sexta-feira, 16 de março de 2012

‘Economist’: estudantes no exterior podem impulsionar economia do Brasil 15/03/2012

Sílvio Guedes Crespo


A revista “The Economist“, que na semana passada avaliou a política industrial do Brasil como “uma receita para o declínio“, mudou o tom na sua mais recente edição e resolveu elogiar um programa do governo.
O Ciência sem Fronteiras “é a mais corajosa tentativa do Brasil de mover uma engrenagem econômica”, afirma a revista.
A reportagem, cujo título é “Estudando no mundo – um imenso programa de bolsas poderia impulsionar o crescimento econômico”, afirma que as universidade estrangeiras estão se preparando para lecionar aos brasileiros.
Os Estados Unidos se comprometeram a receber 20 mil alunos. Reino Unido, França, Alemanha e Itália absorverão entre 6 mil e 10 mil cada. A revista conta que a Universidade de Edimburgo, na Escócia, está abrindo um escritório em São Paulo para “tirar vantagem do que ela espera ser um crescente número de alunos”. O objetivo do Ciência sem Fronteiras é promover bolsas para 100 mil pessoas no exterior até 2015.
Atualmente, diz o semanário, a presença de estudantes brasileiros em outros países é relativamente pequena: eles são apenas 9 mil nos EUA, onde há um contingente somado de 260 mil chineses e indianos.
A “Economist” lembra, ainda, que nos anos 1960 e 1970 o governo brasileiros pagou pós-graduação de brasileiros mundo afora nos setores de exploração de petróleo, pesquisas agrícolas e design de aviação. “O Brasil é hoje um líder mundial nesses três campos”, afirma o semanário.
A reportagem não deixa de citar os atuais problemas de educação vividos no País. Explica que falta mão de obra qualificada e ainda acrescenta, citando o Ipea, que “muitos dos 30 mil engenheiros que o Brasil forma a cada ano vêm de instituições medíocres”.

 http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/03/15/economist-estudantes-no-exterior-podem-impulsionar-economia-do-brasil/

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