sábado, 1 de dezembro de 2012

Azaléia fecha dez unidades na região de Itapetinga 01/12/2012


De A Tarde
A Vulcabrás/Azaléia com matriz na cidade de Itapetinga (a 326 km de Salvador) fechou 12 plantas industriais de 10 filiais localizadas nos municípios de Caatiba, Firmino Alves, Itambé, Itapetinga (com exceção da matriz), Itororó e Macarani. Com a decisão, que foi anunciada no inicio da tarde desta sexta-feira, 30, cerca de 4 mil colaboradores estão demitidos. Apenas a matriz continua funcionado na cidade.
Em nota encaminhada à imprensa, a empresa informou que foram feitos vários esforços na tentativa de preservar a competitividade, mesmo assim vem registrando sucessivos e elevados prejuízos financeiros em decorrência do aumento da competição, causado pela excessiva entrada de produtos importados a preços muito baixos, não compatíveis com a estrutura de custos da empresa na Bahia.

"Por essa razão, a Empresa está implementando uma complexa estratégia de reestruturação das operações industriais na Bahia. Esse processo implica na desativação das operações industriais das suas filiais neste estado, concentrando suas atividades na matriz em Itapetinga", diz a nota.



A nota diz ainda que a Vulcabrás/Azaléia, na mais absoluta transparência e boa-fé, se dispõe a negociar previamente com o sindicato da categoria profissional a situação dos empregados afetados e compensações decorrentes, comprometendo-se a respeitar integralmente os seus direitos legais. E que prestará todas as informações aos seus empregados que sempre deram o melhor de si para manter os negócios da empresa.

"A Vulcabrás/Azaléia continuará sendo o maior empregador do setor no Brasil e um dos maiores do estado da Bahia. Esse evento é resultado de um complexo processo de reestruturação pelo qual passa a empresa, com o objetivo de superar as dificuldades atuais e de trazê-la, mais uma vez, aos patamares de crescimento que sempre foram símbolo da empresa", finaliza a nota.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Calçados de Itapetinga e Região (Sindicato de Verdade) com o fechamento das unidades a economia da região é afetada de forma direta, o que pode causar uma insatisfação maior na cidade. Uma reunião foi marcada para a segunda - feira (3) às 14 horas em Salvador, juntamente com o Sindicato, representantes da empresa e delegacia do trabalho para tentar chegar a um acordo e tentar reverter as demissões.

Vamos saber como ocorrerá o fechamento, pois há funcionários que querem permanecer e aí terá que ser deslocado para a matriz. Tentaremos negociar para que os colaboradores não saiam prejudicados", destacou o diretor de comunicação do Sindicato Reginaldo Quadros.

Queda - Para o presidente do Conselho Representativo das Instituições (CRI) que reúne 14 entidades não governamentais em Itapetinga, Robert Araújo, desde o final de 2010 se tem uma queda na economia da região devido às demissões nos quadros da Vulcabrás/Azaléia que na época gerava 21 mil empregos diretos. No ano passado,  houve o fechamento de 6 unidades o que deu um choque na economia.

"Tentamos de várias maneiras contornar a situação e evitar o fechamento, inclusive tínhamos uma visita marcada para o dia 7 de dezembro com o Secretário de Indústria Comércio e Mineração, James Correia para apresentarmos as dificuldades do Distrito Industrial e tentar reverte a situação, mas fomos surpreendidos com o fechamento", disse.

Ele disse ainda que a economia da região terá uma redução de mais de 40%, o que acaba por trazer o risco de um caos econômico. "A nossa preocupação é que isto acarrete uma cadeia de demissões e fechamentos de empresas, por isto estamos empenhados a tentar frear a situação e salvar as empresas que continuam sobrevivendo", destacou.

Robert Araújo informou que, diante do fechamento, o deputado federal Daniel Almeida solicitou uma audiência pública no âmbito da Comissão do Trabalho da qual é titular, para tratar do assunto. "A nossa expectativa é que a audiência ocorra na primeira quinzena deste mês e que consigamos encontrar saídas para esta crise", destacou. A reportagem de A TARDE tentou falar com o deputado Daniel Almeida mas ele não atendeu ao celular.

PF indicia 17 pessoas por fraude no Cruzeiro do Sul 01/12/2012

Entre os indiciados estão os ex-controladores do banco, Luís Felippe e Luís Octávio Índio da Costa, que chegaram a ser presos


FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo
A Polícia Federal em São Paulo concluiu inquérito sobre rombo de R$ 1,35 bilhão no Banco Cruzeiro do Sul e indiciou 17 investigados, incluindo os ex-controladores da instituição, os banqueiros Luís Felippe e Luís Octávio Índio da Costa, pai e filho.
Também foram enquadrados integrantes do conselho de administração - entre eles, Maria Luísa Garcia de Mendonça, ex-diretora da contadoria, e Horácio Martinho Lima, superintendente de operações e contratos de empréstimos consignados.
Foram indiciadas pessoas usadas para a prática de ilícitos que levaram à queda do Cruzeiro do Sul, ou seja, que teriam agido como laranjas. A PF pediu à Justiça alienação antecipada de todos os bens do grupo apreendidos no curso da investigação.
Os Índio da Costa e os outros sob suspeita foram indiciados por crimes financeiros, gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, manipulação de ações na Bolsa de Valores e na gestão de fundos de investimentos.
O relatório final aponta práticas ilícitas dos banqueiros e relata o drama de centenas de vítimas que perderam suas aplicações. A PF aponta, ainda, uma sucessão de fraudes relativas a empréstimos consignados, transferência de valores para empresas ligadas aos ex-controladores do banco, fraude contábil e simulação de aquisição de mercadorias para desfalcar o caixa da instituição. O relatório informa que Luís Felippe e Luís Octávio são os responsáveis pela derrocada do Cruzeiro do Sul.
No dia 23 de outubro, munida de ordem judicial, a PF prendeu Luís Felippe e Luís Octávio, o primeiro em regime domiciliar, o outro em caráter preventivo - Luís Octávio ficou no Cadeião de Pinheiros. A ordem de prisão foi dada pelo juiz Márcio Ferro Catapani, da 2.ª Vara Criminal Federal, que acolheu pedido da PF e manifestação da procuradora da República Karen Kahn. O motivo principal que levou a PF a representar pela custódia dos ex-controladores do Cruzeiro do Sul foi a magnitude da lesão causada. A PF enfatizou mútuos fraudulentos em nome de laranjas celebrados em benefício próprio para ocultar e dissimular a origem de recursos ilícitos.
Duas semanas depois, o desembargador José Lunardelli, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região mandou soltar Luís Octávio - em seguida, o próprio juiz Catapani revogou a custódia domiciliar de Luís Felippe.
Contra a decisão do TRF3, a Procuradoria Regional da República se insurgiu e requereu a revogação da liminar que favoreceu Luís Octávio, alegando que a prisão é "o único instrumento eficaz para se evitar atos futuros de ocultação patrimonial".
A Procuradoria avalia que, além dos crimes pelos quais Luís Octávio é investigado, "existem fortes indícios" de que ele tenha sido o responsável pelo monitoramento de ações da auditoria do Banco Central que antecedeu o Regime Especial de Administração Temporária e a liquidação extrajudicial do Banco Cruzeiro do Sul.
Defesa. O criminalista Roberto Podval, que defende os Índio da Costa, declarou: "Agora os autos vão para a Justiça e vamos ter a oportunidade de mostrar que os fatos não são exatamente como estão descritos no relatório policial". O criminalista Celso Vilardi, que defende Horácio Lima, disse que não vai se manifestar enquanto não ler o relatório da Polícia Federal.

Crise faz prefeitura criar 'loteria' de emprego na Espanha 01/12/2012


Prefeito Juan Lorenzo Piñera
Prefeito Juan Lorenzo Piñera criou uma loteria de empregos em pequena cidade espanhola
Na pequena cidade espanhola de Alameda, a duas horas de Sevilha, conseguir trabalho depende de sorte - literalmente.
Com um em cada três moradores sem emprego por causa da crise econômica que assola a Espanha, o prefeito da cidade, Juan Lorenzo Piñera, resolveu transformar a seleção para os trabalhos disponíveis na prefeitura em uma loteria.

Os trabalhos sorteados são para limpar prédios públicos, varrer ruas e trabalhar no setor de construção.
"A situação está muito difícil," diz Piñera, que conhece boa parte dos 5,6 mil habitantes da cidade.
Alameda é um labirinto de ruas estreitas repletas de laranjeiras e casinhas brancas. Mas a crise mudou totalmente a rotina dessa pitoresca cidade cercada de plantações de oliveira até onde a vista alcança.
"Todos os homens que trabalhavam na construção civil perderam seus empregos e agora muitos deles já não qualificam para receber ajuda do governo", conta Piñera. "Muitas famílias foram expulsas de suas casas. Outras vêm à prefeitura para pedir comida."
Todos os meses, oito mulheres são selecionadas para limpar os prédios da prefeitura. Elas trabalham quatro horas por dia e recebem 650 euros por mês (R$ 1.780).
Homem participa de colheita em oliveiras
Homens assumem funções femininas, como a colheita
Mais de 600 mulheres se inscreveram no sorteio para conseguir esse trabalho e todos os meses se espremem em uma sala na prefeitura para assistir o prefeito sortear o nome das selecionadas.
A dona de casa Montse Solsona, uma das "vencedoras" da loteria deste mês, varre e esfrega os pisos das salas de aula de uma escola local. Solsona costumava trabalhar na colheita da azeitona, mas diz que, como os homens da cidade passaram a fazer esse trabalho, está desempregada há dois anos.
"Esse trabalho na limpeza já é uma ajuda incrível", diz ela. "Só queria não fosse temporário. No final do mês volto aos trabalhos domésticos. A nossa situação está difícil porque meu marido está desempregado e a ajuda que recebíamos do governo foi cortada."
O marido de Maria José Bastida costumava ter um trabalho bem remunerado na construção civil, por isso ela nunca havia precisado trabalhar.
Mas como seu marido está desempregado há cinco anos, Bastida ficou muito feliz quando seu nome foi sorteado na loteria. "Recebemos 426 euros (R$ 1.160) em benefícios e é o meu salário como faxineira que paga a hipoteca", diz.

'Algo para se acreditar'

Jose Antonio trabalha como varredor
O espanhol Jose Antonio foi sorteado para trabalhar como varredor de rua
Os homens não podem se inscrever na loteria da limpeza - mas sim para serviços de pedreiro. Todos os meses 750 moradores têm se candidatado para esse trabalho, mas há alguns meses o sorteio foi suspenso porque não há dinheiro para financiar as obras públicas.
Os homens agora estão trabalhando na colheita das oliveiras, uma ocupação tradicionalmente exercida pelas mulheres.
A loteria da varrição das ruas acontece a cada três meses. Na lista de candidatos estão os nomes de cerca de 200 homens e mulheres. Jose Antonio foi uma das três pessoas selecionadas no sorteio mais recente.
Ele empurra um carrinho por uma praça pequena perto da prefeitura da cidade, varrendo folhas e detritos. Apesar de ser um eletricista competente, está desempregado há cinco anos.
Em placas penduradas em palmeiras nessa praça é possível ler: "devemos salvar as pessoas, não os bancos" e "temos vergonha de vocês políticos, não aplaudimos seus cortes".
O governo central adotou uma série de medidas de austeridade e os recursos que costumavam vir de Madri e da União Europeia estão minguando. Por isso, segundo o prefeito, a "loteria" da cidade é tão importante.
"As pessoas daqui sabem que não terão emprego por um tempo", afirmou. " A economia está morta. Eles não enxergam um futuro. A loteria ao menos dá a eles alguma coisa para acreditar em cada mês".

O universo surrealista de Salvador Dalí explorado em imagens animadas 01/12/2012

http://youtu.be/iSRbueitLto

El Capitalismo narco 01/12/2012

Dawn Paley
dawnpaley.ca

Dawn Paley sondea por debajo de la superficie de la guerra contra las drogas en Colombia y México. Explora los mecanismos empleados, cuantifica la devastación humana y económica, analiza las posibles razones por las que la guerra continúa además de sugerir otras áreas de investigación.

Gracias a los editores y voluntarios asociados al proyecto Upside Down World, mi articulo “Drug War Capitalism” ya esta disponible en castellano. Aquí esta la version publicada en Upside Down World en Español, aquí la version publicada por Agencia SubVersiones en México DF, y aquí la version publicada por ALAI desde Quito, Ecuador.
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Tanto en los Estados Unidos como en Canadá ha habido esfuerzos sostenidos de grupos de base para destacar las injustas encarcelaciones en masa y la criminalización de la gente pobre, sobretodo la gente pobre de color, en cuanto a detenciones relacionadas con drogas. Pero se ha encontrado muy poco análisis sobre las razones detrás de los mecanismos de esta guerra y el impacto económico que tiene sobre México y más allá.
Incluso antes de que la retirada de Irak o Afganistán se hubiera alcanzado, los Estados Unidos ya estaban involucrados en una serie de conflictos desde la frontera norte de México hasta Perú. Tanto los gobiernos como los medios de comunicación la han catalogada como la “Guerra contra las drogas.” Es importante examinar como la creciente “Guerra contra las drogas” se conecta con la expansión de empresas transnacionales que toman control de mercados, obreros y recursos naturales.
En Honduras cuatro indígenas fueron asesinados a balazos en mayo, cuando la policía hondureña abrió  fuego desde un helicóptero del Departamento de Estado estadounidense, todo bajo la supervisión de agentes uniformados de Estados Unidos. En México con la orientación de Estados Unidos, Canadá, Israel y Colombia, la policía y el ejército han sido transformados.
En Colombia la guerra ha durado ya cuatro décadas y se han gastado billones de dólares estadounidenses, pero ahora se está calificando como lucha contra el crimen. Durante la década de los 1980s el Estado colombiano se convirtió en un estado paramilitarizado, en un proceso que según el historiador German Alfonso Palacio Castañeda”se manifiesta con amenazas, atentados y asesinatos selectivos y masacres colectivas de funcionarios gubernamentales (principalmente pero no exclusivamente de la izquierda), y de líderes políticos populares, obreros, campesinos, profesores, activistas de derechos humanos y miembros de organizaciones no gubernamentales.”
En la forma de financiación para programas antinarcóticos, la asistencia de EE.UU. en Colombia resultó en el fortalecimiento de grupos paramilitares y de policías no oficiales, los cuales según informes patrullaban junto al ejército de Colombia y se vieron involucrados en la gran mayoría de masacres y desplazamientos forzados en el país.
“Decir que la guerra contra las drogas ha fracasado es no entender algo,” comentó Noam Chomsky, en un discurso en el mes de mayo. “Uno tiene que preguntarse qué está en la mente de los planeadores ante tanta evidencia de que no funciona lo que dicen que están intentando lograr. ¿Cuáles son las intenciones probables?”(1)
Los comentarios de Chomsky apuntan hacia un área urgente de investigación para los y las activistas y periodistas que desean entender las guerras actuales contra las drogas. Cada vez es más claro que hay mucho trabajo por hacer para reconstruir juntos los motivos de la militarización liderada por Estados Unidos en las Américas.
Una reconsideración de la llamada guerra contra las drogas requiere entre otras cosas una evaluación de la forma en que ha favorecido la expansión de la inversión extranjera directa y de las industrias extractivas en Colombia, México y Centroamérica.
La guerra, cuando los golpes no bastan
“Así es como se sentía el inicio del neoliberalismo,” dijo Raquel Gutiérrez, reflexionando sobre lo que es tratar de entender la guerra en curso en México. Ahora catedrática de la Universidad Autónoma de Puebla, Raquel era militante clandestina en Bolivia a mediados los años 80, cuando las primeras políticas neoliberales tuvieron efecto en aquel país, creando una pauperización de la clase obrera. Han pasado 10 años desde que regresó a México.
Raquel se detiene y da una pitada a su cigarrillo, como si tratara de recordar un idioma que ha olvidado. No viene. Luego me pregunta si he leído el libro de Naomi Klein La doctrina del shock. Asiento con la cabeza. Silencio. “La cosa es que en México, los choques no funcionaron,” dice ella.No es por una escasez de choques. Las políticas económicas neoliberales se introdujeron por primera vez en forma de programas de ajuste estructural. Esto puso fin a un período de crecimiento económico sostenido, la industrialización de sustitución de importaciones, y los altos precios del petróleo conocido como el milagro mexicano.
“De 1980 a 1991, México recibió trece préstamos de ajuste estructural del Banco Mundial, más que cualquier otro país,” escribió Tom Barry en su libro La venganza de Zapata, publicado en el 1995. “También se firmaron seis acuerdos con el FMI, todo lo cual trajo una mayor presión para liberalizar el comercio y la inversión.” (2)
En la década de 1980, a veces llamada la “década perdida,” se derrumbaron los precios del petróleo, junto con el peso. “De más de mil empresas estatales en 1983, el estado mexicano era dueño de 200 en 1993. En 1991, el programa mexicano trajo más dinero a las arcas del gobierno (EE.UU. $ 9.4 mil millones) que todas las ventas de otras empresas públicas en América Latina en conjunto.”(3) A finales de 1994, México había firmado el Tratado de Libre Comercio de América del Norte y fue testigo del levantamiento Zapatista, además de ser sometido a otra devaluación de la moneda.
Pero a la vuelta del siglo 21, el territorio y la economía de México todavía no estaban totalmente abiertos a los inversionistas extranjeros. “No obstante estas reformas, el desempeño de la economía mexicana en las últimas tres décadas ha sido insatisfactorio,” notaba un informe publicado a principios de este año por el Banco de México (4).
Las comunidades campesinas e indígenas continuaron ejerciendo el título comunal sobre las tierras ricas en recursos. Una gran clase media es propietaria de las pequeñas empresas y las familias más ricas de México han mantenido el control sobre los sectores lucrativos de la economía. De acuerdo con el departamento de Estado de EE.UU. las 10 familias más ricas de México “no son el único obstáculo para la mejora de la competencia en la economía mexicana.” Pemex, la 17ª mayor empresa petrolera del mundo, sigue en manos del Estado. (5)
Algo más que un choque económico estaba a la orden: una estrategia integral que ya está probada que aumente la inversión extranjera directa. Tenía que asegurarse de que la policía local, el ejército, y todo el sistema jurídico funcionara de acuerdo a las normas estadounidenses. Esta es la estrategia que coloquialmente se conoce como la guerra contra las drogas.
Desde la presidencia de Nixon, el gobierno de EE.UU. ha invertido casi un billón de dólares (6) en la “guerra contra las drogas” en países como Colombia y Afganistán. Los vínculos directos entre las políticas de combate a las drogas y el clima de mejora de la inversión se revelan a través de un examen cuidadoso de la participación de EE.UU. en Colombia desde 2000 hasta 2006. La estrategia se ha perfeccionado y ampliado en las últimas dos décadas a través de la experimentación a nivel nacional e internacional.
El modelo económico de Colombia
El Plan Colombia fue un programa de seis años de lucha antinarcótico financiado conjuntamente por los Estados Unidos y Colombia. Diplomáticos no estadounidenses afirman que el primer borrador del Plan Colombia fue escrito en inglés, y luego traducido al español. (7)
En los 11 años desde que se puso en marcha el Plan Colombia, el gobierno de EE.UU. ha gastado más de 3.6 mil millones de dólares en iniciativas de aplicación de la ley contra los narcóticos. Sin embargo, el gobierno de los EE.UU. informa que “Colombia sigue siendo uno de los mayores productores y exportadores mundiales de la cocaína, así como un país de origen de la heroína y la marihuana.” (8)
En 2008 la Oficina de Contabilidad del Gobierno de los EE.UU. (GAO por sus siglas en inglés) encontró que Plan Colombia no cumplió con los objetivos de reducción de la producción de drogas, ya que el “flujo estimado de cocaína hacia los Estados Unidos desde Sudamérica” aumentó entre 2000 y 2006. (9)
En lugar de que esto fuera una causa para un cambio en la estrategia, el fracaso del Plan Colombia se minimizó en favor de una serie de indicadores emergentes vinculados a la seguridad y a mejorar el entorno empresarial. Bradford Higgins, Subsecretario de Gestión de Recursos de EE.UU., argumentó: “En muchos sentidos, los programas de Colombia y el apoyo de EE.UU. han evolucionado a partir de nuestro enfoque original más estrecho, hacia una estrategia integral que puede servir como modelo para informar esfuerzos en otros estados fallidos o deficientes. “(10)
Esfuerzos previos de Estados Unidos para hacer cumplir las sanciones relacionadas con narcóticos en Colombia impactaron negativamente las inversiones de Estados Unidos. El Consejo de Empresas de América – un consorcio de empresas estadounidenses en Colombia – informó que en 1996 sus empresas afiliadas perdieron 875 millones de dólares estadounidenses debido a las sanciones. (11) Ese mismo año el Departamento de Estado informó sobre las sanciones requeridas por la Overseas Private Investment Corporation y el Banco de Exportación e Importación resultaron en la congelación de cerca de $1.5 mil millones en créditos de inversión y préstamos. Esto incluyó una pérdida de $280 millones para una empresa de EE.UU. activa en la industria petrolera de Colombia (12).
De acuerdo con un informe elaborado por el gobierno colombiano, los objetivos del Plan Colombia son “promover las condiciones para la generación de empleo y la estabilidad social” y la ampliación de “las preferencias arancelarias en compensación por los efectos negativos del tráfico de drogas para favorecer un acuerdo de libre comercio que amplíe las oportunidades de empleo. “(13)
Al comienzo del Plan Colombia, el total de la Inversión Extranjera Directa (IED) fue calculado en $2.4 mil millones. (14) En 2011, la IED en Colombia sumó $14.4 mil millones, la tasa de crecimiento más rápida en América Latina. (15) El petróleo y el gas constituyen una parte cada vez más importante de la IED, al sobrepasar alrededor de una décima a mediados de los 90 a casi un tercio en 2010, cuando alcanzó los $ 4.3 mil millones (16).
Un decreto aprobado en 2003 permitió a la inversión privada en el sector petrolero de Colombia a través de la privatización parcial de la ex empresa estatal Ecopetrol. (17) A partir de 2010 la IED en el sector minero (incluyendo la minería de carbón) se situó con más de $2 mil millones, lo que representa más de la mitad de la inversión no petrolera. (18)
En 2008, la Agencia de Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID) se jactó de que “el despegue económico de Colombia después de 2003 no ocurrió por casualidad.” Cincuenta y dos áreas del sistema económico de Colombia fueron objeto de reforma, y bajo el Plan Colombia, “USAID proporcionó asistencia técnica para ayudar a diseñar e implementar políticas que van desde la reforma fiscal hasta el fortalecimiento del sector financiero y mejorar el entorno para las pequeñas empresas, y muchos otros.”(19)
Esto se logró mediante una combinación de reformas legales e incentivos fiscales, la firma de nuevos acuerdos de libre comercio (entre Colombia y los Estados Unidos, así como entre Colombia y Canadá) y la militarización de la industria extractiva. EE.UU. entrenó “batallones de energía” para proteger oleoductos, carreteras y otros proyectos de infraestructura.
Un informe preparado en 2007 por el Centro de Estudios Estratégicos e Internacionales (20) afirmó que Colombia “tuvo una recuperación fuerte… con impresionantes tasas de crecimiento, reducción del desempleo, aumento de los niveles de inversión, expansión del comercio, reducción de la inflación y un aumento de la confianza de los inversores.” Estos beneficios, según informa, “están estrechamente vinculados a mejoras en cuanto a la seguridad y, a su vez, ayudarán a crear más empleos en la economía legítima, como una alternativa a las actividades ilegales.”
Desde la perspectiva del Departamento de Estado de EE.UU., el Plan Colombia no es un fracaso. Todo lo contrario: se ha permitido la creación de un nuevo modelo eficaz para la intervención de EE.UU.. En 2010 los inversionistas extranjeros más grandes de Colombia eran Panamá y Anguila (un territorio británico de ultramar), ambos paraísos fiscales, seguidos por Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Bermuda y España (21).
El lenguaje de la “estrategia integral,” utilizado para resaltar el Plan Colombia, refleja el lenguaje oficial de la guerra de contrainsurgencia. “[La contrainsurgencia] es una forma muy compleja de la guerra… El logro de estos objetivos requiere la sincronización de esfuerzos de muchas agencias no militares y agencias [de la Nación Anfitriona] en un enfoque integral,” se lee en un manual de contrainsurgencia del ejército estadounidense, publicado en 2006. (22)
Incluso el director de asuntos internacionales y comercio de la GAO, en su testimonio ante la Cámara de Representantes, afirmó que “los programas internacionales se enfrentan a retos importantes en la reducción de la oferta de drogas ilegales, pero apoyan a los objetivos generales de la política exterior estadounidense.” (23)
Pero como han señalado Gian Carlo Delgado-Ramos y María Silvina Romano, en la guerra contra las drogas “la estrategia es compleja y peligrosa, ya que vincula una multiplicidad de actores aparentemente opuestos, legales e ilegales que, sin embargo reciben beneficios en forma de aumento de potencia o riqueza.” Al mismo tiempo, está claro que “la explotación de las personas, las naciones y los recursos se profundiza en la región. “(24)
Con estos antecedentes, vamos a examinar el tema de México.
Aplicación del modelo en México
Un viernes en septiembre de 2006, justo después de su disputada elección como presidente, Felipe Calderón y su esposa invitaron a cenar a Antonio Garza, entonces embajador de EE.UU. y su esposa. En algún momento, Calderón le dijo al embajador que la mejora de la seguridad sería una parte clave de su administración.
Cuando Garza presentó su resumen por escrito de la noche a sus jefes del Departamento de Estado, incluyó comentarios de Calderón. De acuerdo con sus propias notas, el embajador respondió: “Las ganancias en la competitividad, la educación y el empleo podrían ser rápidamente eclipsadas por cuadrillas del crimen organizado relacionadas con narcóticos.” (25) Para poner en marcha la economía de México, “los extranjeros y mexicanos por igual merecen que se les asegure que la ley prevalecerá.”(26)
Apenas dos meses más tarde, Calderón lanzó la guerra contra las drogas en México. Al año siguiente, los gobiernos de Estados Unidos y México anunciaron la Iniciativa Mérida, que se describe como “un paquete de los EE.UU. contra las drogas y la asistencia contra el crimen en México y Centroamérica.” (27) En el momento en que fue firmada por George W. Bush en 2008, lo que dijo Garza de pelear contra los narcos con el fin de impulsar el negocio quedó en el olvido. En cambio, la principal justificación para que los legisladores apoyaran el proyecto de ley era detener el flujo de drogas hacia Estados Unidos. (28)
Tanto el gobierno de los EE.UU. como los críticos coinciden en que la Iniciativa Mérida en México y Centroamérica es una iteración refinada del Plan Colombia. “Sabemos que Estados Unidos ha apoyado a Colombia y ahora a México para que con un buen liderazgo, la inversión proactiva y asociaciones comprometidas se cambie el rumbo,” dijo Hillary Clinton a los delegados a la Conferencia de Seguridad de Centroamérica en la ciudad de Guatemala el pasado verano. (29)
El financiamiento de EE.UU. para la Iniciativa Mérida entre 2008 y 2010 sumó $1.3 mil millones para México, cuyo gobierno contribuyó fondos con una proporción de 13 a 1. (30) Los fondos de la Iniciativa Regional de Seguridad para América Central que fluyen hacia Centroamérica durante el mismo período se situaron en $248 millones, mientras que de  los fondos de la Iniciativa de Seguridad de la Cuenca del Caribe, $42 millones se destinaron a Haití y la República Dominicana (31).
La “estrategia integral” de Mérida incluye fondos para el entrenamiento de policías y soldados para proteger la infraestructura crítica, la militarización de la policía y equipamiento de las fuerzas de seguridad locales con el equipo de EE.UU., la transformación del sistema judicial mexicano a un sistema de estilo juicios orales, la modernización de la frontera México-Estados Unidos y la promoción de fortalecimiento institucional y la reforma económica.
Uno de los objetivos del programa de USAID es que el “Gobierno de México se vuelva más eficaz en la reducción de los monopolios y la eliminación de prácticas anticompetitivas.” (32) Se centra en la legislación relacionada con las telecomunicaciones, la banca y la regulación de la energía. Otro objetivo importante es promover un nuevo régimen regulatorio y la privatización adicional, la desregulación y la inversión extranjera directa en los sectores de transporte, financiero, energético y de telecomunicaciones. (33)
Junto con la Comisión Federal de Electricidad, Pemex es la perla más preciada del esfuerzo de privatización. Muchos mexicanos prominentes han abogado por su privatización, entre ellos Enrique Peña Nieto, del Partido Revolucionario Institucional (PRI) y candidato favorito en las elecciones presidenciales de 2012. Algunos, como el jefe de la Bolsa Mexicana de Valores, han propuesto utilizar como modelo la reforma de Colombia en el sector petrolero. (34)
En una presentación en marzo de 2012, un representante del Banco de México habló sobre la agenda de reformas pendientes para el banco central del país. Esto incluye la mejora de la facilidad con que las empresas puedan hacer negocios en México, la eliminación de “obstáculos legales,” que impiden la flexibilidad laboral, “fortalecimiento del estado de derecho,” y la consolidación de las políticas macroeconómicas. (35)
En 2008, antes de que la crisis financiera se extendiera a México, la IED alcanzó $23.2 mil millones, pero cayó al año siguiente a $11.4 mil millones de dólares. (36) Sin embargo, la IED se ha recuperado, y en 2011 se situó en $19.43 mil millones, principalmente en el sector manufacturero (44,1%), seguido por servicios financieros (18%) y minería (8%). (37) Anuncios recientes indican que habrá una oleada de nuevas inversiones en automóviles y la fabricación aeroespacial en el centro de México.
El Ministro de Finanzas de México, Bruno Ferrari, dijo a Bloomberg en una entrevista en inglés en agosto de 2011 que “hoy en día lo que estamos viendo es que estamos teniendo una gran lucha contra la delincuencia de manera que, como he dicho, [se] garanticen las inversiones futuras y las inversiones que se tienen en este momento porque lo que estamos viendo es que México está luchando para prevalecer contra la delincuencia.” (38)
Las aseveraciones de Ferrari están respaldadas por las experiencias de la élite empresarial transnacional. De acuerdo con un artículo de portada de Business Week en 2009, (39) los ataques contra personal extranjero y de las fábricas han sido poco frecuentes en Ciudad Juárez y otras ciudades fronterizas a lo largo de las rutas del narcotráfico, incluyendo Reynosa, Nuevo Laredo y Tijuana.
La policía ya ha sido entrenada con instrucciones especiales para atender a las empresas transnacionales. Tras el secuestro de un ejecutivo de una empresa, la policía sugirió a sus administradores que alteraran sus rutinas de trabajo; que dejaran Juárez antes de la puesta del sol, y que se adhirieran a las dos arterias principales. Las patrullas fueron reforzadas a lo largo de estos caminos, “creando corredores relativamente seguros entre la frontera y los parques industriales.” (40)
Aún de mayor importancia es otro tipo de seguridad que necesitan las empresas transnacionales. Como subrayó el director de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe, “Lo que es importante para un inversionista en cuanto a la seguridad tiene que ver con la seguridad jurídica y el riesgo en el país.” (41)
Esta noción de “seguridad” evoca el modelo de Colombia: la paramilitarización al servicio del capital. Ese modelo incluye la formación de escuadrones de la muerte paramilitares, el desplazamiento de la población civil, y un aumento en la violencia. En el sector comercial, son los y las trabajadores, las pequeñas empresas y un sector de las élites locales, quienes son los más afectados por las políticas de la guerra contra las drogas.
Aunque estos aspectos no oficiales de la guerra contra las drogas se presentan a veces como daño o amenaza a la inversión extranjera directa, de hecho, es la violencia la que controla a los y las trabajadores y desplaza comunidades campesinas de los territorios de interés para la expansión de las empresas transnacionales.
El otro lado del modelo colombiano
Durante generaciones, las comunidades indígenas y campesinas en Colombia habían defendido el título colectivo de sus tierras, sin embargo, los grupos paramilitares los han obligado a huir.
Este fenómeno es descrito brevemente por David Maher y Andrew Thompson: “…las fuerzas paramilitares siguen avanzando en un proceso de acumulación de capital a través del desplazamiento forzado de comunidades en zonas de importancia económica. Una gran parte de los ciudadanos de Colombia siguen abandonando sus tierras ya que son desplazados por la fuerza de sus hogares, satisfaciendo el apetito voraz de corporaciones multinacionales extranjeras (principalmente de Estados Unidos) para el territorio colombiano, a la vez que se arraiga el programa económico neoliberal en la sociedad colombiana.” (42)
En 2001, los paramilitares fueron responsables de la mitad de los desplazamientos forzados en Colombia. Los grupos de guerrilla causaron 20% de los casos, y tanto los paramilitares como la guerrilla, otro 22%. (43) “Los grupos paramilitares no sólo tienen la mayor parte de la responsabilidad, sino que también son más eficaces en la instigación de desplazamiento.” (44)
En Colombia, la paramilitarización es también beneficiosa para las empresas transnacionales que desean disuadir a la organización sindical: “Como parte del prolongado apoyo para la campaña de contrainsurgencia, la violencia paramilitar-estatal mantienen como objetivo sistemático a los grupos civiles, tales como las organizaciones sindicales, que se consideran una amenaza para la política económica y la ‘estabilidad’ que favorezca el desarrollo neoliberal de Colombia. Esto ha convertido a Colombia en un lugar atractivo para la inversión extranjera, pues las malas condiciones laborales y los bajos salarios mantienen altos los índices de ganancia.” (45)
Los bien documentados casos de la bananera Chiquita Brands, la minera Drummond, y el gigante del petróleo BP, han examinado vínculos entre grupos paramilitares y empresas transnacionales de Estados Unidos. (46) En marzo de 2007 en una corte de  Washington, DC, representantes de Chiquita Brands se declararon culpables por haber efectuado pagos al grupo paramilitar Autodefensas Unidas de Colombia (AUC). (47)
“Chiquita realizó más de 100 pagos a las AUC con un valor de más de $ 1.7 millones,” según el Departamento de Justicia de EE.UU. “Chiquita Brands pagó dinero manchado de sangre a los terroristas como Carlos Castaño para proteger sus propios intereses financieros,” según la firma de abogados que representa a las víctimas.
La experiencia (hasta ahora)
La colusión directa entre las transnacionales estadounidenses y los grupos paramilitares es en general difícil de probar, y cuando las pruebas surgen es probable que no se descubran rápidamente.
Pero ya sabemos que a un grupo de compañías de Texas se les acusa de complicidad con los Zetas para importar ilegalmente combustibles robados. (48) (Los Zetas son el brazo armado del Cártel del Golfo, que opera en el noreste de México. Los dos grupos se dividieron en 2010, y desde entonces los Zetas se han convertido esencialmente en un grupo narco-paramilitar, a pesar de que en los medios de comunicación se refiere a ellos como un cártel de drogas.)
“Los Zetas son una fuerza paramilitar,” el Dr. William Robinson, autor de Una teoría del capitalismo global, me dijo en una entrevista realizada el verano pasado. “Básicamente se trata de la creación del paramilitarismo junto con la militarización formal, lo cual es un modelo colombiano.”
Los Zetas están activos en varias partes de México, particularmente Tamaulipas, Nuevo León y Veracruz, y también tienen la culpa por las masacres en el estado mexicano de Jalisco y en el Petén, Guatemala. Aunque no son el único grupo paramilitar en México, son el grupo que sin duda recibe la mayoría de la atención por parte de los medios de comunicación.
“Hay que tener en cuenta que Santos, el Presidente colombiano, al igual que [el presidente guatemalteco Otto] Pérez Molina, quiere ampliar el Plan Colombia, que no sólo significa el fortalecimiento de la lucha contra el narcotráfico, sino también en realidad significa convertirlo en una forma de paramilitarismo a fin de generar un nuevo tipo de contrainsurgencia, no en contra de los movimientos sociales, sino en contra de las comunidades indígenas,” dijo Máximo Ba Tiul, un analista Maya Poqomchi y profesor radicado en Guatemala.
Si bien existe una vacilación por parte de los periodistas para vincular la cobertura de la “guerra contra las drogas” con las luchas en torno a los recursos naturales, hay una creciente lista de lugares donde este tema – y las lecciones de la guerra de EE.UU. en Colombia – se pueda explorar.
• Los residentes de Ciudad Mier, una pequeña comunidad en Tamaulipas, salieron en masa a causa de la violencia paramilitar. La ciudad se encuentra en lo alto del campo de gas más grande de México, al igual que una gran parte del violento estado.
• En el Valle de Juárez, considerado el lugar más peligroso en México, los asesinatos y las amenazas han obligado a muchos a abandonar el lugar. A la vez, se está construyendo un nuevo cruce fronterizo entre los EE.UU. y México.
• En Santa María Ostula, una pequeña comunidad indígena nahuatl en la costa de México, por lo menos 28 personas han sido asesinados (y otros cuatro han desaparecido) por la violencia paramilitar y estatal desde 2009. Estratégicamente ubicado, su territorio se encuentra en una zona rica en minerales.
• En la Sierra Madre en el norte de México, las empresas mineras canadienses operan en áreas en las que incluso funcionarios del gobierno temen entrar a causa de la presencia de narcotraficantes armados.
• En el Petén, Guatemala, debido a la presencia de los Zetas los funcionarios del gobierno militarizaron la zona y declararon un estado de sitio de ocho meses que concluirá a principios de 2012. Anuncios recientes indican que una nueva fiebre del petróleo está teniendo lugar en la misma región.
La paramilitarización también puede afectar a los capitalistas locales, regionales e incluso nacionales relacionados con la economía nacional, obligándoles a cerrar sus tiendas y negocios. Esto, a su vez, abre el espacio para que las empresas transnacionales y los inversionistas obtengan acceso a los sectores de la economía anteriormente dominada por los capitalistas locales.
“Las empresas mayormente afectadas por la violencia son las más pequeñas y aquellas ubicadas en los estados del norte de México,” escribe Guadalupe Correa Cabrera, un profesor de la Universidad de Texas en Brownsville. “La inseguridad perjudica en mayor medida a pequeños y medianos productores, empresarios y comerciantes debido a que el crimen organizado “tiene más facilidad de penetración con ellos, que con los directivos de empresas grandes los cuales, en muchos casos, operan desde fuera del país” (49).
De acuerdo con la Coparmex, una asociación empresarial mexicana, 160,000 empresas cerraron debido a la inseguridad durante el 2011. (50) “Hay una reconversión de la economía que tiene lugar a nivel nacional que está favoreciendo a [las grandes empresas], y está haciendo que [los mexicanos] sean conviertidos en empleados en lugar de ser empresarios,” dijo Correa Cabrera durante una presentación en Baja California Sur en febrero.
Los precedentes en Colombia y los actuales acontecimientos en otros lugares sugieren posibles áreas para la profundización de la investigación con el fin de determinar mejor en qué medida México y Centroamerica están siendo sometidas a un modelo en el cual, como informan David Maher y Andrew Thomson, el terror paramilitar “…siga teniendo un papel decisivo en la creación y el mantenimiento de las condiciones propicias para la expansión del programa neoliberal, tales como los bajos costos laborales y el acceso a la tierra…”(51)
El aumento de estudio e investigación de las nuevas políticas económicas alentadas por las políticas antinarcóticos de los Estados Unidos podría ayudar a revelar la magnitud de la transformación económica que se ha iniciado en México y Centroamérica.
Las elecciones en México no prometen alivio del horror y la violencia de la guerra, que lo más probable continuará durante al menos otros seis años. “Todos los aspirantes a la presidencia propondrán continuar o intensificar la guerra contra los mafiosos,” según un artículo recién publicado en The Economist (52).
Sin una mejor comprensión, las discusiones sobre la guerra en México podrían permanecer restringidas dentro de la retórica de la prohibición de las drogas frente a su liberalización. Este tipo de debate es totalmente erróneo como medio para denunciar y movilizar resistencia a la “guerra contra las drogas,” que se trata de implementar mayor control social y territorial sobre las tierras y las personas, en el interés de la expansión capitalista.
Dawn Paley es periodista independiente y co-fundadora de la cooperativa de medios de Vancouver, Canadá. Su twitter es @dawn_. Este articulo fue escrito en inglés y publicado en su version original por Against the Current.

Notas
1. La Jornada. “‘Fracaso de Lucha antinarco es intencional”, asegura Chomsky. “13 mayo 2012. Consultado el 14 de mayo 2012 a partir de: http://www.diario.com.mx/notas.php?f=2012/05/13&id=31c61357e326f44eaad52d40dac06e74.

2. Barry, Tom. Zapata’s Revenge. South End Press, 1995. pp 43.

3. Teichman, Judith. Privatization and political change in Mexico. Pittsburgh: University of Pittsburgh, Biblioteca Digital de Investigación. 12/22/2009. Consultado el 10 de marzo 2012 a partirhttp://digital.library.pitt.edu/cgi-bin/t/text/text-idx?idno=31735055592376; vista = toc, c = pittpress.

4. Sánchez González, Manuel. “Economía Mexicana: Una mirada de Largo Plazo”. Banco de México. 08 de marzo 2012. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de: pág. 24.

5. Petro Strategies Inc. “World’s Largest Oil and Gas Companies.” Consultado el 10 de mayo 2012 a partir de:http://www.petrostrategies.org/Links/worlds_largest_oil_and_gas_companies.htm.

6. Robert J. Bunker (2011): “Grand strategic overview: epochal change and new realities for the United States.” Small Wars & Insurgencies, 22:05, 736.

7. Chomsky, Noam. “Plan Colombia”. Extraído de Rogue States. Consultado el 17 de marzo 2012 a partir de: http://www.chomsky.info/books/roguestates08.htm.

8. Just the Facts. “Grant Aid to Colombia through International Narcotics Control and Law Enforcement. Obtenido el 17 de marzo 2012 a partir de: OFICINA de asuntos Internacionales de Narcóticos y Asuntos de Orden Público. “2012 INCSR: Country Reports – Colombia.” 07 de marzo 2012. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de:http://www.state.gov/j/inl/rls/nrcrpt/2012/vol1/184098.htm # Colombia.

9. United States Government Accountability Office. “ PLAN COLOMBIA: Drug Reduction Goals Were Not Fully Met, but Security Has Improved; US Agencies Need More Detailed Plans for Reducing Assistance.” Octubre de 2008. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://www.gao.gov/new.items/d0971.pdf p. 17.

10.  United States Government Accountability Office. “PLAN COLOMBIA: Drug Reduction Goals Were Not Fully Met, but Security Has Improved; US Agencies Need More Detailed Plans for Reducing Assistance.” Octubre de 2008. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://www.gao.gov/new.items/d0971.pdf p. 90.

11. United States General Accounting Office. “DRUG CONTROL: US Counternarcotics Efforts in Colombia Face Continuing Challenges.” Febrero de 1998. Consultado el 13 de marzo 2012 a partir de: http://www.gao.gov/archive/1998/ns98060.pdf p. 6.

12. United States General Accounting Office. “DRUG CONTROL: US Counternarcotics Efforts in Colombia Face Continuing Challenges.” Febrero de 1998. Consultado el 13 de marzo 2012 a partir de: http://www.gao.gov/archive/1998/ns98060.pdf p. 28.

13. Departamento Nacional de Planeación de Colombia, Departamento de Seguridad y Justicia de Colombia. “Plan Colombia Progress Report, 1999-2005.” Septiembre de 2006. Consultado el 07 de abril 2012 a partir de: (Pp 9).

14. Banco de la República. “FLUJO DE Inversión Extranjera Directa (IED) EN COLOMBIA – BALANZA DE PAGOS.” 2011. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de:http://www.banrep.gov.co/economia/flujos/C2Flujo_Paises_2007.xls.

15. Gordon, Julie. “PDAC-Colombia to award mining concessions gradually.” Reuters. 05 de marzo 2012. Consultado el 17 de marzo 2012 a partir de:http://www.reuters.com/article/2012/03/05/canada-mining-pdac-colombia-idUSL2E8E57EP20120305.

16. Banco de la República. “Flujos Inversión Extranjera DIRECTA EN COLOMBIA SEGUN LA ACTIVIDAD ECONOMICA – BALANZA DE PAGOS.” 2011. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de: http://www.banrep.gov.co/economia/flujos/C1flujoinv.xls. The Economist. “Gushers y armas”. The Economist. 17 de marzo 2012. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de:http://www.economist.com/node/21550304.

17. Ecopetrol. “Perspectiva histórica” Obtenido 14 de mayo 2012 a partir de: http://www.ecopetrol.com.co/contenido.aspx?catID=32&conID=36271.

18. Banco de la República. “Flujos Inversión Extranjera DE DIRECTA EN COLOMBIA SEGUN ACTIVIDAD ECONOMICA – BALANZA DE PAGOS.” 2011. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de: http://www.banrep.gov.co/economia/flujos/C1flujoinv.xls.

19. United States Government Accountability Office. “ PLAN COLOMBIA: Drug Reduction Goals Were Not Fully Met, but Security Has Improved; US Agencies Need More Detailed Plans for Reducing Assistance.” Octubre de 2008. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://www.gao.gov/new.items/d0971.pdf p. 101.

20. DeShazo, Peter et. Al.  “Back from the Brink evaluating Progress in Colombia, 1999–2007.” Noviembre, 2007. Consultado el 11 de marzo 2012 a partir de:http://csis.org/files/media/csis/pubs/071112-backfromthebrink-web.pdf.

21. Banco de la República. “FLUJO DE Inversión Extranjera Directa (IED) EN COLOMBIA – BALANZA DE PAGOS.” 2011. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de:http://www.banrep.gov.co/economia/flujos/C2Flujo_Paises_2007.xls.

22. Department of the Army. “Counterinsurgency.” FM 24.3, MCWP 3-33.5. Diciembre, 2006. Consultado el 11 de mayo 2012 a partir de: http://www.fas.org/irp/doddir/army/fm3-24.pdf (pág. 1-28).

23. Ford, Jess T. “DRUG CONTROL: International programs face significant challenges reducing the supply of illegal drugs but support broad US foreign policy objectives.” Testimony Before the Subcommittee on Domestic Policy, Committee on Oversight and Government Reform, House of Representatives. 21 de julio 2012. Consultado el 11 de marzo 2012 a partir de:http://www.gao.gov/products/GAO-10-921T.

24. Delgado-Ramos, Gian Carlo, Romano, Silvina María  “Political-Economic Factors in U.S. Foreign Policy: The Colombia Plan, the Mérida Initiative, and the Obama Administration” 2011 38: 93 Perspectivas de América Latina. pp 94.

25. Embajada de EE.UU. en México.  “Ambassador’s Private Dinner With President-elect Calderon.” 29 de septiembre de 2006. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de:http://cablegatesearch.net/cable.php?id=06MEXICO5607#para-4964.

26. Embajada de EE.UU. en México. “Ambassador’s Private Dinner With President-elect Calderon.”  29 de septiembre de 2006. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: #http://cablegatesearch.net/cable.php?id=06MEXICO5607 párrafo-4964-1.

27. Seelke, Clara R. “Mérida Initiative for Mexico and Central America: Funding and Policy Issue.” Congressional Research Service.” Congressional Research Service. 19 de abril 2010. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://fpc.state.gov/documents/organization/141560.pdf.

28. “La crisis de la droga hacia los Estados Unidos sigue siendo una amenaza significativa para la seguridad nacional”, reza el primer Congreso en la búsqueda de la Iniciativa Mérida.110th Congress (2007-2008). “Merida Initiative to Combat Illicit Narcotics and Reduce Organized Crime Authorization Act of 2008 (Referred in Senate – RFS).” H.R.6028. SEC. 101. FINDINGS. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://www.gpo.gov/fdsys/pkg/BILLS-110hr6028rfs/pdf/BILLS-110hr6028rfs.pdf.

29. Clinton, Hillary R. “Remarks at the Central American Security Conference (SICA).” 22 de junio de 2011. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://www.state.gov/secretary/rm/2011/06/166733.htm.

30. Voz de América. “Merida’s New Direction” 3 de marzo de 2012. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://www.voanews.com/policy/editorials/MERIDAS-NEW-DIRECTION-141416863.html (Esto representa una capacidad mucho mejor por parte de los EE.UU. obtener fondos mexicanos en comparación con el compromiso de Colombia bajo el Plan Colombia, que estaba más cerca de 2 a 1). Ver: Departamento Nacional de Planeación de Colombia, Departamento de Seguridad y Justicia de Colombia, pp 9.

31. Seelke, Clara R.  “Mérida Initiative for Mexico and Central America: Funding and Policy Issue.” Congressional Research Service. 19 de abril 2010. Consultado el 09 de marzo 2012 a partir de: http://fpc.state.gov/documents/organization/141560.pdf p. 2.

32. Misión de la USAID a México. “Competitiveness program – 2nd quarter FY 2010.” (Enero-marzo 2010). Consultado el 11 de mayo 2012 a partir de:http://pdf.usaid.gov/pdf_docs/PDACR720.pdf.

33. Lara Monroy, Magdalena, Ed. “ACCIONES CRUCIALES en Competencia y Regulación”. Centro de Investigación Para El Desarrollo, AC 2011. Consultado el 12 de mayo 2012 a partir de:http://accionescruciales.cidac.org/documentos/acciones.pdf.

34. Férnandez, Diana. “PEMEX can be more competitive.” 2 de abril de 2012. Consultado el 14 de mayo 2012 a partir de: http://eng.fundsamericas.com/news/business/8845/PEMEX-can-be-more-competitive.

35. Sánchez González, Manuel. “Economía Mexicana: Una mirada de Largo Plazo”. Banco de México. 08 de marzo 2012. Consultado el 20 de marzo 2012 a partir de: pág. 22.

36. Lange, Jason.  “Mexico sees 2010 FDI bouncing back.” Reuters. Consultado el 14 de mayo 2012 a partir de: http://www.reuters.com/article/2010/05/04/us-latam-summit-mexico-investment-idUSTRE64351D20100504.

37. COMISIÓN NACIONAL de Inversiones Extranjeras. “Informe Estadístico Sobre el COMPORTAMIENTO de la Inversión Extranjera DIRECTA EN MÉXICO.” (Enero-diciembre de 2011). Consultado el 14 de mayo 2012 a partir de: http://www.economia.gob.mx/files/comunidad_negocios/comision_nacional/Informe_2011_IV.pdf.

38. Bloomberg. “Mexico’s Ferrari on Foreign Investment, Economy.” 22 de agosto de 2011. Consultado el 13 de marzo 2012 a partir de: http://www.bloomberg.com/video/74229052/ (19:45 – sus comentarios fueron hechos en Inglés.)

39. Engardio, P. Smith, G. “The Other Mexico: A Wave of Investment.” Businessweek. 09 de abril 2009. Consultado el 19 de marzo 2012 a partir de:http://www.businessweek.com/magazine/content/09_16/b4127034232864.htm.

40. Smith, G.  “Doing Business in Harm’s Way.” Businessweek. 09 de abril 2009. Consultado el 19 de marzo 2012 a partirhttp://www.businessweek.com/magazine/content/09_16/b4127034241721.htm.

41. Citado en: Duff, Devon, Rygler, Jen. “Drug Trafficking, Violence and Mexico’s Economic Future.” Knowledge @ Wharton. 26 de enero 2011. Consultado el 07 de abril 2012 a partir de:http://knowledge.wharton.upenn.edu/article.cfm?articleid=2695.

42. Maher, David Thomson, Andrew.  “The terror that underpins the ‘peace’: the political economy of Colombia’s paramilitary demobilisation process.” Estudios Críticos sobre el terrorismo, 4:1. (2011). pp 96.

43. Ibánez, A., Vélez, C. “Civil Conflict and Forced Migration: The Micro Determinants and Welfare Losses of Displacement in Colombia.”, World Development, vol. 36, N º 4, 2008. pp 661.

44. Ibánez, A., Vélez, C“Civil Conflict and Forced Migration: The Micro Determinants and Welfare Losses of Displacement in Colombia.”, World Development, vol. 36, N º 4, 2008. pp 661.

45. Maher, David Thomson, Andrew. “The terror that underpins the ‘peace’: the political economy of Colombia’s paramilitary demobilisation process.” Estudios Críticos sobre el terrorismo, 4:1. (2011). pp 96.

46. National Security Archive. “The Chiquita Papers.” 7 de abril de 2011. Consultado el 14 de mayo 2012 en: http://www.gwu.edu/ ~ nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB340/index.htm.

47.  U.S. Department of Justice. “Chiquita Brands International Pleads Guilty to Making Payments to a Designated Terrorist Organization And Agrees to Pay $25 Million Fine.” Marzo 19, 2007. Consultado el 04 de junio 2012 a partir de: http://www.justice.gov/opa/pr/2007/March/07_nsd_161.html.

48. Paley, Dawn. “Gulf of Mexico Agreement: Increased Oil Cooperation in a Time of War.” Upside Down World. 25 de febrero 2012. Consultado el 14 de mayo 2012

49. Correa Cabrera, Guadalupe. “Flujos de Inversión, Desarrollo Empresarial y Seguridad en México: Las Empresas Mexicanas y Extranjeras en la ONU Entorno Violento.” 1er Congreso Internacional: Gestión y Administración Empresarial Para El Siglo 21. Febrero de 2012. P. 18-19

50. Desigaud, A. “No Más Retórica: Soluciones concretas un Inseguridad-la.” Señal Coparmex 120. 03 de abril 2012. Consultado el 08 de abril 2012 a partir de:http://www.coparmex.org.mx/upload/SC_0120_AED_Inseguridad_al_alza.doc.

51. Maher, David Thomson, Andrew.  “The terror that underpins the ‘peace’: the political economy of Colombia’s paramilitary demobilisation process.”  Estudios Críticos sobre el terrorismo, 4:1. (2011). pp 103.

52. The Economist.  “Mexico’s Drug War: Storm Clouds with Silver Linings.” The Economist. 19 de mayo 2012. Consultado el 15 de junio 2012 a partir de:http://www.economist.com/node/21555593.

Fuente: http://dawnpaley.ca/2012/08/20/el-capitalismo-narco/#more-598

Israel irá construir 3 mil casas em colônias em resposta à votação da ONU, diz jornal 01/12/2012

Novos assentamentos estariam previstos para Jerusalém Oriental e Cisjordânia, quebrando acordo prévio com os EUA

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu construirá três mil unidades de habitação nos territórios ocupados da Cisjordânia e em Jerusalém oriental. A ação seria uma resposta à votação realizada na ONU (Organização das Nações Unidas) nesta sexta-feira (31/11) que elevou a Palestina a estado observador não-membro na entidade, informa o jornal israelense Haaretz, citando uma fonte diplomática.

De acordo com o diário, se o projeto for levado adiante, ele irá contrariar compromissos assumidos com a administração do presidente norte-americano, Barack Obama, de não construir novos assentamentos na chamada área E1, próxima a Jerusalém.

Essa zona liga a capital com o assentamento de Ma’aleh Adumim, que conta com 34 mil habitantes. Caso esse plano seja colocado em prática, essas construções iriam interromper a continuidade territorial entre o norte e o sul da Cisjordânia, comprometendo o funcionamento de um futuro estado palestino.

Wikimedia Commons

Plano de expansão do assentamento de Ma'ale Adumim, congelado desde 2009

No início de seu mandato, em 2009, Netanyahu teria se comprometido com os EUA, seu principal aliado e que tenta se impor no papel de mediador no conflito, de que não iria realizar construções naquela área. Esse acordo já havia sido firmado com seus dois antecessores, Ehud Omert e Ariel Sharon.

Segundo disse a fonte diplomática ao Haaretz, as construções seriam realizadas de acordo com os “interesses estratégicos” de Israel. Outras medidas de retaliação também estão sendo consideradas.

ONU

Ontem, dos Estados membros com direito a voto no plenário, 138 concordaram com a proposta de dar à Palestina o status de Estado observador e apenas nove foram contrários à decisão (EUA, Israel, Canadá, República Tcheca, Palau, Nauru, Micronésia, Ilhas Marshall e Panamá). Outros 41 países se abstiveram.

Depois da votação, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que após um dia que qualificou de "histórico" é "urgente" que palestinos e israelenses retomem "negociações" diretas. "Acho que os palestinos têm seu legítimo direito a ter seu próprio Estado independente e Israel tem direito a viver com segurança dentro de suas fronteiras", ressaltou Ban, que reiterou que "não pode haver substitutos às negociações diretas".

Os EUA, por sua vez, criticaram o novo status concedido à Palestina. "É uma resolução infeliz e por isso votamos contra", afirmou a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Susan Rice, que classificou a decisão de "contraproducente".

No discurso que precedeu o pleito, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, afirmou que a Palestina "acredita na paz" e que a comunidade internacional está diante da "última oportunidade" para a solução dos conflitos entre os dois Estados.

Dilma destina 100% dos royalties futuros para a educação 01/12/2012


A presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso que diminuía a parcela de royalties destinada aos estados e municípios produtores de petróleo. Ela também decidiu que 100% dos royalties provenientes dos contratos futuros de exploração de petróleo serão investidos em educação. Uma medida provisória com as mudanças será enviada ao Congresso na próxima semana.


O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Minas e Energia, Edison Lobão; e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Mercadante explicou que, além de 100% dos royalties futuros, 50% dos rendimentos do Fundo Social também serão voltados para a educação. Segundo ele, o objetivo é deixar um legado para as gerações futuras.

“Só a educação vai fazer do Brasil uma nação desenvolvida, ela é o alicerce do desenvolvimento e se o pré-sal e petróleo são o passaporte para o futuro, não há futuro melhor do que investir na educação dos nossos filhos, dos nossos netos, do conjunto do povo brasileiro”, disse o ministro.

A ministra Gleisi Hoffmann explicou que os vetos preservam os contratos firmados e mantêm a atual distribuição dos recursos provenientes do petróleo. Segundo ela, os vetos tiveram como diretriz o respeito à Constituição e aos contratos estabelecidos.

“O veto ao artigo 3º resguarda exatamente os contratos estabelecidos e também tem o objetivo de fazer a readequação, ou seja, a correção da distribuição dos percentuais dos royalties ao longo do tempo (…) quanto às demais intervenções na lei, a presidenta procurou conservar em sua grande maioria as deliberações do Congresso Nacional, garantindo, contudo, a distribuição de recursos para a educação brasileira”, afirmou.

Fonte: Blog do Planalto