eduardo Cunha, ao ser indiciado (na Lava Jato), não tem legitimidade para aceitar um processo de impeachment. Existe um vício de origem”, avaliou Carina.

“Impeachment sem base legal é golpe, isso se parece mais com 1964 do que 1992” (numa referência à cassação de Fernando Collor), insistiu a representante dos estudantes brasileiros.

Alinhamento - Dois episódios definiram, segundo Chico Zé, a reação em favor da presidenta: a própria manifestação de Dilma, “clara, imediata, direta e objetiva” contra a decisão de Cunha; e a definição da bancada do PT, no Conselho de Ética, pela aprovação da abertura do processo de cassação do deputado.

“O PT vinha encolhido; agora, saiu na frente”, afirmou, descrevendo o alinhamento da bancada no Conselho. A FUP acredita, no entanto, que não há voto suficiente – são necessários dois terços ou 352 deputados – para aprovar a abertura do processo; também prometeu emitir uma nota sobre o episódio na tarde desta quinta-feira (3).

Para Chico Zé, Cunha representa retrocesso e golpe, principalmente depois da divulgação de que o deputado “está envolvido em diversos escândalos” de corrupção e em manobras de auto-preservação. “A própria direita pode ver agora que a iniciativa dele, pela aceitação do pedido, é revanche e chantagem”, justificou.



http://www.pt.org.br/cut-fup-e-mst-lideram-articulacao-pro-dilma-com-movimentos-sociais/

Impeachment de Dilma: perguntas e respostas 03/12/2015


Da revista CartaCapital:


Na quarta-feira 3, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou um pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. A decisão abre um novo período de instabilidade política. Nas perguntas e respostas abaixo, entenda os próximos passos da crise pela qual passa o País.

Cunha aceitou o processo de impeachment de Dilma. E agora?

O passo seguinte ao início do processo é a leitura da ação no Plenário da Câmara. Depois disso, os deputados precisam formar uma comissão especial, com 66 integrantes, que terá a missão de elaborar um parecer sobre o pedido. Esse parecer será julgado pelo Plenário, com votação nominal. Para avançar, são necessários 342 votos, equivalente a dois terços dos 513 deputados. Se este número for obtido, Dilma é afastada do cargo temporariamente até seu julgamento, a ser feito pelo Senado.

Cunha estava com a ação desde outubro. Por que decidiu autorizar agora?

A abertura do processo de impeachment de Dilma é uma retaliação de Eduardo Cunha ao PT. Na tarde de quarta-feira 2, por volta das 14 horas, os três deputados petistas que integram o Conselho de Ética – Zé Geraldo (PA), Leo de Brito (AC ) e Valmir Prascidelli (SP) – confirmaram voto contrário a Cunha na comissão. Cerca de cinco horas depois, ciente da derrota no conselho, que pode abrir contra ele investigação por uma suposta mentira na CPI da Petrobras a respeito de contas na Suíça, Cunha acatou o processo de impeachment.

Quem fez o pedido de impeachment aceito por Cunha?

Assinam o documento os advogados Helio Bicudo, fundador do PT, Miguel Reale Jr., ligado ao PSDB, e Janaína Conceição Paschoal. Também subscrevem o pedido três ativistas de movimentos pró-impeachment – Carla Zambelli Salgado, que representa “43 Movimentos Contra a Corrupção”, Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, e Rogério Chequer, do Vem Pra Rua.

Cunha aceitou o pedido de impeachment por conta das denúncias de corrupção na Petrobras?

Não. Os autores do pedido acusam Dilma de envolvimento nos desvios na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato, mas em seu despacho Cunha descarta como ilações as acusações de envolvimento direto de Dilma com a corrupção na estatal. Segundo Cunha, "não se pode permitir a abertura de um processo tão grave, como é o processo de impeachment, com base em mera suposição de que a presidente da República tenha sido conivente com atos de corrupção".

Então o impeachment é pelas “pedaladas fiscais”?

Em parte, sim. Em seu despacho, Cunha afirma que as pedaladas, como ficaram conhecidas a manobras contábeis que consistem em atrasar repasses de verbas do Tesouro a bancos públicos, “podem configurar crime de responsabilidade contra a lei orçamentária. Segundo Cunha, as pedaladas continuaram em 2015 e Dilma teria responsabilidade direta sobre elas.

E em que mais Cunha baseou sua decisão?

O motivo mais forte para ter aceitado a decisão é, segundo Cunha, o fato de Dilma ter editado seis decretos entre julho e agosto deste ano autorizando o governo a gastar 2,5 bilhões de reais a mais que o previsto no Orçamento. Os decretos, diz Cunha, podem configurar violação da Lei de Diretrizes Orçamentárias por terem sido publicados sem a autorização do Congresso Nacional.

Qual é a reação do governo ao processo de impeachment?

Dilma Rousseff se disse indignada com a aceitação do processo de impeachment e afirmou que nenhum ato ilícito paira sobre ela. Segundo seu ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, há uma possibilidade de o governo ir ao Supremo Tribunal Federal para tentar barrar o processo. Isso pode fazer com que o STF seja obrigado a se manifestar sobre o mérito do pedido, o que pode dar força a ele, se for referendado pelos ministros, ou enfraquece-lo, caso seja rejeitado.

E qual é a reação do PT?

O PT deve ir ao STF para tentar tirar Eduardo Cunha da presidência da Câmara. O partido vai alegar que Cunha tentou chantagear seus três deputados que integram o Conselho de Ética ao atrelar a abertura do processo de impeachment contra Dilma a um voto contra ele na comissão. Além disso, o partido deve alegar que Cunha faz uso indevido do cargo ao usá-lo para se defender das acusações de corrupção que sofre.

Se o processo avançar, qual será a linha de defesa do governo?

O governo, incluindo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já negou diversas vezes a ocorrência de pedaladas fiscais em 2015. Além disso, na visão do Planalto não há crime de responsabilidade que possa ser atribuído a Dilma no transcurso do atual mandato, a condição necessária para um processo de impeachment. Sobre os seis decretos, o governo vai alegar que a decisão do Congresso de autorizar um déficit primário de até 120 bilhões de reais, tomada enquanto Cunha confirmava a abertura do processo contra Dilma, acabou por referendar e justificar a edição dos decretos.

Como a oposição deve agir?

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), celebrou a abertura do processo de impeachment imediatamente após seu anúncio. “Apoio a proposta de impeachment. O Congresso não faz nada que não esteja em sintonia com a população”, disse. Aécio negou que as manobras pelo impeachment consistam em um golpe e chamou a população a protestar.

E do PMDB, o que esperar?

Como de costume, o PMDB se encontra dividido e será um partido decisivo daqui para frente. A abertura do processo de impeachment por parte de Cunha foi criticada pelo líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), mas não se sabe ainda as posições do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e, principalmente, do vice-presidente da República, Michel Temer, que assumiria o Planalto em caso de afastamento de Dilma. A articulação feita pelos dois pode tanto evitar o impeachment quanto confirmá-lo.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/12/impeachment-de-dilma-perguntas-e.html

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Owen Jones: "Quieren acabar con el sentimiento solidario de clase trabajadora" 02/12/2015


Atresmedia


Transcripción de la entrevista de Jordi Évole en Salvados emitida el 22 de noviembre de 2015



Existe una tendencia en contra de la clase obrera y de las clases bajas para demonizar a la gente. Hace tiempo que en Gran Bretaña se nos dice que todos somos clase media, que la antigua clase trabajadora ha dejado de existir y que los que quedan de la clase obrera son todos unos vagos, perezosos, delincuentes, antisociales... La palabra chav resume esa idea: la degeneración de lo que queda de la clase trabajadora. Es una palabra peyorativa usada para demonizar a las personas y, a menudo, para culpar a la gente de sus condiciones sociales.

Te encuentras con mucha gente que siendo clase trabajadora se siente clase media. Empleados de una cadena de comida rápida que probablemente cobraban el salario mínimo decían “El Gobierno no está cuidando a gente de clase media como nosotros” y utilizaban la expresión “clase media” donde yo usaría “clase trabajadora”. O sea, debido a la demonización de la identidad de la clase trabajadora, algunas personas en lugar de decir “Sí, estoy orgulloso de ser clase trabajadora” dicen: “No, yo quiero ser clase media” porque eso parece sofisticado y auténtico y no se ve como algo negativo. Este es el problema.

En ese sentido se intenta que la gente culpe a su vecino de sus problemas. “Tú trabajas duro, tú pagas tus impuestos, pero ese parado vive de lujo con los impuestos que tú pagas. No tienes que enfadarte con tu jefe porque te paga un bajo salario ni con el Gobierno por recortarte servicios, debes enfadarte con el desempleado”. Este divide y vencerás es muy efectivo en todo el mudo occidental y lleva a la gente a votar en contra de sus propios intereses económicos. Cada vez menos pobres votan en elecciones. Cuanto más pobre eres en Gran Bretaña menos probabilidades hay de que votes. Puedes castigar a la gente pobre todo lo que quieras. Como no van a votar no hay castigo.

Esta imagen negativa de la clase trabajadora comienza con Margaret Thatcher y sus políticas. Básicamente es un cambio en la percepción que tenemos de la pobreza y del paro. Antes se veían como problemas sociales, injusticias que el Gobierno debía solucionar. En los años 80 empezaron a verse como problemas individuales. Incluso cuando el paro subió masivamente en Gran Bretaña en lugar de culpar al Gobierno por sus políticas económicas culparon al desempleado. Y pasa lo mismo con la pobreza: “Si trabajases duro dejarías de ser pobre”. Thatcher defendía que no existe la sociedad sino solo individuos y sus familias. Antes de llegar al poder los conservadores lanzaron una declaración de objetivos que decía que el problema en Gran Bretaña no era la existencia de clases sino la existencia del sentimiento de clase. Thatcher quería acabar con ese sentimiento solidario de clase y hacer que cada individuo sintiera que progresaba con su esfuerzo.

Aún continuamos en la Gran Bretaña de Thatcher. Ella transformó este país. Promovió una sociedad donde cada uno va a lo suyo. Esta actitud está muy extendida y los políticos y los medios la difunden. En este país la gente cree que el 27% de lo que gastamos en servicios sociales responde a un fraude. Pero ese fraude solo afecta al 0,7%. También piensan que hay veinte veces más embarazos entre adolescentes de los que hay y que el nivel de ayudas sociales es mucho más alto del que realmente es. De hecho tenemos una política de ayudas de las más bajas de Europa Occidental pero la gente cree que es generosa y que algunos la reciben durante años. ¿Por qué ocurre? Porque los medios desinforman a la gente. Intentan que la gente se enfrente entre ella.

Tenemos un pequeño grupo de medios de comunicación, politizado, que controla casi toda la prensa de este país y utiliza su posición para ganar influencia política. En las últimas elecciones menos del 37% de los votos fueron para los conservadores pero el 70% de los medios apoya a los conservadores. A su vez, el periodismo está lleno de gente que proviene de entornos privilegiados porque es complicado trabajar en los medios a no ser que te puedas permitir hacerlo gratis. Por eso los medios no centran su atención en los poderosos como los banqueros, que han empujado al país a este desastre económico, sino en los pobres y los inmigrantes. Encuentran los ejemplos menos representativos y antipáticos y afirman que sí son representativos.

Lo que hacen estos medios es encontrar a gente pobre que recibe ayuda social y descubrir los peores ejemplos. Por ejemplo: una mujer secuestró a su hija hace unos años, en Yorkshire con la intención de sacar dinero a los medios sensacionalistas simulando que su hija había desaparecido. Cuando se descubrió la verdad se dijo que esta historia era representativa de en qué se ha convertido la clase trabajadora, en una subclase. Se transmitió la idea de que todos los que viven en pisos de protección oficial son como la madre que secuestró a su hija, en lugar de decir que esto no era representativo de un grupo social y que sólo era representativo de esa mujer. Es obvio que en estos barrios las madres no secuestran a sus hijas para ganar dinero pero así lo contaron los medios, como si ella representara a todo un grupo social. Con la gente adinerada no actúan de la misma manera. En este país hubo un doctor, Harold Shipman. Fue un asesino en serie que envenenó y mató a sus pacientes. Imaginate que digan “Este es un ejemplo de lo que es la clase media”. Es ridículo. Se representa a sí mismo. Su entorno social no tiene nada que ver con sus crímenes.

La imagen negativa de la clase trabajadora se transmite mediante programas como “La calle de los subsidios” basado en una calle de Birmingham donde vive gente que depende de las ayudas sociales. No hemos tenido ningún programa llamado “La calle de los banqueros” o “La calle de los defraudadores fiscales”. Es parte del problema. Pregunté al productor de “La calle de los subsidios”, un programa que triunfó cuando apareció en Channel 4 el año pasado, por qué no hacían un programa sobre el mal comportamiento de los ricos. Y me dijo: “No me interesa”.

Existe otro programa llamado “Sinvergüenza” localizado en un barrio de protección oficial de Manchester que es caótico, lleno de drogadictos, de gente que practica sexo con todo el mundo y que se pasa todo el día de fiesta... No creo que la gente que vive en los barrios de protección oficial lo mire pensando: “Ese soy yo”. La gente se ríe y no se lo toma como una ofensa. La diferencia es que alguien de clase media que no vive en esos barrios y no conoce a la gente que vive ahí es más probable que mire estos programas y piense que esa gente es así.

En una sociedad desigual y segregada el peligro es que la clase media piense que está viendo un documental cuando en realidad es un programa de entretenimiento basado en caricaturas.

Pienso que el sistema de clases es como una prisión. Atrapa a la gente en unas circunstancias que no deberían existir en un país rico. Creo que aquí hay muchos problemas. El primero que los desequilibrios educativos empiezan al nacer. La comida, la casa... Vivimos en Londres, una de las ciudades más prósperas del planeta, pero uno de cada cuatro jóvenes londinenses crece en una casa sobreocupada. Eso tiene un gran impacto en su salud, su bienestar y también en su educación. También cosas como los becarios no remunerados. Para entrar en el mercado laboral tienes que trabajar un tiempo gratis, hacer masters carísimos y siempre hay gente que no puede permitírselo. De nuevo se discrimina por al riqueza y no por las habilidades personales.

El estándar de vida de la clase obrera ha caído durante el periodo más largo desde que la reina Victoria llegó al trono hacia 1870. Es grotesco, injustificables.

No obstante pienso que podemos dar la vuelta a la situación. No te puedes involucrar en ninguna lucha si no tienes esperanza. La esperanza nos dice que todas las injusticias y problemas son temporales y transitorios y pueden superarse con la determinación adecuada. Y la historia de este país, y de otros países como España, demuestra que los cambios no se producen por la generosidad de los poderosos. Los poderosos no se levantan un día y dicen: “Me siento generoso, voy a conceder el voto a las mujeres”. La gente luchó por la Seguridad Social en este país, los sindicalistas lucharon por la dignidad de los trabajadores y cuando los trabajadores vean que si son atacados pueden luchar contra ello y ganar... puede servir de ejemplo.

Desde el feudalismo hemos avanzado, luchamos para superar esas injusticias. Se supone que tenemos que ir a mejor, tener más seguridad y comodidad. El problema es que en los últimos años vamos para atrás. En 2008 la izquierda pensó: “El libre mercado ha quedado desacreditado, vamos a ganar”. No teníamos ideas, lo único que teníamos eran eslóganes a la defensiva: “No a los recortes", "no a las privatizaciones”. Y la única forma de ganar es tener alternativas coherentes que aglutinen a la gente. La derecha no usa palabra técnicas como esta. Habla el lenguaje del sentido común, del día a día. Y la izquierda debe encontrar una nueva forma de comunicación y aprender de la derecha.

La clave no es que la gente se sienta orgullosa de la clase a la que pertenece. Entiendo clase como una desigualdad que debería erradicarse. Me gustaría tener un día una sociedad sin clases y yo creo que debemos luchar por alcanzarla, que no tengamos esas enormes y grotescas distribuciones de riqueza y poder. Y esto supone una sociedad distinta a la que tenemos actualmente. No es algo que tenga que ver con la identidad y el orgullo, simplemente se trata de acabar con la desigualdad que viene del poder y de la riqueza. Solo me interesa eso.

Owen Jones, Transcripción de la entrevista de Jordi Évole en Salvados emitida el 22 de noviembre de 2015

Fuente: http://www.mrafundazioa.eus/es/articulos/owen-jones-quieren-acabar-con-el-sentimiento-solidario-de-clase-trabajadora

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=206340