segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Terroristas ativos hoje na Síria, por nacionalidade 30/09/2013

Syria: nationalities of militants

http://www.almanar.com.lb/english/adetails.php?eid=112638&cid=31&fromval=1&frid=31&seccatid=91&s1=1)%20[NTs]

Putin ganhou a Síria. Obama muda-se para o Irã 30/09/2013


M K Bhadrakumar, Asia Times Online
Tradução: Vila Vudu
A euforia em torno da aprovação da resolução sobre as armas químicas sírias no Conselho de Segurança da ONU na 6ª-feira está em todas as manchetes, mas permanece no ar um pressentimento obscuro, que ameaça estragar a festa.
Sim, é verdade que, depois de um longo e tormentoso intervalo, quando nada parecia ir bem entre eles, os EUA e a Rússia concordaram, afinal, em torno de alguma coisa. Merece celebração. Mas em seguida começam a emergir indícios de que nem tudo é um mar de rosas entre os dois ministros de Relações Exteriores, John Kerry e Sergey Lavrov, e que houve momentos tensos. O déficit de confiança é palpável.
Passo potencialmente significativo
Não há dúvidas de que há no ar muita irritabilidade impaciente. O presidente Barack Obama não voltou a dizer palavra ao presidente Vladimir Putin da Rússia, depois da conversa de 20 minutos durante a reunião do G-20 em São Petersburgo, há quase um mês.
Na fala do sábado, Obama soou estranhamento modesto. Faltava eloquência. O que ele compreendera da resolução teve de ser explicado por Lavrov, no dia seguinte, falando à televisão estatal russa.
Obama entendera que a resolução “é legalmente vinculante, será aplicável e fiscalizável e haverá consequências para a Síria se não cumprir o que foi acordado” e, por isso entendera que a resolução “vai além, de fato, do que se poderia obter mediante ação militar.”
Obama disse que a resolução é “endosso explícito” do processo de Genebra sobre a Síria. E que estava “muito esperançoso” quanto às possibilidades. Mas, imediatamente, se manifestou preocupado com “se a Síria cumprirá todos os compromissos” e reconheceu “preocupações legítimas” com a implementação da resolução em condições de guerra civil.
Mas, tudo considerado, Obama cautelosamente avalia que a resolução do Conselho de Segurança “representa passo potencialmente significativo”. Mas estava ali, potencialmente inaudível, o seu suspiro de alívio por não ser necessária qualquer ação militar contra a Síria – pelo menos por hora. 
A reticência de Obama contrasta com o tom triunfalista com que Lavrov anunciou a resolução como vitória da diplomacia russa, e que “não foi fácil”. Lavrov listou os ganhos:
– a Rússia garantiu que os especialistas da Organização para Proibição de Armas Químicas continuem a ser os principais atores na implementação da resolução, não o Conselho de Segurança da ONU.
– A Rússia “alcançou seu objetivo” de assegurar que não restem “pretextos ou acrobacias” que levem ao uso da força, considerando a experiência líbia e as “capacidades de nossos parceiros para interpretar resoluções do Conselho de Segurança da ONU.”
– Qualquer ataque militar contra a Síria, no âmbito da resolução “está fora de questão”.
– Enquanto Obama põe o ônus da implantação da resolução sobre os ombros do presidente Bashar Al-Assad e seu governo, Lavrov chama a atenção para a responsabilidade que cabe aos mentores e patrocinadores dos ‘rebeldes’ sírios, para garantir que seus “prepostos adotados” não cometam atos de provocação.
Lavrov tem todos os motivos para estar satisfeito por Moscou ter negociado uma solução ótima. O que realmente conta é que a resolução não contém nenhum mecanismo que permita sanções contra a Síria no caso de não cumprimento; nem, tampouco, admite qualquer ação militar por potências estrangeiras.
A Rússia também bloqueou qualquer tipo de condenação ao regime Assad por pressuposto uso de armas químicas. De fato, os norte-americanos aceitaram tacitamente uma versão muito diluída da sua doutrina de “linha vermelha” autoproclamada, dado que a resolução distribui o ônus entre os dois lados, regime e ‘rebeldes’.
Não nos enganemos
Lavrov passou por cima das condições de guerra civil que imperam na Síria e, de fato, a principal lacuna da resolução, avaliada hoje, é não incluir um mapa do caminho para um cessar-fogo.
A probabilidade de a implantação do acordo começar a encontrar dificuldades dentro de poucos meses é terrivelmente alta. Se acontecer, a possibilidade de o Conselho de Segurança aprovar uma segunda resolução nos termos do Cap. 7º da Carta da ONU [que autorize o uso de força militar] é muito remota, dada a tensão que, hoje, ainda persiste entre EUA e Rússia.
Dito em termos claros: a cooperação do regime sírio é absoluta e completamente voluntária. Mas deve-se ter em conta que a resolução priva o regime sírio de vários bilhões de dólares em equipamento militar, que tem sido fator de contenção estratégica de qualquer agressão externa.
No clima dominante entre os protagonistas na guerra civil, engajados em combate mortal e procurando vitória completa, o regime sírio não pode ser dito culpado se decidir conservar , para alguma emergência, uma parte de seus arsenais químicos. Talvez 10% dos arsenais, como disse Henry Kissinger; talvez mais, ou menos. Mas a alta probabilidade de que o faça já está sendo abertamente discutida.
O presidente da Turquia Abdullah Gul foi franco na entrevista que deu à CNN no fim de semana, alertando que “não nos enganemos” com a ideia de que Assad cumprirá o acordo sem a ameaça de força militar. Disse que “se vai haver limpeza real, será maravilhoso. Será bom para todos. Mas se só se vai dar algum tempo, de modo que no fim ainda haja armas químicas [na Síria], nesse caso será perda de tempo.”
Gul é uma das vozes mais moderadas nessa parte do mundo. Mas, vindas de um país envolvido até o pescoço na guerra civil síria, suas palavras não trazem bons augúrios.
De fato, a atitude dos grupos da oposição síria – e, mais importante, dos estados regionais que os patrocinam – é fator altamente crítico.[1] Interessante: ninguém celebrou em Ancara, Amã, Doha ou Riad, a aprovação da resolução do Conselho de Segurança sobre a Síria.
Essas capitais regionais, que participam do jogo pelo poder na Síria, jamais se sentiram confortáveis ante a evidência de que a agenda de mudança de regime tivesse sido superada pela iniciativa da entrega das armas químicas.
Quanto aos  grupos da oposição, o quadro é ainda mais desalentador. Estão irrecuperavelmente divididos e cada dia mais furiosamente empenhados em lutar uns contra os outros; mas a única coisa que os une é a rejeição, de todos os grupos, à iniciativa das armas químicas.
O general Salim Idris, líder relativamente moderado do Conselho Militar, que, pelo menos em tese supervisiona o Exército Sírio Livre, disse claramente que “[a iniciativa das armas químicas] não nos interessa”. É trabalho de Washington trazer para bordo a turma de Idris. Mas, como até um comentarista da Radio Free Europe/Radio Liberty já admitiu,
“Com a oposição tão negativa, ainda falta quantidade enorme de diplomacia para garantir que os grupos ‘rebeldes’ não concluam que seria de seu máximo interesse sabotar todo o acordo, na esperança de obter uma intervenção militar ocidental que os ajude. Mas é trabalho diplomático complicado, porque os grupos de oposição que mais crescem na Síria hoje, são os islamistas, que não têm nenhum ou quase nenhum laço que os aproxime dos interesses das potências ocidentais.”
No que tenha a ver com grupos fundamentalistas linha-duríssima, a situação é realmente apavorante. Semana passada, 13 das principais facções ‘rebeldes’ anunciaram que rejeitam a liderança da oposição no exílio apoiada pelo ocidente; anunciaram simultaneamente a formação de uma “Aliança Islâmica”.
Estima-se que esses 13 grupos controlem dezenas de milhares de militantes [o presidente Bashar al-Assad tem dito “terroristas”] e, como a Radio Free Europe/Radio Liberty observou, “se a Aliança Islâmica se fixar, pode significar que as potências ocidentais não terão influência alguma sobre o que aconteça no solo em grande parte do norte e em partes de Homs e Damasco”.
Tudo isso considerado, se os grupos fundamentalistas entenderem que têm interesse estratégico em capturar os arsenais químicos ou em sabotar, seja como for, a implantação da resolução do Conselho de Segurança, os EUA e seus aliados ocidentais (e Israel) serão arrastados para o conflito. Os mais cínicos podem até dizer que esse horror potencial seria o álibi perfeito para uma intervenção militar ocidental – com ou sem uma segunda resolução do CS-ONU.
Uma pirueta diplomática
Um ponto no qual o cálculo dos russos pode não dar certo está na confiança que Moscou tem em seu poder de veto no Conselho de Segurança. Mas de fato, hoje, alastra-se a indignação contra as credenciais dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (P5) – EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China. Esse foi tema recorrente nos discursos de inúmeros presidentes na Assembleia Geral da ONU, que está em andamento. Nas palavras de John Key, primeiro-ministro da Nova Zelândia,
“Parece que vivemos segundo uma prática pela qual os membros permanentes podem não apenas bloquear ações, pelo veto. Eles também parecem ter acesso privilegiado a informações e podem impedir que o Conselho se reúna, nos casos em que isso interesse aos seus objetivos coletivos.”
Key disse à imprensa que o funcionamento do Conselho de Segurança é tão completa farsa, que os diplomatas apressam-se para por fim às discussões e ‘concluir’, para que todos possam correr ao Twitter para divulgar a ‘notícia’, antes, até, de informar os membros não permanentes do Conselho de Segurança.
Em resumo, a incrível pirueta diplomática que Rússia e EUA conseguiram executar no caso da Síria, em larga medida criou meios para que as duas superpotências saíssem de uma situação complicada. Os EUA livraram-se de ter de usar força militar (que, provavelmente, jamais seria sua escolha), e a Rússia saiu da posição de “Mr. Não”, aos olhos do ocidente). De fato, foi um casamento de conveniência, que resultou na resolução do Conselho de Segurança.
Mas não teria a Rússia assumido responsabilidade desproporcional, para criar o ‘rebento’? Considere-se o seguinte.
Obama, hoje, está claramente se acomodando na poltrona de trás, no que tenha a ver com a Síria, e concentra-se na questão do Irã, carregada de consequências profundas, diretas e de longo prazo para interesses vitais dos EUA e para as preocupações núcleo dos EUA e de seus aliados no ocidente e no Oriente Médio – o que a Síria nunca foi nem pode ser.
Assim sendo, restou à Rússia administrar a lata de minhocas? Difícil dizer, mas, sim, o perigo existe e está aí, bem visível.
Por outro lado, os EUA cederam aos russos o lugar de destaque no Conselho de Segurança da ONU. À primeira vista, a possibilidade de um ataque militar dos EUA à Síria está desaparecendo tão depressa e para tão longe, no fundo da cena, que já nem se pode dizer que ainda exista, como preocupação séria, na zona de consideração do pensamento de Obama.
Tudo faz crer que a diplomacia russa alcançou um sucesso extraordinário, que, seja lá como for, é o que transparece para a opinião pública internacional e serve de cenário para uma espetacular “chegada” da Rússia, como potência global, ao cenário do Oriente Médio.
Mas, se se examina mais de perto, há o perigo de que os russos estejam pressionando demais adiante, com seus espetaculares sucessos diplomáticos na Síria nas últimas semanas, ao mesmo tempo em que marginalizam já a comunidade internacional e, sobretudo, a China, o melhor amigo dos russos. Isso, por um lado.
Por outro lado, funcionários russos já disseram que a Organização do Tratado Coletivo de Segurança [orig. Collective Treaty Security Organization (CSTO)] liderado por Moscou, deslocará forças para a Síria para garantir a segurança do pessoal técnico da Organização para a Proibição de Armas Químicas e para guardar os arsenais de armas químicas. Esse CSTO é uma folha de parreira: tudo isso será missão de um contingente militar russo. Ora! E se os ‘rebeldes’ sírios fizerem correr sangue russo em território sírio?
Países como Arábia Saudita e Qatar, patrocinadores e viabilizadores dos ‘rebeldes’ fundamentalistas, sobretudo dos combatentes salafistas, não estão gostando da ideia de haver russos armados se movimentando num gramado que o espião chefe da Arábia Saudita, o príncipe Bandar Sultan, fantasia como seu playground exclusivo.
O útero do tempo
Não que tenha sido alguma espécie de armadilha que Washington tivesse armado para o Kremlin. Mas às vezes acontece que o que parece empenho e decisão para fazer avançar algum projeto diplomático, cheio de boas intenções, resulte em consequências trágicas. O que se vê hoje, é que já e pelos próximos meses, a Rússia estará engalfinhada em combate contra a “jihad” na Síria. E Obama está mudando de assunto.
Depois de dar mão relativamente livre aos russos para que exercessem o privilégio de pôr os pés nos campos minados da Síria, Obama pode concentrar-se em front muito mais produtivo e que terá impacto maior e mais significativo sobre as políticas para o Oriente Médio, que o destino de Bashar Al-Assad: a normalização das relações entre EUA e Irã.
A rapidez com que Obama mudou-se, semana passada, para o Irã, é simplesmente inacreditável. Depois da fala de Obama na Assembleia Geral da ONU, John Kerry reuniu-se com seu equivalente iraniano, Mohammad Zarif. Parece que discutiram um cronograma de um ano, de um mapa do caminho para tirar do impasse a questão nuclear.
E enquanto Kerry-Zarif se encontravam, surgiu a excelente ideia de pôr Obama e Rouhani numa conversa por telefone. Aconteceu, é claro, casualmente, pouco antes de Rouhani embarcar para o longo voo até Teerã.
O que se sabe, do relato que Obama fez desse telefonema histórico, tanto quanto do relato de Rouhani é que a árvore das hostilidades entre EUA e Irã começa a despedir-se das agressivas folhas avermelhadas, como árvores no outono.
Rouhani recorreu ao Twitter, quando deixava o solo dos EUA, para relatar a conversa de 15 minutos com Obama. Eis o relato dele, pelo Twitter:
@BarackObama para @HassanRouhani: Meus respeitos ao senhor e ao povo do #Irã. Estou convencido de que as relações entre Irã e EUA afetarão enormemente a região. Se pudermos progredir na #questão nuclear, outras questões como a #Síria, com certeza serão afetadas positivamente. Faço votos de que o senhor faça boa viagem, em segurança, e peço desculpas pelo exasperante tráfego em #NYC.
@HassanRouhani para @BarackObama: Sobre a  #questão nuclear, com #vontade política há como resolver rapidamente o caso. Estamos esperançosos do que veremos do P5+1 [P5 plus Alemanha] e do seu governo em especial, nas próximas semanas e meses. Sou grato por sua #hospitalidade e pelo telefonema. Tenha um bom-dia, senhor presidente.

@BarackObama para @HassanRouhani: Obrigado. Khodahafez [literalmente, em persa, “Que Deus o acompanhe”].

Que ninguém se engane: Obama tem esperança de voltar à questão síria, no futuro – e de mãos dadas com Rouhani. Até lá, se tratará só – ou, bem, principalmente – do privilégio russo para administrar a lata de minhocas.
O fato de que Obama não cuidou de falar com Putin sobre a Síria durante um mês inteiro, desde o encontro em São Petersburgo, dias 5-6 de setembro, mas falou da Síria no primeiro momento de sua primeira conversa com Rouhani permite adivinhar o que se esconde no útero do tempo. Não apenas deixa ver a deriva das prioridades dos EUA: também revela a alquimia pobre das relações entre EUA e Rússia.
[1] Terroristas ativos hoje na Síria, por nacionalidade (Relatório de IHS Jane’s, 26/9/2013, Al-Manar, Líbano, com mapa, em
http://www.almanar.com.lb/english/adetails.php?eid=112638&cid=31&fromval=1&frid=31&seccatid=91&s1=1) [NTs].

Venezuela:Maduro ordena expulsão de diplomatas estadunidense 30/09/2013

Venezuela: Maduro ordena expulsão de diplomatas americanos


Leandra Felipe*
Correspondente da Agência Brasil/EBC
Bogotá – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (30) que vai expulsar três diplomatas dos Estados Unidos do país. Segundo ele, os funcionários da embaixada americana em Caracas, participaram de reuniões com a oposição no país para elaborar “planos de sabotagem energética e econômica.” “Yankees, go home [voltem para casa]”, disse.
Segundo ele, a decisão foi fruto de uma investigação detalhada. “Investigamos durante vários meses e detectamos que um grupo de funcionários da Embaixada dos Estados Unidos se reuniu com a extrema direita, para financiá-lo e apoiá-lo em ações de sabotagem elétrica e na área econômica do país. Tenho provas em minhas mãos”, declarou.
Ele disse que deu instruções à Chancelaria do país para notificar os diplomatas Elizabeth Hunderland, David Mutt e Kelly Keiderlinh, para que em 48 horas deixem a Venezuela e regressem aos Estados Unidos. “E não importa as ações que o governo americano adote como resposta”, ressaltou.
No começo de setembro, o país sofreu um apagão elétrico que atingiu 60% do território venezuelano. Dias depois o governo anunciou ter provas de que o sistema fora sabotado. Segundo Maduro, pela direita do país. Também há problemas inflacionários, com o câmbio paralelo que pressiona o bolívar, moeda venezuelana. Além da alta inflação e uma crise de abastecimento de produtos alimentícios e de higiene.
Além da expulsão dos diplomatas, Maduro também não participou da 68ª Assembleia das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada. Ele não compareceu à reunião em protesto, ao acusar o governo dos Estados Unidos de não ter concedido todos os vistos à sua equipe de trabalho. Outro motivo alegado pelo presidente venezuelano para não ir à ONU foi a negativa que o governo venezuelano recebeu para sobrevoar o espaço aéreo americano em uma viagem à China.
Maduro voltou a dizer que a Venezuela é vítima de um “complô nacional e internacional de desestabilização”. “Vivemos uma guerra, elétrica, econômica e psicológica que pretende acabar com a revolução bolivariana”, disse.
 

*Com informações da Tv Multiestatal Telesur
Edição: Aécio Amado

SABOTADOR DO MAIS MÉDICOS RENUNCIA EM MINAS 30/09/2013

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Presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, João Batista Soares, renuncia ao cargo, um dia antes do fim do mandato, para não ser notificado pela Justiça sobre a decisão que obriga a entidade a emitir  imediatamente todos os registros provisórios dos médicos estrangeiros que já haviam apresentado a documentação exigida pelo governo federal e que estivessem além do prazo de 15 dias de espera; em agosto, quando programa ganhava corpo e popularidade, Soares disse que orientaria seus médicos a não corrigirem supostos erros dos estrangeiros; "esse programa do governo federal é conversa e conversa não é superior à lei vigente no país", disse, à época

247 – Um dos maiores opositores do programa federal Mais Médicos, que chegou a dizer que orientaria os profissionais que estivessem sob sua orientação a não corrigir supostos erros dos médicos cubanos, o presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Soares, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (30). A renúncia é um protesto contra a decisão da Justiça Federal que obriga a entidade emitir registro a profissionais formados no exterior que atuam, no Estado, pelo programa Mais Médicos. A ação de Soares tem pouco efeito, uma vez que ele e toda a diretoria do conselho deixaram o cargo um dia antes do fim do mandato.
Em agosto, quando o programa começou a dar os primeiros passos, o presidente do CRM-MG já fazia críticas duras ao programa e anunciava a sabotagem. "Se ouvir dizer que existe um médico cubano atuando em Nova Lima, por exemplo, mando uma equipe do CRM-MG fiscalizar. Chegando lá, será verificado se ele tem o diploma revalidado no Brasil e a carteirinha do CRM-MG. Se não tiver, vamos à delegacia de polícia e o denunciamos por exercício ilegal da profissão, da mesma forma que fazemos com um charlatão ou com curandeiro", disse. "Nossa preocupação é com a qualidade desses médicos, que são bons apenas em medicina preventiva, não sabem tirar tomografia. Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos", afirmou.
O dirigente afirmou que não adiantará o médico comprovar ter sido contratado através de convênio entre Brasil e Cuba. "Esse programa do governo federal é conversa e conversa não é superior à lei vigente no país", disparou. "Não vou respeitar medida provisória, que é coisa da época da ditadura. Não entendo que MP revoga lei e vou me ater ao que a lei determina", acrescentou.
Mas o programa não foi só conversa, como minimizou Soares. Na última sexta-feira (27), a Justiça Federal determinou que o conselho fizesse a emissão imediata de todos os registros provisórios dos profissionais inscritos que já haviam apresentado a documentação exigida pelo governo federal e que estivessem além do prazo de 15 dias de espera. A decisão estabelece multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.
“Esta determinação fere meus princípios morais e éticos”, disse em entrevista ao G1. Segundo ele, antes que recebesse a notificação da decisão, renunciou ao cargo. “Antes de entregar [o documento], eu renunciei, ou seja, não recebi”, explicou. A notificação foi entregue a um advogado do CRM-MG.
"Aqueles que classificam minha atitude como "birra" não entendem a importância e o papel do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais no contexto da saúde da população e na defesa dos direitos dos médicos mineiros. Estou findando meu mandato de presidente com a marca da renúncia, o que muito contraria meus princípios éticos e democráticos. Sinto-me afrontado. Não posso descumprir decisão judicial, por isso renuncio ao meu cargo”, afirmou em nota.

MÍDIA ESCONDE DEVASSA EM ANDREA, O FAZ TUDO DO PSDB 30/09/2013

Escândalo! Governo está obrigando Petrobras a produzir petróleo! 30/09/2013

globpetro


30 de setembro de 2013 | 10:51
Ficamos sabendo, graças ao O Globo, que a “ingerência política” do Governo está obrigando a Petrobras a apressar a instalação de nove unidades de produção, vão representar um acréscimo de um milhão de barris de petróleo por dia de capacidade instalada no país a partir do ano que vem. Ou, “apenas” mais 50% em nossa produção de óleo cru.
Deu para perceber que coisa escandalosa? Uma empresa de petróleo produzir mais petróleo e mais rápido para ter recursos para procurar e extrair mais petróleo?
Ora, qualquer um sabe – até o “consultor” de O Globo, Adriano Pires – que empresas de petróleo, quando possuem condições técnicas e financeiras, buscam antecipar ao máximo a entrada em produção de seus campos. Exatamente porque o petróleo que sai dali gera caixa para fazer frente a novos investimentos.
É curioso que, em abril deste ano, o mesmo jornal anunciava, com grande destaque, que tudo na Petrobras estava atrasado, em matéria de produção
“(…)a estatal enfrenta atrasos na construção em seis de dez projetos de produção previstos para este ano e o próximo — elevando, assim, segundo analistas, os riscos de não cumprimento de suas metas. De acordo com o Plano de Negócios 2013/2017, a situação mais crítica ocorre nos sistemas planejados para 2013: dos sete, cinco estão fora do cronograma. Para 2014, um dos três previstos está atrasado”.
E aí, claro, começa a cantilena pelo aumento do preço dos combustíveis, que estão baratos demais, embora O Globo não pare de publicar matérias sobre como é cara a gasolina brasileira.
Tudo para ir dourando a pílula e chegar num ponto que não pode ser dito diretamente, e que é o central para essa gente.
“A outra opção seria o governo não exigir que a Petrobras tenha, no mínimo, 30% de participação na exploração do pré-sal. Caso contrário, segundo Ana, o desenvolvimento da indústria petrolífera terá seu ritmo ditado pela capacidade de investimentos limitada da Petrobras.”
Capacidade limitada de investimentos que, como se vê, foi capaz de acelerar a construção e equipagem de navios e sistemas para poder ampliar, em pouco mais de um ano, em 50% a produção. E falar em desenvolvimento da indústria petrolífera, você sabe, é igual àquela história da Vale: tudo lá fora.
Ou você leu sobre alguma petroleira que esteja encomendando um navio, uma plataforma, algum equipamento pesado aqui?
É por isso que esse onirismo de “deixa o petróleo lá” esperando que tudo seja um mar de rosas é, quando não é puerilidade, é irresponsabilidade.
Ou, pior, um ardil para que, amanhã, possam voltar ao esquema entreguista do passado, que está fazendo o possível para tentar passar a imagem de “fracasso” de nossa política de exploração de petróleo e de nossa petroleira, a maior ferramenta de progresso econômico do Brasil, a Petrobras.
Por: Fernando Brito

Manchete de "O Globo" admite que o jornal errou sobre a Petrobras 30/09/2013

Rede Brasil Atual

or Helena Sthephanowitz 

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Outra campanha negativa da mídia começa a cair: Petrobras vai bem, obrigado
arquivo RBA
Hoje (30), o jornal O Globo estampou em sua manchete principal "Petrobras ampliará capacidade em 50%". A matéria trata como novidade que nove navios-plataforma e sondas de apoio estão sendo instaladas este ano pela estatal brasileira, e que tais instalações incrementam a capacidade de produção em mais um milhão de barris de petróleo por dia.
O desavisado leitor de manchetes – e até mesmo o assinante do jornal – deve ficar atônito com esta notícia, depois de ter lido no mesmo jornal, durante meses, que a Petrobras estaria à beira do precipício, inclusive fazendo coro com a irresponsabilidade de alguns líderes da oposição. O senador tucano Aécio Neves, por exemplo, publicou artigos afirmando que a empresa estava praticamente "quebrada".
Imaginemos o leitor de O Globo concluindo que nove gigantescas plataformas de petróleo teriam sido compradas da noite para o dia, como se a presidente da empresa Graça Foster tivesse ouvido as críticas publicadas no jornal e resolvido agora pegar um carrinho de supermercado e apanhar navios-plataforma na prateleira, como se fossem sacos de arroz.
A verdade é que equipamentos deste porte para a indústria de petróleo precisam ser encomendados com alguns anos de antecedência, e obedecem a criterioso planejamento. Estas plataformas foram licitadas e encomendadas já há algum tempo, fazem parte não só do plano de investimentos da empresa, como do Plano de Aceleração do Crescimento, do governo federal, e da política de desenvolvimento da indústria naval brasileira. Por ser empresa pública e de capital aberto, a Petrobras divulga abertamente todos os fatos relevantes.
Mas o leitor do jornal dos Marinho não ficou sabendo de nada disso. Para tentar reduzir danos à imagem de seu jornalismo, a manchete foi alterada no portal online: "Petrobras eleva produção para neutralizar efeitos da interferência política". O jornalão se refere ao preço controlado da gasolina e do diesel.
Mas a matéria de novo mostra falta de compromisso com a verdade. Isto porque a decisão de elevar a produção nos volumes que estamos vendo se deu há muito tempo, nada tendo a ver com a situação conjuntural da subida da cotação do dólar neste ano, coisa que afeta o preço dos combustíveis refinados no exterior.
A "interferência política" a que o jornal se refere, é a decisão de aumentar a produção da estatal, o que se deu após a descoberta do pré-sal, ainda no governo Lula, com a determinação de manter a Petrobras no controle hegemônico da produção deste petróleo, inclusive com a capitalização da estatal com 5 bilhões de barris do pré-sal no campo de Tupi. Óbvio que para explorar esse campo foi necessário fazer as encomendas de plataformas que estão sendo entregues atualmente.
No primeiro semestre deste ano, analistas da Merrill Lynch enviaram relatório a seus clientes enumerando cinco boas razões para a compra de ações da Petrobras, entre elas a previsão de que seria uma das líderes globais em crescimento da produção de petróleo na comparação com outras companhias do setor. Naquela mesma época, o leitor de O Globo recebia informações contrárias à esta realidade.
Assim, o jornalão acrescenta mais uma pérola do o jargão jornalístico chama de barrigadas – matérias que se mostram desprovidas de sua matéria-prima principal:  a verdade. Somente em 2013, o jornal já publicou o falso alarme de um racionamento elétrico no início deste ano. Depois, o falso alarme sobre a inflação, com o tomate no papel de grande vilão. Agora, fica comprovado que voltou a faltar com a verdade, ao publicar sistematicamente reportagens, análises e artigos negativos sobre a realidade da Petrobras.
Será que aprende?

Polícia Federal apura propina de R$ 52 mi em trens do metrô para o PSDB em São Paulo 30/09/2013


Amigos de Presidente Lula



Empresas acusadas de fraude em licitações de trens no Estado de São Paulo pagaram R$ 52 milhões a firmas de consultoria investigadas pela Polícia Federal sob a suspeita de repassar propina a políticos e funcionários públicos desde o fim da década de 1990.

Algumas dessas consultorias foram identificadas pela primeira vez em inquérito aberto pela PF em 2008 para investigar negócios da multinacional francesa Alstom com empresas do setor elétrico e de transporte, controladas pelo governo estadual do PSDB.

Neste ano, a PF ampliou o foco das investigações para empresas denunciadas pela alemã Siemens ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) como participantes de um cartel que combinou o resultado de várias concorrências do Metrô e da CPTM entre 1998 e 2008.

De acordo com a PF, que examinou a movimentação financeira de quatro consultorias sob suspeita, elas receberam repasses da Alstom e de duas outras empresas acusadas de participar do cartel, a canadense Bombardier e a brasileira Tejofran.

PROPINA

A polícia trabalha com a hipótese de que essas consultorias simulavam a prestação de serviços e eram usadas para distribuir propina a políticos e funcionários ligados ao PSDB, que governa o Estado de São Paulo desde 1995.

A Siemens também é alvo de investigações da polícia. Em 2008, um executivo da empresa apresentou anonimamente uma denúncia à direção da companhia na Alemanha e afirmou que ela também usou consultorias brasileiras para repassar propina a políticos e funcionários.

Segundo a PF, a Alstom pagou R$ 45,7 milhões à consultoria MCA, do empresário Romeu Pinto Jr. na época dos repasses.O dinheiro foi depositado em contas controladas por ele no Brasil e na Suíça.

Em depoimentos à PF e ao Ministério Público, em 2009 e 2012, o consultor disse que não prestou os serviços indicados nos recibos entregues à Alstom e que foi usado para distribuir propina. Pinto Júnior afirmou que entregava o dinheiro a motoboys de doleiros e não sabe a quem ele foi repassado depois.

De acordo com os relatórios da PF sobre a movimentação financeira dessas empresas, a Alstom também transferiu R$ 4,8 milhões à ENV, pertencente ao consultor Geraldo Villas Boas, e à Acqua-Lux, controlada por Sabino Indelicato, ligado a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Marinho foi chefe da Casa Civil no governo de Mário Covas, entre 1995 e 1997, e é investigado em outro inquérito por ter foro privilegiado.

A Bombardier e a Tejofran pagaram R$ 1,5 milhão entre 2005 e 2009 à consultoria BJG, controlada pelo ex-secretário estadual de Transportes Metropolitanos José Fagali Neto, que começou a ser investigado pela PF em 2008, quando foram descobertos depósitos da Alstom em seu nome na Suíça.

A Justiça da Suíça bloqueou US$ 6,5 milhões depositados no exterior após encontrar o nome de Fagali Neto em papéis da Alstom que faziam referência ao pagamento de propina no Brasil.

Como a Folha revelou no último dia 23, Fagali Neto recebia informações sobre planos do governo estadual de um alto funcionário da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Pedro Benvenuto, que pediu demissão após a revelação.

O delegado Milton Fornazari, responsável pelas investigações da PF, indiciou Fagali Neto e os outros três consultores por suspeita de corrupção ativa. Fagali Neto diz que pode provar que suas consultorias existiram.

A PF entregou relatório sobre os negócios da Alstom em São Paulo em agosto de 2012, mas o procurador Rodrigo de Grandis considerou que a investigação era insuficiente para levar o caso à Justiça e pediu novas apurações. Ele demorou mais de um ano para chegar a essa conclusão. As informações são do jornal Folha de São Paulo

São Paulo: JUSTIÇA QUEBRA SIGILOS DE MATARAZZO E MAIS DEZ 30/09/2013

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Homem forte de todos os governos tucanos, passando por Mario Covas, José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, o vereador Andrea Matarazzo teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado por determinação da Justiça; ele é suspeito de ter arrecadado propinas de US$ 20 milhões junto à empresa francesa Alstom; parte dos recursos foi usada no caixa dois da campanha à reeleição de FHC; escândalo atinge em cheio o ninho tucano; ex-presidente do Metrô, José Fagali Neto, também teve sigilo quebrado, assim como outros nove personagens da trama
247 - A Justiça Federal de São Paulo tomou uma decisão que atinge o coração do PSDB. Determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 pessoas, incluindo do vereador Andrea Matarazzo, que participou da arrecadação do caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e ajudou a levantar cerca de US$ 20 milhões junto à Alstom.
A quebra do sigilo autorizada pela Justiça abrange o período entre 1997 a 2000. O furo de reportagem é do jornalista Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo. As pessoas atingidas pela decisão judicial são: Andrea Matarazzo (atual vereador do PSDB e ex-secretário de energia), Eduardo José Bernini, Henrique Fingerman, Jean Marie Marcel Jackie Lannelongue, Jean Pierre Charles Antoine Coulardon, Jonio Kahan Foigel, José Geraldo Villas Boas, Romeu Pinto Júnior, Sabino Indelicato, Thierry Charles Lopez de Arias e Jorge Fagali Neto, (ex-presidente do Metrô).
Em 6 de agosto deste ano, o 247 publicou a informação de que Matarazzo já havia sido indiciado pela Polícia Federal (leia aqui). No dia 13 de agosto, outra reportagem apontou que R$ 3 milhões levantados junto à Alstom foram direcionados para o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – o que, à época, chegou até a ser denunciado por Folha e Veja (leia aqui).
No entanto, apesar de todos os indícios, Matarazzo e o comando do PSDB em São Paulo vinham sendo poupados. Com a determinação de quebra do sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, rompe-se o cerco, muito embora ainda exista certa cautela. O G1, por exemplo, noticia a quebra do sigilo de 11 pessoas. O que importa, no entanto, é a presença de Andrea Matarazzo no time. Lá, ele não é apenas um entre onze.

Esta semana, 2 mil cubanos chegam ao Brasil para segunda etapa do Mais Médicos 30/09/2013

 

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - De hoje (30) até o final desta semana chegam ao Brasil mais 2 mil médicos cubanos para a segunda etapa do Programa Mais Médicos. Hoje, os primeiros 135 profissionais de Cuba desembarcam em Vitória. Na próxima segunda-feira (7), os 2 mil cubanos iniciam o módulo de avaliação que tem duração de três semanas com aulas sobre língua portuguesa e o sistema brasileiro de saúde pública. As informações são do Ministério da Saúde.
Além dos 2 mil cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Mais Médicos iniciam o módulo de avaliação no dia 7. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte.
Na primeira fase do Programa Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Esses profissionais vêm ao Brasil por meio de um acordo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Assim como os médicos com diploma do exterior que se inscreveram individualmente, os cubanos que vêm pelo acordo com a Opas não precisam passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior) e, por isso, terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.
Edição: Talita Cavalcante

El proceso de ocupación de América Latina en el siglo XXI 30/09/2013





Las lógicas del poder, que se transforman aparencialmente de acuerdo a las situaciones y circunstancias históricas, adoptan formas imperiales, como las que se expresan con los procesos de militarización, pero también formas consensuales para imponer sus reglas del juego. Los acuerdos aprobados en la OMC, las reglas legitimadas del FMI, las disposiciones perversas de los tratados de libre comercio e incluso las reglas de las democracias formales que padecemos son algunas de las más destacadas formas de establecimiento consensual de las relaciones de dominación. El imperialismo es una de las formas que asume la dominación, pero no es la única. Con la desaparición del imperialismo no se resuelve la dominación que abarca dimensiones tan complejas como las de las relaciones de género, de cultura, de lengua, de especie y muchas otras que ocurren en las prácticas relacionales en los micro y macroniveles.Como estudiosos de los fenómenos económicos y sociopolíticos contemporáneos, como pensadores críticos y actores políticos, estamos obligados a ser muy precisos y desentrañar la sustancia oculta de éstos sin simplificaciones abusivas que en vez de contribuir a una buena comprensión y al diseño de estrategias de lucha inteligentes, nos lleven a enfrentamientos de conjunto, incapaces de penetrar por las porosidades del poder.
En la lucha de los pueblos americanos el problema no se terminaría aboliendo las relaciones de explotación, aunque seguramente es un punto fundamental, sino que tenemos que enfrentar simultáneamente problemas de clase, de discriminación racial, de género y muchos otros que tienen que ver con la difícil conformación de una socialidad impuesta, contradictoria y resistida. La colonización no sólo se realizó en la esfera del trabajo o de la producción, aunque también, sino que se enfocó centralmente a los cambios de mentalidad, a la extirpación cultural e histórica de los pueblos mesoamericanos, caribeños y andinos, a la conquista de las mentes.
La esencia de las relaciones sociales, de las relaciones entre sujetos que no están establecidos o conformados de una vez y para siempre, no emanan naturalmente de las estructuras. Los sujetos se construyen a sí mismos en el proceso social, en la lucha, en la resistencia y a través de esa lucha es que se van modificando también las formas y modalidades de la dominación.
No sería posible explicar de otro modo la tónica militarista que invade las escenas de la “libertad de mercado” impulsadas por el neoliberalismo como mecanismo privilegiado de reordenamiento social. No hay más libre mercado, si es que lo hubo. Las normatividades que se van estableciendo universalmente por la vía de los tratados económicos y de las negociaciones en organismos internacionales como la OMC, no propician la libertad sino la imposición, pero además se acompañan, cada vez más, de medidas de control militar y militarizado ahí donde el rechazo de la población se manifiesta de forma organizada y/o masiva.
La modalidad militarizada del capitalismo de nuestros días juega con mecanismos de involucramiento generalizado y aborda científicamente [1] la dimensión simbólica y de creación de sentidos que permite construir un imaginario social sustentado en la existencia de un enemigo siempre acechante y legitimar la visión guerrera de las relaciones sociales y las políticas que la acompañan (Ceceña, 2004). Esto supone que la militarización de las relaciones sociales es un fenómeno complejo que no se restringe a las situaciones de guerra abierta sino que incluye acciones de contrainsurgencia muy diversas, que comprenden el manejo de imaginarios, todos los trabajos de inteligencia, el control de fronteras, la creación de bancos de información de datos personales, la introducción de nuevas funciones y estilos en las policías ocupadas de la seguridad interna, e incluso la modificación del estatuto de la seguridad en el conjunto de responsabilidades y derechos de los Estados.
Caracterizar el momento actual sobre la base de la militarización de las visiones y estrategias hegemónicas no descarta la identificación de la guerra, de la sustancia de la guerra, como un elemento inmanente, consustancial, a las relaciones capitalistas. Pero si bien la guerra es sólo otra forma de entender la competencia, históricamente se van modificando los énfasis o los terrenos en los cuales se desatan las estrategias de clase, en este caso de la clase dominante, y en que se configuran las diferentes modalidades o momentos en las relaciones de dominación. Hace algunos años nadie hablaba del militarismo como elemento dominante y sin embargo estábamos en este mismo sistema. Se hablaba del neoliberalismo, del mercado, de que el eje ordenador de la sociedad eran las relaciones de mercado y que era a través de estas relaciones de mercado como se disciplinaba y como se concebía a la sociedad en su conjunto.
Hoy eso nos es insuficiente para entenderla, pero también le es insuficiente al poder para reorganizarla y controlarla; entre otras cosas porque es una sociedad que se mueve tanto, que se insubordina tanto, que no permitió que el mercado la disciplinara, obligando a los poderosos a usar otro tipo de herramientas. No quiere decir que el mercado desaparezca como disciplinador, quiere decir que la dimensión militar se sobrepone al mercado desplazándolo de su carácter de eje ordenador, que la visión del mundo adopta un contenido particularmente militarizado, y que es a partir de la visión militar que la totalidad no sólo se reordena sino que cobra un nuevo sentido.
La hegemonía consiste en universalizar una visión del mundo, pero la universalización se hace de muchas maneras. A través de imágenes, a través de imposiciones, de discursos, de prácticas.
Con respecto a la militarización de los últimos tiempos la batalla más importante la están ganando los poderosos en el terreno cultural, a través de una serie de mecanismos entre los cuales destacan los medios de comunicación. Están ganando la batalla en la medida en que logran convencer de que el mundo es un lugar de competencia, de disputa, en el que tenemos que batirnos unos con otros para ocupar nuestro espacio, por lo demás, siempre incierto. Tenemos que competir entre nosotros por un empleo, por los planes de desempleo, por la seguridad social. Batirnos a muerte por ser incluidos en el reino de los explotados y precarizados, como si esa fuera nuestra utopía de mundo para el futuro.
Esa batalla cultural es una batalla por la construcción de sentido, no es de colocación de bases militares. La militarización se está metiendo en las cabezas y no solamente en las bases militares. Se está metiendo en las leyes, antiterroristas o simplemente de control de movimientos como son los regímenes de tolerancia cero que nos convierten a todos en sospechosos.
Percibo que en términos de los paradigmas de militarización para América hay una construcción de capas envolventes en las cuales se van abarcando diferentes dimensiones de establecimiento de relaciones de sometimiento. Entre esas capas envolventes se encuentran, como círculos concéntricos, los cambios de normatividad, el establecimiento de normas continentales para la seguridad interna, el cuidado de las fronteras, los ejercicios militares en tierra, los ejercicios en los ríos y canales de internación en los territorios, el establecimiento de una red continental de bases militares y los ejercicios navales que permiten circundar todo el continente, estableciendo una última frontera, más allá de las jurisdicciones nacionales.
Desde Irak hasta la Patagonia, los poderosos han puesto especial cuidado hoy en construir una legalidad que justifique sus acciones de intromisión. Ante una legitimidad fuertemente cuestionada se generalizan las leyes antiterroristas que tienden a crear, por un lado, una complicidad entre todos los Estados y por esa vía van imponiendo políticas y juridicidades supranacionales y, por el otro, una paradójica situación similar a la de un estado de excepción permanente en el que todos los ciudadanos serán rigurosamente vigilados porque todos son sospechosos, aunque todavía no se sepa ni siquiera de qué. Generalmente de pretenderse sujetos. El derecho se coloca al servicio de la impunidad aunque se reivindique democrático y los cuerpos de seguridad empiezan a construir el panóptico que vigila desde todos los ángulos: con cámaras de video en los bancos, en los semáforos, en las calles transitadas; que permite la intercepción telefónica en casos que así lo ameriten; que permite la tortura cuando se trata de detenidos catalogados como terroristas sin ningún juicio previo, y que admite la detención de cualquier ciudadano sin orden de aprehensión previa, simplemente para investigar. Es decir, se trata de imponer la cultura del miedo en una población que no podrá saber previamente a la detención si era sospechosa de algo, como medio para paralizar y disuadir de conductas terroristas, insurgentes o tímidamente disidentes. Los delincuentes comunes tienen construida toda otra red de relaciones que sólo casualmente son tratados de acuerdo a estas mismas normas.
Como parte del panóptico y nuevamente como otra de las paradojas de los discursos del poder, al lado de la pregonada libertad de tránsito para las mercancías, las inversiones y los cuerpos de seguridad, se ha ido restringiendo cada vez más el libre tránsito de personas. Los mejores y más trágicos ejemplos son las fronteras impuestas al pueblo palestino en su propia tierra y los muros de contención a migrantes desesperados en la frontera entre México y Estados Unidos y en el sur de España, no obstante, las fronteras no siempre se cierran de manera tan visible y evidente. Mucho más sutil pero quizá más peligroso por la amplitud y alcances que puede llegar a tener es el control de inteligencia que hoy utiliza los adelantos de la tecnología para aprovechar el tránsito a través de las fronteras como mecanismo de seguimiento personalizado. El panóptico se materializa en las nuevas fotografías que incluyen los pasaportes, con reconocimiento de iris o con otro tipo de identificación biogenética que inmediatamente incorporan los movimientos de la persona a un banco de datos centralizado en Estados Unidos y que está a disposición de los servicios migratorios de la región (en el caso nuestro del Continente americano) como en otro momento y con menos recursos tecnológicos ya se hizo con el Plan Cóndor. Hoy, las revelaciones de Edward Snowden sólo confirman lo que evidentemente ocurre desde tiempo atrás.
La eficacia macabra con la que el Cóndor desarticuló los movimientos sociales en los años de las dictaduras militares en América del Sur tiene hoy posibilidades multiplicadas al poder usar tecnologías que son a la vez mucho más precisas y mucho más abarcantes; sin embargo tiene en contra, evidentemente, el aprendizaje de los pueblos y su capacidad de lucha y resistencia.
Este control de fronteras y la imposición de leyes con implicancias supranacionales, combinado con la dilución de los límites internacionales, convierten en una ilusión las soberanías nacionales. La pretensión de privatizar las aduanas de México, los tratados transfronterizos para la gestión de recursos naturales que caen bajo la jurisdicción de más de un Estado y que están permitiendo evadir leyes nacionales, por ejemplo, son mecanismos de conculcación de soberanía. En el acuífero Guaraní, por citar un caso muy delicado y relevante, la negociación se hace entre los cuatro países implicados y con la intervención de Estados Unidos (en el esquema del cuatro más uno) mediante el apoyo experto del Banco Mundial. Lo mismo ocurre con selvas, oleoductos u otros recursos que pasan a ser tratados ya sea como novedosos y por tanto no contemplados en las legislaciones nacionales, ya sea como problemas de “seguridad nacional”. Y en este continente se sabe que seguridad nacional es seguridad de Estados Unidos en el territorio que no es de Estados Unidos, o no sólo en territorio que es de Estados Unidos. Las fronteras, que hasta ahora eran custodiadas por las fuerzas garantes de la seguridad interna en la vieja acepción, hoy se han convertido en zonas de seguridad estratégica custodiadas cada vez más por los cuerpos de seguridad del gendarme mundial.
En diversos casos los ríos o lagos son los que marcan las fronteras. Pues bien, estos son justamente los espacios privilegiados de localización de los ejercicios militares conjuntos (con Estados Unidos, se entiende) actualmente. Los ríos son un canal de penetración muy distinto al que se estaba utilizando cuando se hacían los ejercicios directamente en tierra y permiten además no sólo la utilización de fuerzas anfibias sino la definición de actividades tanto en agua como en tierra, matando dos pájaros de un tiro. En esta situación se encuentra la zona del río Paraná, y en algún momento estuvo la del río Usumacinta, entre México y Guatemala. Curiosamente, cuando se trata de ejercicios ribereños, es más fácil evadir la aprobación de los Congresos de los países limítrofes porque el río aparece como territorio relativamente neutro. Es como si se estuviera ante una legislación ausente o vacía ya que se refiere a un territorio fluido y no fijo.
Una de las capas envolventes más importantes por su capacidad de influir en los modos de uso de los territorios y en los modos de control de los sujetos críticos consiste en la colocación de bases militares de Estados Unidos en puntos seleccionados del continente con dos propósitos explícitos y evidentes: garantizar el acceso a los recursos naturales estratégicos y contener, disuadir y/o eliminar la resistencia ante las políticas hegemónicas y la insurgencia abierta. Actualmente Estados Unidos cuenta con un sistema de bases que ha logrado establecer dos áreas de control: 1. el círculo formado por las islas del Caribe, el Golfo de México y Centroamérica, que cubre los yacimientos petroleros más importantes de América Latina y que se forma ya no solamente con las bases de Guantánamo, Reina Beatriz, Hato Rey, Lampira, Roosevelt, Palmerola-Soto Cano y Comalapa, como fue hasta 2009, sino que ahora incorpora las nuevas posiciones convenidas con Colombia (7), Panamá (11) y Honduras (2), además de las bases itinerantes, mucho más flexibles, ubicadas en los 43 buques de guerra que Costa Rica ha permitido actuar en sus aguas territoriales desde julio de 2010; 2. el círculo que rodea la cuenca amazónica bajando desde Panamá, en el que el canal, las riquezas de la región y la posición de entrada a América del Sur han sido esenciales, y que se forma con las bases colombianas ya viejas (Larandia, Tres Esquinas, Caño Limón, Marandúa y Riohacha), con las posiciones que comparten en Perú (Iquitos, Pucallpa, Yurimaguas y Chiclayo), y con todas las nuevas de Colombia y Panamá.
Algo que podría ser concebido como la última frontera o la capa envolvente más externa, está conformada por los ejercicios militares en los océanos Pacífico y Atlántico y en el Mar Caribe: en todo lo que circunda a América Latina. Hasta ahora la percepción que se tenía era la de ejercicios circunstanciales y esporádicos y en parte por esa razón no se les ha concedido demasiada importancia. Mucho menos se les ha considerado parte de la estrategia continental de control. Sin embargo, se trata de ejercicios sistemáticos, que permiten realizar un patrullaje constante alrededor de América Latina y mantener ahí una presencia más o menos permanente. Son ejercicios que tienen un carácter secuencial, evolutivo, y que marcan en verdad un circuito de frontera que, por ser externa a las aguas territoriales de los países correspondientes, queda a cargo, nuevamente, del gendarme mundial a través de su IV flota.
Ahora bien, estas capas envolventes, que atañen a América Latina en su conjunto, van a estar focalizadas en tres áreas distintas en las que parecen atender a tres estrategias diferenciadas. Esas tres subregiones se caracterizan también por tres paradigmas distintos de dominación y sus diferencias geopolíticas son muy claras. En los tres casos, por diferentes razones, se trata de puntos estratégicos tanto por los recursos que albergan como por su posición geográfica específica.
La primera región es la constituida por Colombia y su área circundante. Yo destacaría dos elementos en este caso, relacionados con la estrategia contrainsurgente y de ocupación militar: 1. el experimento de la polarización, acompañado de una sistemática ruptura de tejido comunitario, para valorar hasta dónde es posible dominar, controlar e incluso hegemonizar a través de un esquema de polarización exacerbada con sólo dos opciones, evidentemente antagónicas, y 2. hasta dónde es posible, a partir de asentamientos o de construcciones sociales como la colombiana, el control de la que Estados Unidos considera la mayor amenaza hoy en el continente, que es Venezuela, evaluando el carácter de las tensiones fronterizas que se desarrollan y la capacidad de control de la insurgencia venezolana desde Colombia.
La segunda subregión es la del Caribe y la cuenca del Golfo de México, extendida hasta Venezuela. La estrategia regional en esta zona avanza por dos líneas: la ocupación directa por un lado, y la creación de acuerdos que propician la extraterritorialidad de Estados Unidos, asumida por el Comando Conjunto mediante el establecimiento de la jurisdicción del Comando Norte del ejército abarcando el área Canadá-Estados Unidos-México completa, por el otro.
El enclave paradigmático de ocupación directa en este momento se localiza en Honduras, después de un golpe de estado, y en Haití, aunque, evidentemente, con fuertes implicaciones para Cuba. Haití es un caso muy importante porque es donde se está ensayando otra manera de establecer la hegemonía a través de la complicidad casi obligatoria de todos los ejércitos del continente, sin olvidar la de Francia, que asegura tener ahí un conflicto de intereses. La ocupación de Haití, así sea por los llamados cuerpos de paz, es una ocupación militar, impuesta. Todos sabemos que la figura de cuerpos de paz fue creada como parte de los mecanismos de penetración contrainsurgente de la USAID en los momentos inmediatos posteriores a la Segunda guerra mundial. Aunque ahora esta figura esté sancionada por la ONU, la conformación latinoamericana de los ocupantes de Haití está involucrando una estrategia que hasta ahora no había tenido éxito, y es que los países de América Latina todavía no acaban de aceptar en las Conferencias Hemisféricas la construcción de la fuerza militar hemisférica, como fuerza multinacional, porque saben el riesgo que tiene en términos de pérdida de soberanía, y sin embargo en los hechos ha sido puesta en funcionamiento a través de su participación en Haití; son Brasil, Chile, Argentina, Uruguay y Bolivia los que están a cargo del disciplinamiento y la represión al pueblo haitiano, de la destrucción de sus organizaciones políticas en razón de su supuesta incapacidad para autogobernarse.
Después del terremoto de 2011 la ocupación militar de Haití cambió de carácter pues fue directamente el Comando Sur quien se estableció en este territorio, subordinó a la misión internacional de la ONU y tomó el control de las comunicaciones y del funcionamiento interno del país, estableciendo un enclave militar de primer nivel en el centro del Caribe.
La línea de la extraterritorialidad que ha impulsado Estados Unidos avanza en el otro costado del Golfo de México bajo el manto de un acuerdo, una alianza , que construye como fronteras externas las que circundan el bloque trinacional de América del Norte. Frontera externa compartida que debe ser defendida en colaboración por los cuerpos de seguridad y fuerzas armadas de los tres países cuyos territorios conforman el área de seguridad interna. La Alianza para la Seguridad y Prosperidad de América del Norte (ASPAN), mediante un acuerdo ejecutivo no sometido a las instancias de representación ni mucho menos a la sociedad en su conjunto, ha entregado la soberanía, de manera voluntaria, a las fuerzas del orden de Estados Unidos y abrió la puerta para implantar el Plan México (Iniciativa Mérida), que combina y en cierto sentido supera al Plan Colombia.
De este modo, el Tratado de Libre Comercio de América del Norte (TLCAN) se amplía hacia la integración energética que resolverá la crisis de Estados Unidos en este renglón y hacia la integración de políticas y acciones de seguridad bajo los criterios dictados por el Comando Conjunto de Estados Unidos que incluyen, entre otras cosas, la misión de garantizar el acceso irrestricto a los recursos considerados indispensables para la seguridad nacional (de Estados Unidos, claro). Es decir, las riquezas de México quedan legítimamente encadenadas a los intereses estratégicos estadounidenses, además de la extensión de las medidas adoptadas después del 11 de septiembre de 2001 en la Ley patriótica, referentes al combate a la subversión, terrorismo y disidencia. La conculcación de derechos ciudadanos a que se ha sometido al pueblo estadounidense se extiende al tratamiento de los pueblos canadiense y mexicano.
Ahora bien, desde una perspectiva geopolítica, poner a las fuerzas de seguridad estadounidenses como custodia de las fronteras mexicanas no afecta solamente a los mexicanos sino a toda la región caribeña y centroamericana.
Con la ASPAN, la Iniciativa Mérida y la ocupación de Haití; con el golpe en Honduras, las bases militares y los patrullajes y ejercicios constantes en esta región se garantiza el cuidado de las cuencas petrolíferas del Golfo de México y Venezuela; se controlan los pasos más importantes de los migrantes y las drogas; se mantiene bajo vigilancia los procesos cubano, venezolano y en general del bloque del ALBA; y se sienta el precedente de los nuevos tratados de integración que se intenta imponer en el continente y que han permitido recientemente la creación de la Iniciativa de Seguridad del Caribe.
El otro eje del paradigma, el otro ensayo de estrategia, es el caso de Paraguay. Corazón de una subregión que si bien ha sido escenario de acción de dictaduras militares que se significaron por su creatividad perversa en todo tipo de torturas y por ser máquinas implacables de desaparición y muerte, hasta ahora sólo tenía la base de Mariscal Estigarribia, con una pista de aterrizaje para tránsito pesado en el centro de la zona hidrocarburífera (el Chaco). Los ejercicios conjuntos en Paraguay han sido sistemáticos y hoy se complementan con la instalación de una Base de Operaciones en la zona norte, concedida a Estados Unidos.
El cono sur concentra una enorme porción del agua dulce del planeta en sus abundantes ríos y lagos, en los acuíferos subterráneos y en los glaciares del sur, además de minerales y otros recursos valiosos como petróleo y gas, particularmente en Brasil, Argentina y Bolivia. Es en este sentido de una importancia indudable.
El sobredimensionamiento de la presencia militar estadounidense en la región amazónico-caribeña ocurrido en los últimos 5 años principalmente, permitía prever que los próximos movimientos se harían hacia el sur, intentando llenar los vacíos o escasos posicionamientos en la región rioplatense.
Paraguay ha sido hasta ahora uno de los principales puertos de entrada y es donde tienen ya sentadas algunas posiciones importantes. Ha sido un país amigo y colaborador desde la época del Plan Cóndor y era el lugar perfecto para empezar a voltear la dinámica del sur. A pesar de la resistencia popular, que no ha cesado en décadas, se perpetra un extraño golpe de estado en el que el Presidente electo entrega el gobierno sin mayor dificultad.
Perú es el otro punto con el que se logran tender algunos entramados que en conjunto permiten un control bastante aceptable de la región. Después de asumir funciones Ollanta Humala y después de un pequeño periodo de espejismo de las izquierdas, la estrategia trazada previamente siguió su curso y se ha ido permitiendo una nueva situación de dominio y articulación continental a través de la Alianza del Pacífico, del nuevo estilo del protagonismo colombiano con el presidente Santos y de la complicidad de las oligarquías locales con los proyectos de Washington.
Hoy no está más el presidente Chávez en nuestro continente y las amenazas hegemónicas se recrudecen. Se va creando un ambiente en el que ya no va a ser sorprendente un golpe de estado más y en el que con toda impunidad avanza el proyecto de los poderosos, sea mediante empresas mineras y saqueadoras de las riquezas de Nuestra América, castigos financieros, operativos de desestabilización, nuevas posiciones militares, espionaje directo o mediante cualquier otro de los mecanismos de ocupación conocidos o por conocer.
Sólo la resistencia de los pueblos está poniendo freno al avasallamiento y ahí es donde es necesario dar la pelea, que en este caso, es por la vida. Para nosotros, pensadores críticos y luchadores sociales, esta coyuntura abre nuevos retos y desafíos más profundos.
Nota:
[1] Así como la introducción del taylorismo y fordismo supuso un estudio cuidadoso de los procesos de trabajo y su transformación científica con base en su desagregación en tiempos y movimientos, a la vez que el ambiente y organización del trabajo era objeto de la aplicación de dinámicas de estimulación y corresponsabilidad, recientemente los estudios sobre sistemas complejos experimentan con estímulos al comportamiento de colectivos diversos y los medios de comunicación buscan las mejores alternativas para la creación de sentidos, no sólo en términos de contenidos sino de imágenes y manejo de tiempos y secuencias. Todo esto vinculado a los campos de control y contrainsurgencia directamente generados por el Comando Conjunto de Estados Unidos.
Ana Esther Ceceña. Coordinadora del Observatorio Latinoamericano de Geopolítica en el Instituto de Investigaciones Económicas de la Universidad Nacional Autónoma de México.