Genro do rei Don Juan, Inaki Urdangarin deixa os membros da Coroa em situação complicada ao ser investigado por suposto mau uso do dinheiro público
Segundo reportagem publicada no jornal El País, a Casa do Rei não tem o hábito de fazer grandes revelações sobre seus integrantes, nem sobre seu funcionamento, diferente do protocolo que seguem outras famílias reais. Mas a situação mudou completamente nos últimos dias, quando começaram a ser divulgadas diversas informações a respeito dos negócios do genro de Juan Carlos, o que deixou a Coroa em uma situação comprometida.
O advogado e único porta-voz do duque de Palma, Mario Pascual Vives, negou que seu cliente tenha cometido qualquer irregularidade. “Ele está preocupado. Eu diria que ‘pesaroso’ é a palavra e talvez também ‘indignado’ pelas informações que estão aparecendo sobre o Instituto Noos”. Instituição vista com muito bons olhos pelos espanhóis, a família real tem agora um de seus membros observado por alguns setores da sociedade, por desfrutar de luxuosas casas e administrar grandes quantidades de dinheiro em meio a uma grave crise econômica.
Conforme anunciou o chefe da Casa do Rei, Rafael Spottorno, os gastos da família serão publicados antes do fim do ano no site oficial da família real espanhola. De acordo com um porta-voz da família real, especialistas financeiros estudam possíveis medidas de corte de gastos para os membros reais, que recebem 8,4 milhões de euros (11,2 milhões de dólares) por ano, usados para cobrir gastos pessoais, de funcionários e de eventos oficiais. Já os custos oficiais com viagem e segurança têm uma contabilidade separada.
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