sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Uma leve, muito leve, mudança no Fator Previdenciário 30/11/2012

Fator previdenciário muda para melhor pela primeira vez na história

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DE SÃO PAULO
Atualizado às 15h49.
Pela primeira vez desde quando entrou em vigor, em dezembro de 1999, o fator previdenciário, índice aplicado no cálculo das aposentadorias, irá mudar para melhor.
O índice varia de acordo com a idade do segurado, seu tempo de contribuição e a expectativa de sobrevida da população, calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Todos os anos, o instituto faz uma estimativa dessa expectativa. Como na nova tábua do fator, que será usada nos benefícios concedidos a partir de sábado (1º), foram incorporados os dados do Censo de 2010 --e, portanto, mais reais--, houve uma ligeira correção.
Segundo cálculos de Newton Conde, da Conde Consultoria Atuarial, no período de 41 a 80 anos a expectativa de sobrevida teve redução média de 83 dias, o que provocou um ganho de 0,31% --também em média-- nas aposentadorias.
No ano passado, houve redução média de 0,42% no valor do benefício.
Clique aqui para ver a nova tabela.
EXEMPLOS
Um homem com 35 anos de contribuição e 55 de idade, com média salarial de R$ 1.000, terá um benefício de R$ 716,93 com o novo fator. Na tabela antiga, válida até amanhã --a nova entra em vigor no dia 1º de dezembro--, o valor é de R$ 714,09. A diferença, para esse exemplo, é de 0,40%.
Considerando um homem com 57 anos de idade e 37 de contribuição, o benefício seria de R$ 822,29, com a nova tabela, contra R$ 818,81, com a tabela atual --uma diferença de 0,43%.
Ainda de acordo com Newton Conde, a mudança para melhor ocorre apenas para os segurados com mais de 50 anos de idade. No caso dos segurados mais novos, houve aumento na expectativa de vida --e, portanto, queda no fator, tornando-o mais prejudicial.
É o caso de uma mulher com 48 anos de idade e 30 de contribuição, cujo benefício, considerando uma média salarial de R$ 2.000, passaria de R$ 1.119.19 para R$ 1.115,57 com a nova tabela. A redução, nesse exemplo, é de 0,32% no valor da aposentadoria.
Veja a diferença para uma pessoa de 55 anos, com 37 anos de contribuição, com média salarial de R$ 1.000
HOMEM
Tábua IBGE Fator previdenciário Benefício
2010 0,8188 R$ 818,81
2011 0,8223 R$ 822,29
diferença, em % ** 0,43%
diferença, em R$ ** R$ 3,48
MULHER
Tábua IBGE Fator previdenciário Benefício
2010 0,938 R$ 938,01
2011 0,942 R$ 942,00
diferença, em % ** 0,43%
diferença, em R$ ** R$ 3,99
*
COMPARE O VALOR DO BENEFÍCIO POR IDADE AO SE APOSENTAR
Considerando 35 anos de contribuição, para o homem, e 30 anos, para a mulher, e média salarial de R$ 1.000
Idade Fator previdenciário Benefício
50 0,598 R$ 622**
51 0,618 R$ 622**
52 0,643 R$ 642,52
53 0,666 R$ 665,83
54 0,691 R$ 690,59
55 0,717 R$ 716,92
56 0,745 R$ 744,99
57 0,775 R$ 774,97
58 0,804 R$ 803,52
59 0,838 R$ 837,67
60 0,874 R$ 874,40
61 0,910 R$ 909,55
62 0,952 R$ 951,99
63 0,993 R$ 992,78
64 1,037 R$ 1.036,68
65 1,084 R$ 1.084,08
**Previdência paga o salário mínimo (R$ 622) para os valores que ficam abaixo dele
Fonte: Conde Consultoria Atuarial
REGRAS
Para se aposentar por tempo de contribuição, o homem deve comprovar pelo menos 35 anos de pagamento ao INSS e a mulher, 30 anos.
Já para se aposentar por idade, é necessário ter, no mínimo, 65 anos (homens) e 60 anos (mulher). Nesse caso, o uso do fator previdenciário no cálculo do valor da aposentadoria é opcional, só sendo usado, portanto, se for beneficiar o trabalhador.

Estudo acha vida em salmoura isolada por 20 m de gelo na Antártida 30/11/2012

DO EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"
Poucos ambientes parecem menos promissores para a vida do que uma salmoura resfriada a -13 graus Celsius, mas um ambiente desse tipo é lar de uma diversificada comunidade de bactérias no interior da Antártida.
Mais intrigante ainda, esse ecossistema improvável parece estar isolado de fontes externas de energia e nutrientes há pelo menos 3.000 anos, afirmam os cientistas americanos que o exploraram pela primeira vez em artigo na revista científica "PNAS".
Alison Murray e seus colegas do Centro de Pesquisas do Deserto em Reno (sudoeste dos EUA) acharam as bactérias depois de cuidadosas perfurações no manto de pelo menos 20 m que recobre o lago Vida (veja mapa abaixo).
Não se sabe exatamente a profundidade do lago. Também não está claro se, abaixo da grossa camada de gelo, existiria algo parecido com uma lagoa líquida.
O que dá para dizer é que, abaixo de certa profundidade, a placa sólida de gelo começa a dar lugar a uma rede de canais por onde corre a salmoura onde vivem as bactérias do lago.

Alison Murray/Divulgação
Lago Vida, corpo d'água congelado em vale no interior da Antártida
Lago Vida, corpo d'água congelado em vale no interior da Antártida
O líquido não congela totalmente, mesmo com a temperatura bem abaixo de zero, por causa da elevada quantidade de cloreto de sódio (o popular sal de cozinha) dissolvida nele. Por causa disso, essa água é seis vezes mais salgada que a do mar.
Levemente amarelo, o líquido contém tanto ferro que fica laranja-escuro quando exposto à atmosfera (dentro do lago, praticamente não existe oxigênio). Também há elevadas quantidades de enxofre e nitrogênio ali.
Mesmo assim, análises de DNA e observações de amostras da salmoura feitas com microscópios revelaram a presença de exemplares de pelo menos oito filos bacterianos (um filo é um agrupamento que reúne grande diversidade de espécies; o dos cordados, por exemplo, abrange todos os vertebrados, do homem aos peixes).
Tudo indica que várias dessas espécies nunca foram detectadas antes. Há sinais de que elas estão sobrevivendo em "marcha lenta" desde que ficaram isoladas ali -sem uma explosão populacional, mas mantendo seu metabolismo numa taxa baixa e relativamente constante.
O mistério é como elas estariam fazendo isso. Uma possibilidade é que estejam se aproveitando, por exemplo, do hidrogênio produzido pelas rochas da região, em contato com o lago, para produzir alguma energia.
Vai ser preciso mais trabalho para entender o que está ocorrendo no lago Vida, mas a descoberta já dá fôlego a uma busca bem mais ampla: a caçada por micróbios durões fora do nosso planeta.
É que as condições do lago antártico não são tão diferentes assim das que existem em oceanos congelados de locais como Europa, uma das luas de Júpiter. (Reinaldo José Lopes)

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Decisão da ONU ocorre 65 anos após resolução que dividiu a Palestina 30/11/2012

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IAN BLACK
DO "GUARDIAN"
O dia 29 de novembro, quando a Assembleia Geral da ONU vota a elevação de status do Estado da Palestina, é uma das datas mais importantes nos anais do conflito árabe-israelense.
Nenhum dos envolvidos nos esforços diplomáticos frenéticos que cercam a decisão a ser tomada nesta quinta ignora que foi em 29 de novembro de 1947 que a organização mundial, então em seus primórdios, votou pela partilha da Terra Santa entre um Estado judaico e outro árabe.
O timing da votação foi escolhido propositalmente pelo presidente da ANP, Mahmoud Abbas, em função desse eco.
Em 1947, na sede temporária da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, foi realizada a votação que faz jus ao adjetivo "histórico". Um trabalho intenso de lobby por parte do movimento sionista e dos EUA persuadiu países indecisos como o Haiti e o Paraguai a compor a maioria de 33 Estados, os dois terços necessários. Sobravam pressões e propaganda política.
Treze membros, incluindo Estados árabes e muçulmanos, foram contra a partilha. Entre os dez países que se abstiveram estava o Reino Unido, que tinha acabado de tomar a decisão de encerrar seu mandato de 30 anos na Palestina. Curiosamente, e por razões distintas, é possível que o Reino Unido se abstenha outra vez. Se o fizer, provocará ultraje entre parlamentares e grupos de defesa dos direitos humanos.
Em 1947, o apoio à causa sionista foi movido por uma combinação de remorso ocidental pelos 6 milhões de mortos no Holocausto nazista e por cálculos estratégicos precoces da União Soviética no quadro da Guerra Fria. O lado árabe estava desorganizado e dividido.
O júbilo nas áreas judaicas da Palestina --o escritor Amos Oz faz uma descrição fascinante em seu livro de memórias-- foi acompanhado por consternação e revolta no lado árabe. A Liga Árabe avisou que as consequências seriam terríveis.
Sessenta e cinco anos atrás, as consequências da votação eram incertas. Ela foi seguida imediatamente pelo início da primeira etapa da guerra que, em 1948, garantiu a independência de Israel e causou a "Nakba" palestina --a "catástrofe"--, cuja consequências humanas e políticas persistem até hoje, com meia dúzia de outras guerras.
Mas o resultado da votação desta quinta-feira na ONU não está em dúvida: 132 dos 193 Estados membros da ONU já reconheceram um Estado palestino suposto. Os EUA são contra. Resta a ser decidido o que fará o Reino Unido, membro permanente do Conselho de Segurança. A França já prometeu votar "sim", e a Alemanha, "não", dividindo o voto da União Europeia. Rússia e China estão do lado do "sim".
Há princípios de importância maior em jogo aqui. Hoje em dia a causa da justiça para os palestinos goza de apoio internacional muito amplo. Os combates recentes na faixa de Gaza lembraram de modo doloroso os riscos enormes encerrados no impasse. Mas há considerações pragmáticas que também estão sendo levadas em conta.
O Reino Unido votará a favor apenas se os palestinos se abstiverem de candidatar-se a membros do Tribunal Penal Internacional, algo que Israel teme que levasse a acusações de crimes de guerra. O ministro do Exterior britânico, William Hague, disse a parlamentares na quarta-feira que, embora o Reino Unido apoie o TPI, o risco maior estava impossibilitando negociações futuras com vistas à criação do Estado palestino. O grupo de campanhas online Avaaz qualificou a posição britânica de repulsiva.
EUA e Israel avisam que a inclusão da Palestina como membro da ONU vai prejulgar o resultado de negociações de paz futuras e já deram a entender que pode haver uma retaliação. Mas não há negociações substantivas há anos, em parte porque Israel se recusou a deixar de ampliar os assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém oriental --e os EUA não pressionaram Israel a parar. Mesmo assim, Abbas já deixou claro que está disposto a reiniciar negociações assim que passar a votação na ONU.
Abbas parece extremamente fraco comparado com seus rivais do Hamas, triunfantes após oito dias disparando foguetes da Faixa de Gaza para o coração de Israel. Os governos ocidentais compreendem que Abbas precisa urgentemente do apoio deles.
O status de Estado observador na ONU com certeza teria significado simbólico profundo. "O apelo palestino à ONU visa nos converter em Estado não membro, com isso elevando nosso status de 'território disputado' --que é como somos amplamente vistos por Israel-- para o de Estado ocupado", Abbas já disse. Seria muito mais importante do que a declaração unilateral de independência feita por Iasser Arafat em 1988. Por essa razão, esta votação sobre a Palestina será observada com muita atenção.
Mas a grande pergunta que fica é se este 29 de novembro fará alguma coisa para ajudar a resolver o conflito --e se esta data merecerá ficar na história outra vez.

TV paga atinge 15,7 milhões de assinaturas em outubro 30/11/2012

Segundo números da Anatel, crescimento representa 1,95% ante setembro de 2012 e 29% em relação a outubro de 2011


Ayr Aliski, da Agência Estado
BRASÍLIA - O Brasil terminou outubro com 15,7 milhões de assinaturas de serviços de TV paga. No mês passado, foram registradas 300,6 mil adições líquidas, o que representa um crescimento de 1,95% em relação a setembro de 2012 e 29% em relação a outubro de 2011. Os dados foram divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Anatel destaca que, considerando número médio de 3,3 pessoas por domicílio, conforme critério do IBGE, os serviços de TV paga já alcançam 51,8 milhões de pessoas. Com isso, 26,4% dos domicílios do País têm serviços de TV por assinatura.
O Estado com o maior número de assinaturas é São Paulo (6,098 milhões). Em segundo lugar está o Rio de Janeiro (2,226 milhões) e em terceiro fica Minas Gerais (1,281 milhão).
Na divisão do mercado, o grupo NET/Embratel detém a liderança, com 8,288 milhões de assinaturas. O segundo lugar é ocupado pela SKY/Directv, com 4,873 milhões de assinaturas. A Oi ficou na terceira posição, com 651 mil assinaturas, e a Telefônica ficou com o quarto lugar, com 606 mil assinaturas.

Fórum Social Mundial Palestina Livre tem início em Porto Alegre 30/11/2012

Cerca de três mil pessoas participam de evento que promove a luta pela libertação nacional dos palestinos


O conflito contra Israel e a luta pela libertação nacional do povo palestino serão os principais temas de discussão durante os próximos três dias no FSM (Fórum Social Mundial) Palestina Livre, ou FSMPL, que tem início nesta quinta-feira (29/11) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Cerca de três mil pessoas estão inscritas para participar do FSMPL. Ao todo, 36 países de quatro continentes estão representados. Ativistas, organizações, movimentos e intelectuais de dezenas de países estão inscritos para participar de conferências e atividades sobre diferentes temas relacionados à questão palestina.

Agência Efe (25/11)

Manifestantes pró-Palestina protestam contra recente ataque a Gaza. Marcha ocorreu em Madri, na Espanha, um dos países participantes do Fórum

Enquanto a maior parte da atenção mundial está focada nos esforços diplomáticos e na atividade das principais autoridades palestinas, este evento procura dar voz aos palestinos e árabes israelenses que convivem diariamente com a ocupação de Israel, aos refugiados que ainda lutam por seu direito de retorno e a movimentos internacionais que propõem críticas e formas de reivindicação. O Fórum pretende mostrar como essas diferentes pessoas lidam com uma política a qual consideram segregacionista e o que sugerem como solução.


As dezenas de mesas de discussão contemplam esse esforço abrangente, mas também se unem em torno de três princípios fundamentais: o fim da ocupação e colonização israelense em todas as terras árabes, além da derrubada do muro; a garantia à igualdade plena dos direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel; e a implementação, proteção e promoção dos direitos dos refugiados palestinos para que esses possam regressar às suas casas e propriedades como está estipulado na resolução 194 da ONU.

As divergências também estão colocadas na mesa do FSMPL. Enquanto alguns defendem a solução de dois estados, outros são favoráveis à constituição de um único estado laico e democrático para abranger os dois povos. Enquanto alguns comemoram a iniciativa do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de pedir o reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas, outros apresentam críticas à sua proposta. Para os organizadores,  o contraditório também contribuirá para construir o evento.
 

Desemprego na Alemanha sobe pelo 8 mês seguido em novembro" 30/11/2012


O desemprego na Alemanha subiu pelo oitavo mês seguido em novembro, sugerindo que a demanda doméstica pode não conseguir compensar o enfraquecimento das exportações e impulsionar o crescimento na maior economia da Europa.O aumento foi, no entanto, menor do que o esperado e o desemprego continua perto do menor nível desde a reunificação da Alemanha há mais de duas décadas, constrastando com o doente mercado de trabalho de muitos de seus parceiros.O desemprego tem aumentado de forma estável, e subiu em 5 mil em novembro, em números ajustados sazonalmente, para 2,939 milhões. O consenso das previsões na pesquisa da Reuters com 33 economistas era de que o desemprego aumentasse em 15 mil.A taxa de desemprego ficou estável em 6,9 por cento."Olhando adiante, no entanto, é questionável se o consumo privado pode realmente assumir o bastão como o principal guia do crescimento da economia alemã", afirmou Carsten Brzeski do ING."As expectativas de emprego no setor industrial entraram em território negativo, a maioria das vagas abertas é de empregos temporários e várias empresas reintroduziram esquemas de trabalho de curto prazo."Muitos especialistas esperavam que esse robusto mercado de trabalho alemão continuasse alimentando o consumo privado e, portanto, guiando o crescimento no país e em países em dificuldade da zona do euro por meio de importações.Mas sinais de fraqueza estão aumentando. Grandes empresas alemãs como Metro, a quarta maior varejista do mundo, Lufthansa e Deutsche Bank estão cortando milhares de empregos.A Alemanha se provou amplamente imune aos primeiros dois anos de crise da dívida europeia, mas dados recentes sugeriram que sua resistência está diminuindo, com o crescimento desacelerando para 0,2 por cento no terceiro trimestre.

"Número de brasileiros que limparam o nome bate recorde" 30/11/2012



O número de brasileiros que procuraram os credores para pagar dívidas em atraso chegou a 16 milhões de janeiro a outubro deste ano, alta de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado e recorde desde 2006, quando a Serasa Experian começou a divulgar esse dado. Já o total de pessoas que passaram a fazer parte da base de inadimplentes no período - 21,5 milhões - subiu menos: 9,5%.O presidente da Serasa Experian e da Experian América Latina, Ricardo Loureiro, disse que "o bom momento vivido pelo mercado de trabalho no País, com as taxas de desemprego em patamares baixos e ganhos salariais acima da inflação, está motivando as pessoas a quitar as dívidas".