Venezuela pedirá que países não reconheçam referendo nas ilhas Malvinas

Caracas – O Governo da Venezuela anunciou neste domingo que "incentivará" a comunidade internacional para não reconhecer o resultado do referendo convocado nas ilhas Malvinas para que seus habitantess expressem se querem continuar como território do Reino Unido.
"Como povo e nação soberana e independente, a República Bolivariana da Venezuela incentiva os povos e Governos do mundo a não reconhecer os resultados desta manobra e a rejeitar esta nova agressão colonialista que pretende tirar da nação argentina seu legítimo direito à soberania sobre estes territórios", disse o Governo venezuelano em comunicado.
A disputa dessas ilhas situadas ao sul da Argentina, segundo resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas, "obrigam ao Reino Unido negociar uma solução pacífica e definitiva à exigência de nossa nação irmã argentina pela soberania destas ilhas sul-americanas", lembrou o texto venezuelano.
A Venezuela "expressa sua mais firme solidariedade e apoio incondicional" à Argentina e "se une à rejeição da pretensão do Reino Unido de alterar o status jurídico político das ilhas Malvinas, Geórgias do Sul e Sandwich do Sul", detalha.
A realização do referendo significa, acrescenta o texto venezuelano, um "aberto desconhecimento de mais de 40 resoluções" da ONU, as quais exortam "ao diálogo bilateral" e "não aceitam as propostas britânicas de incorporar o princípio de livre determinação" para tentar liquidar o assunto.
Nesse sentido, diz que "não se pode falar de livre determinação em um território em disputa, colonizado, e com uma população implantada à força que representa os interesses do Reino Unido".
Argentina e Reino Unido se enfrentaram em uma guerra pela posse das ilhas do Atlântico Sul que começou em 2 de abril de 1982, quando os militares argentinos ocuparam as Malvinas, e que terminou em 14 de junho do mesmo ano com a rendição argentina e a morte de quase mil de pessoas.
EFE
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