Petrobrás estuda vender fatias de blocos no Golfo do México
Venda está dentro do plano da estatal de promover desinvestimentos no valor total de US$ 13,6 bilhões
16 de setembro de 2011
RIO - A Petrobrás estuda vender participações minoritárias em blocos do Golfo do México para cumprir a meta de desinvestimento de US$ 13,6 bilhões anunciada em julho no Plano de Negócios da empresa. Segundo o gerente executivo da companhia para Estados Unidos, África, Europa e Ásia, Fernando José Cunha, a empresa ainda não tem uma lista dos ativos que devem ser colocados à venda. Uma definição deve sair no "curto prazo", disse, sem dar detalhes.Ele ressaltou, no entanto, que estão fora desse grupo os campos de Cascade e Chinook, que a Petrobrás opera na região e quer manter. "Não temos uma lista para vender. Estamos olhando todos os ativos", disse, após participar do 6º encontro de negócios Brasil Portugal, no Rio. "(O levantamento de ativos) foi uma encomenda do presidente Gabrielli. Neste momento, estamos estudando todo o nosso portfólio, e vendo, dentro do plano de investimento da companhia, o que poderia ser", explicou.
O executivo disse que as informações sobre ativos têm sido repassadas à gerência de novos negócios da presidência da Petrobrás, que está tocando esse planejamento. Sobre as operações da empresa no exterior, ele afirmou que a empresa não está considerando sair da Nigéria. "Estamos firmes lá e continuaremos", afirmou, lembrando que a companhia produz óleo de "excelente qualidade" no país. A empresa trabalha com a Chevron e a Total, que são as operadoras.
O executivo também afirmou que a operação em Portugal é interessante para a companhia. "Estamos lá com sete blocos, vamos perfurar. Portugal deve estar consumindo hoje uns 300 mil barris por dia. Eles importam tudo", afirmou. Sobre Angola, Cunha declarou que trata-se de uma província importante para a Petrobras. A empresa detém o bloco 26 e deve furar um poço no pré-sal angolano no ano que vem.
Aquisições
Cunha disse também que não vê possibilidade de aquisição da participação do governo português na Galp pela companhia. A venda da fatia estatal na Galp integra um conjunto de privatizações que o governo português deve implementar como parte do plano de ajuste para enfrentar a crise.
"Eu não vejo essa possibilidade hoje em função do plano de negócios da Petrobrás. Esse plano de US$ 224 bilhões (até 2015) já está totalmente comprometido com nossa carteira de projetos", declarou Cunha, após participar do 6º Encontro de Negócios Brasil-ortugal, no Rio. Ele ressaltou que as prioridades da Petrobrás são o pré-sal, a construção das refinarias no Brasil e compromissos assumidos no exterior.
"Temos que furar poço na Tanzânia, em Angola, em Portugal. Não sou do conselho (de administração), mas não vejo espaço no plano de negócios para fazer uma aquisição", disse. Cunha acrescentou, porém, que o conselho não dá sinais de que haja a intenção de entrada no capital da Galp.
No começo do ano, a Petrobrás desistiu de adquirir a participação acionária da italiana Eni na Galp. Na época, o ministro de ministro de Minas e Energia, Édison Lobão, justificou a desistência dizendo que a compra não era vantajosa para a Petrobrás.
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