quarta-feira, 13 de março de 2013

Venezuela anuncia comissão para investigar morte de Chávez 13/03/2013

Opera Mundi

O próprio presidente, falecido em 5 de março, levantou a suspeita de seu câncer teria sido inoculado

Conforme já havia sido prometido pelo presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, será criada uma comissão para investigar a norte de Hugo Chávez. O presidente venezuelano faleceu após uma longa batalha contra um câncer, doença que, de acordo com o governo, teria sido inoculada por “inimigos” do país. O ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, disse que os Estados Unidos e Israel poderiam estar por trás do suposto atentado.
Efe

Apoiadores de Chávez esperam na fila para ver o corpo do presidente, em Caracas. Muitos acreditam que ele foi envenenado

Chávez morreu no último dia 5, aos 58 anos, em Caracas, vítima de um câncer na região pélvica. Em cerca de um ano e meio de tratamento, o presidente venezuelano passou por quatro cirurgias em Cuba. A última delas foi em dezembro do ano passado. Em uma entrevista à rede Telesur, concedida nesta segunda-feira (11/03), Maduro afirmou que, “no devido momento”, o governo tornará público o tipo de câncer do qual padeceu o presidente e que, segundo ele, “rompia com todas as regularidades” da doença. “Era um tipo de câncer muito estranho”, completou.

O presidente interino disse que Chávez “tinha a intuição desde o principio” de que o câncer foi inoculado e lembrou que os EUA “tinham laboratórios científicos ensaiando como provocar cânceres” na década de 1940. “Passaram-se 70 anos. O quanto não deve ter avançado esse tipo de laboratórios da maldade e da morte?”, se questionou.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, também acredita que o colega tenha sido alvo de um atentado. Em entrevista coletiva durante uma visita a Viena, onde acompanha a Comissão de Entorpecentes da ONU, Morales lembrou que houve muitas ameaças e políticas de “amedrontamento” contra líderes que enfrentavam o imperialismo e impediam os saques de recursos naturais de seus países.

“Quando não podem nos derrotar democraticamente, nem com golpes de Estado, e quando não podem dividir o povo para justificar uma intervenção, o que fazem é usar outros mecanismos, como o de acabar com a vida”, assinalou Morales.

A teoria de que Chávez foi envenenado ganhou força entre os apoiadores do presidente. Não é difícil encontrar pelas ruas de Caracas quem acredite que o líder venezuelano foi assassinado.  No Paseo de Los Próceres, onde fica a Academia Militar, local onde o corpo está sendo velado, há cartazes com dizeres como “Quem matou meu comandante?” e “Justiça”.

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