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RODRIGO RUSSO
ENVIADO ESPECIAL A LISBOA
Sem sinais de que a crise econômica se atenuará nos próximos meses, os
portugueses de todas as classes já começaram a cortar gastos.
ENVIADO ESPECIAL A LISBOA
Uma pesquisa da Sedes (Associação para o Desenvolvimento Econômico e Social), feita entre março e abril e divulgada nesta semana pelo jornal "Diário de Notícias", mostrou que os cortes começam pelas atividades de lazer, seguidas por redução de gastos em bens essenciais.
O estudo, que recebeu o título "O impacto da crise no bem-estar dos portugueses", mostrou que o lazer é a primeira coisa em que a classe média portuguesa reduz seus gastos.
Para os mais pobres, o corte já é aplicado diretamente nos bens essenciais.
Já a classe alta, ainda segundo a pesquisa das Sedes, diminui os recursos destinados à educação.
Todos os segmentos diminuem as despesas com saúde. A aposentada Irlene, que não quis revelar seu sobrenome, lamentou à Folha que os serviços públicos do setor agora sejam alvo de taxas.
"Sou diabética, preciso fazer consultas regulares e já tive até mesmo que operar duas vezes minha vista. Da primeira vez, o serviço foi ótimo e gratuito. Na mais recente, não pude me internar no hospital e ainda me cobraram € 7,5 (R$ 20) pela consulta médica", reclama Irlene.
Ainda de acordo com a pesquisa, 51,9% dos portugueses estão revoltados com a atual situação, enquanto 45,3% estão resignados.
Se Irlene está no grupo dos insatisfeitos, Luis Filipe Alves, 52, motorista, está entre os resignados.
"Comida e água, graças a Deus, não nos faltam. Mas crise, desemprego, guerra, o mundo sempre foi assim, tanto em 1012 quanto em 2012", diz Alves.
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