Este blogue não concorda com o Golpe. RESISTÊNCIA JÁ A morte da Marisa, não é diferente da morte dos milhares no Iraque, invadido, na Líbia destroçada, entre outros, as mãos são as mesmas, acrescentadas dos traidores locais.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Estrangeiros e Brasileiros controem a siderúrgica do Pecém-CE (CSP) 13/09/2012
Das quase mil pessoas que hoje trabalham na construção da Siderúrgica, só 40% são oriundas de São Gonçalo do Amarante. Presidente da CSP acredita que formação dada hoje será suficiente para cearenses ficarem com vagas
O barulho das estacas sendo cravadas fica do lado de fora. Dentro do escritório, o silêncio intimida os visitantes, que falam baixo. Dos homens trabalham ali, não se ouvem as vozes, nem dedos sobre os teclados do computador. O território entre São Gonçalo do Amarante e Caucaia também é coreano, demarcado com a bandeira do País.
A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) tem 20 funcionários da Coreia do Sul. Das empresas que constroem a Siderúrgica, são outros 80. Uma pequena colônia que não fala português, numa cidade onde não se fala coreano e pouquíssimos falam inglês. Mas os asiáticos não são os únicos forasteiros por ali, onde o português têm vários sotaques. Dos mil homens que hoje trabalham na obra, cerca de 40% são naturais de São Gonçalo do Amarante, de acordo com o presidente da empresa, Marco Chiorboli.
Para a comerciária Mayara Teixeira, a mudança no perfil da Cidade tem sua graça, conhecer gente nova e culturas diferentes. “Antes, a gente conhecia todo mundo aqui na cidade. Agora, não conhecemos mais. A gente pergunta ‘quem é aquele ali? Sei não, é um mineiro”, narra a gonçalense. Mas os impactos também são negativos e ela reclama do número de motos furtadas e da lotação no hospital e nas escolas. “A cidade ainda é calma. Mas antes era mais, agora tem esse problema”.
O Complexo Industrial e Portuário do Pecém tem perspectiva de dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará em dez anos. Já a CSP deve triplicar a renda média da região segundo seu presidente, Marco Chiorboli. “Quando estivermos operando, dentro da planta serão 4 mil pessoas. Desses, 2 mil serão funcionários da CSP. O salário médio de um funcionário da siderúrgica é R$ 4 mil”. Para que o atrativo que hoje beneficia gente de outros Estados e até de outros países também seja uma realidade para a população local, é necessária a capacitação.
Chiorboli explica que a empresa tem interesse em aproveitar a mão de obra local e já conta com futuras turmas de engenharia siderúrgica formadas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). “Essa mão de obra especializada que será usada na operação está sendo formada. É gente que está aí no terceiro ano de engenharia. O Ceará está se preparando bem e o gene é bom”, afirma.
A empresa, conforme diz, atua como corresponsável pela formação da mão de obra, mostrando qual sua demanda para que as entidades responsáveis se preparem. “Na fase de operação, nós passaremos a ser os responsáveis por isso”. (Nathália Bernardo)
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