A China, que em uma década passou do sexto ao segundo lugar das maiores economias mundiais, celebrou neste domingo o décimo aniversário de sua entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) com promessas de liberalização para ajudar a combater a crise econômica mundial, mas pedindo contrapartidas do Ocidente.O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, e o presidente da China, Hu Jintao, lideraram a cerimônia comemorativa no Grande Palácio do Povo, em Pequim, onde o francês aproveitou para pedir mais maturidade ao gigante asiático nos conflitos comerciais internacionais, enquanto o chefe de Estado reivindicou o pleno reconhecimento do país como economia de mercado.Lamy, que enfatizou a importância de a China impulsionar sua economia para depender mais do consumo interno e menos das exportações, destacou que, após dez anos na organização, este é o momento para que o país contribua mais em questões como a regulação comercial internacional e se consagre como "um membro-chave da família da OMC".Hu, por sua vez, insistiu que a comunidade internacional - especialmente seus principais parceiros comerciais, Estados Unidos e União Europeia (UE) - deve dar à China o desejado status de economia de mercado e relaxar as restrições na exportação de alta tecnologia ao país.O líder ressaltou que a entrada de Pequim na OMC representou "um marco no processo de reforma e abertura" do regime comunista, iniciando "uma nova etapa histórica" para a potência asiática.Ele destacou que a China continuará a liberalização de seu comércio, processo iniciado desde a adesão na OMC. E diante da reputação de país meramente exportador, Hu lembrou que as importações chinesas devem superar os US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos (no ano passado, chegaram a US$ 1,39 trilhão).Também ressaltou, após os pedidos de Lamy, a estimativa de que o consumo interno da nação crescerá a um ritmo de 15% por ano, podendo chegar aos US$ 5,05 trilhões em 2015.A China ingressou na Organização Mundial do Comércio no dia 11 de dezembro de 2001, mesmo dia que Taiwan - ilha separatista, mas administrada por Pequim -, após um árduo processo de 15 anos de negociações, um dos mais longos que um país teve de superar para entrar no organismo.A adesão significou a incorporação da economia da China, maior mercado do mundo, às regras do comércio internacional, embora de uma forma progressiva, ainda não plenamente concluída em muitos setores superprotegidos por Pequim (bancário e energético, por exemplo).No tempo transcorrido, a China se transformou no maior exportador mundial e no segundo maior importador. Seu comércio exterior passou dos US$ 509 bilhões em 2001 para US$ 2,97 trilhões em 2010."(A OMC) deu à China um acesso mais transparente, seguro e previsível ao mercado mundial, e, ao mesmo tempo, o país se transformou em uma importante parte da economia do planeta, dando enormes oportunidades a outros membros", analisa um artigo recente do jornal oficial "China Daily".Algumas medidas foram cruciais para isso, como a redução de tarifas às importações. A média delas era de 15% antes do ingresso na OMC, enquanto agora é de 9,5%.Os dez anos foram testemunhas, por exemplo, da criação da maior zona de livre-comércio do mundo - formada pela China e pelos membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) - e da assinatura de tratados de livre-comércio entre Pequim e Chile, Peru, Costa Rica, Paquistão, Cingapura, Nova Zelândia e Taiwan.Enquanto isso, nesses dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês foi progressivamente ultrapassando os da França, Reino Unido e Alemanha. Esse processo foi acompanhado pelo aumento do "soft power" (poder brando) do gigante asiático, marcado pela progressiva internacionalização de sua imagem, com a ajuda dos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e da Exposição Universal de Xangai (2010).A ascensão comercial não esteve isenta de tensões diplomáticas, sobretudo com EUA e UE, por questões como a chamada "guerra cambial" - devido à desvalorização do câmbio do iuane (artificialmente baixa, segundo Washington e Bruxelas) -, escândalos sanitários em produtos "Made in China" e a velha questão da violação de direitos de propriedade intelectual, ainda pouco protegidos no país.A década como membro da OMC culminou em 2011 com uma China assumindo um papel impensável nos primórdios do milênio: por ter superado bem a crise financeira de 2008, Pequim se transformou no maior credor dos EUA e no alicerce fundamental para ajudar a Europa a combater a crise da dívida soberana.
Este blogue não concorda com o Golpe. RESISTÊNCIA JÁ A morte da Marisa, não é diferente da morte dos milhares no Iraque, invadido, na Líbia destroçada, entre outros, as mãos são as mesmas, acrescentadas dos traidores locais.
DIÁRIO DO OCUPA BRASIL link
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
"China celebra 10 anos na OMC com promessas e exigências de um gigante" 11.12.11
A China, que em uma década passou do sexto ao segundo lugar das maiores economias mundiais, celebrou neste domingo o décimo aniversário de sua entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) com promessas de liberalização para ajudar a combater a crise econômica mundial, mas pedindo contrapartidas do Ocidente.O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, e o presidente da China, Hu Jintao, lideraram a cerimônia comemorativa no Grande Palácio do Povo, em Pequim, onde o francês aproveitou para pedir mais maturidade ao gigante asiático nos conflitos comerciais internacionais, enquanto o chefe de Estado reivindicou o pleno reconhecimento do país como economia de mercado.Lamy, que enfatizou a importância de a China impulsionar sua economia para depender mais do consumo interno e menos das exportações, destacou que, após dez anos na organização, este é o momento para que o país contribua mais em questões como a regulação comercial internacional e se consagre como "um membro-chave da família da OMC".Hu, por sua vez, insistiu que a comunidade internacional - especialmente seus principais parceiros comerciais, Estados Unidos e União Europeia (UE) - deve dar à China o desejado status de economia de mercado e relaxar as restrições na exportação de alta tecnologia ao país.O líder ressaltou que a entrada de Pequim na OMC representou "um marco no processo de reforma e abertura" do regime comunista, iniciando "uma nova etapa histórica" para a potência asiática.Ele destacou que a China continuará a liberalização de seu comércio, processo iniciado desde a adesão na OMC. E diante da reputação de país meramente exportador, Hu lembrou que as importações chinesas devem superar os US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos (no ano passado, chegaram a US$ 1,39 trilhão).Também ressaltou, após os pedidos de Lamy, a estimativa de que o consumo interno da nação crescerá a um ritmo de 15% por ano, podendo chegar aos US$ 5,05 trilhões em 2015.A China ingressou na Organização Mundial do Comércio no dia 11 de dezembro de 2001, mesmo dia que Taiwan - ilha separatista, mas administrada por Pequim -, após um árduo processo de 15 anos de negociações, um dos mais longos que um país teve de superar para entrar no organismo.A adesão significou a incorporação da economia da China, maior mercado do mundo, às regras do comércio internacional, embora de uma forma progressiva, ainda não plenamente concluída em muitos setores superprotegidos por Pequim (bancário e energético, por exemplo).No tempo transcorrido, a China se transformou no maior exportador mundial e no segundo maior importador. Seu comércio exterior passou dos US$ 509 bilhões em 2001 para US$ 2,97 trilhões em 2010."(A OMC) deu à China um acesso mais transparente, seguro e previsível ao mercado mundial, e, ao mesmo tempo, o país se transformou em uma importante parte da economia do planeta, dando enormes oportunidades a outros membros", analisa um artigo recente do jornal oficial "China Daily".Algumas medidas foram cruciais para isso, como a redução de tarifas às importações. A média delas era de 15% antes do ingresso na OMC, enquanto agora é de 9,5%.Os dez anos foram testemunhas, por exemplo, da criação da maior zona de livre-comércio do mundo - formada pela China e pelos membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) - e da assinatura de tratados de livre-comércio entre Pequim e Chile, Peru, Costa Rica, Paquistão, Cingapura, Nova Zelândia e Taiwan.Enquanto isso, nesses dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês foi progressivamente ultrapassando os da França, Reino Unido e Alemanha. Esse processo foi acompanhado pelo aumento do "soft power" (poder brando) do gigante asiático, marcado pela progressiva internacionalização de sua imagem, com a ajuda dos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e da Exposição Universal de Xangai (2010).A ascensão comercial não esteve isenta de tensões diplomáticas, sobretudo com EUA e UE, por questões como a chamada "guerra cambial" - devido à desvalorização do câmbio do iuane (artificialmente baixa, segundo Washington e Bruxelas) -, escândalos sanitários em produtos "Made in China" e a velha questão da violação de direitos de propriedade intelectual, ainda pouco protegidos no país.A década como membro da OMC culminou em 2011 com uma China assumindo um papel impensável nos primórdios do milênio: por ter superado bem a crise financeira de 2008, Pequim se transformou no maior credor dos EUA e no alicerce fundamental para ajudar a Europa a combater a crise da dívida soberana.
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