terça-feira, 13 de março de 2012

"Fuga de investidores soma US$ 110 bilhões na Europa" 12.03.12



Nos meses que antecederam o maior calote da história na Grécia, credores venderam ativos e reduziram de forma drástica suas atividades na periferia da Europa, em uma fuga que somou mais de US$ 110 bilhões e que atingiu Espanha, Portugal, Itália e Irlanda, além da Grécia. Os dados são do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Para a instituição, a intervenção do Banco Central Europeu - com a injeção de 1 trilhão em dois meses - pode ter evitado uma crise como a de 2008. Mas criou agora uma dependência dos bancos comerciais ao BC europeu.Na avaliação do BIS, o fim de 2011 registrou situação de fato crítica no cenário financeiro internacional e que poderia ter levado a uma nova onda de falências. Bancos europeus, diante do cenário de incerteza, deixaram de emprestar. Já os grandes bancos americanos abandonaram os bancos franceses, depois de já terem retirado seus ativos de bancos da Itália, Espanha, Grécia e Irlanda. Se não bastasse, correntistas retiraram dos bancos espanhóis e italianos cerca de US$ 120 bilhões em três meses.Para especialistas, uma crise de falta de crédito poderia ter jogado a economia mundial em uma nova recessão profunda. Mas a decisão do BCE, apesar de polêmica, teria dado oxigênio aos bancos. O volume injetado é suficiente para que os bancos europeus consigam quitar 80% das dívidas até 2014, sem contar com os US$ 165 bilhões que gregos, irlandeses e portugueses já tinham obtido no BCE.Desde a primeira injeção, no fim de dezembro, o risco país de Espanha e Itália cedeu e permitiu que bancos voltassem a captar. Para o BIS, há de fato sinais positivos na economia mundial desde então, especialmente com a retomada da economia americana. Mas nada disso, segundo o BIS, significa que a crise acabou. Em estudo feito há um mês, a injeção do BCE é classificada como ação que dá a falsa sensação de que os problemas foram superados.

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