O diretor do maior fundo soberano da China, o China Investment Corp. (CIC), Lou Jiwei, afirmou que existem riscos de rompimento da zona do euro e que o fundo reduziu a quantidade de ações e bônus europeus que possui. Os comentários de Lou estão entre os mais pessimistas já feitos sobre a situação da Europa por uma autoridade chinesa e refletem a crescente preocupação do governo da China sobre como os líderes europeus estão lidando com a crise.Em entrevista ao Wall Street Journal, Lou também defendeu um afrouxamento dos controles da China sobre a conta de capital, o que liberaria fluxos de investimento entre fronteiras e deixaria o yuan livre. Segundo ele, depois que a crise da zona do euro terminar, pode ser o momento para abrir a conta de capital chinesa.Os investidores globais têm acompanhado a estratégia de investimentos do CIC por causa das frequentes especulações do mercado sobre a possibilidade de a China intervir para ajudar a zona do euro comprando bônus soberanos europeus. Os executivos do CIC afirmam que o fundo é um investidor comercial e não fará parte de qualquer ação coordenada do governo chinês.Lou afirmou que o CIC vendeu sua exposição aos países da periferia da Europa há muito tempo, antes de incorrer em prejuízos, e reduziu a quantidade de ações e bônus que possui. "No momento achamos que existe muito risco nos mercados públicos europeus", disse.Lou não especificou a quais países periféricos se referia, mas possivelmente trata-se de Grécia, Portugal e Irlanda, que já pediram ajuda internacional, além de Espanha e Itália, cujos yields (retorno ao investidor) dos bônus soberanos subiram para níveis praticamente insustentáveis.O CIC dificilmente investirá nos eurobônus, caso eles sejam criados para dar suporte à zona do euro. Segundo Lou, esses bônus não seriam um bom investimento. "O risco é muito grande e o retorno é muito baixo", disse.
As informações são da Dow Jones
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