quinta-feira, 20 de junho de 2013

A direita tomou conta do movimento: Congresso e Planalto cercados; STF evacuado 20/06/2013

Brasília247 - Milhares de pessoas tomaram a Esplanada dos Ministérios no fim da tarde desta quinta-feira, em protestos por um transporte público melhor e contra os gastos da preparação para a Copa do Mundo. Inicialmemte reunidos em frente ao Congresso Nacional, alguns manifestantes passaram a se deslocar em direção ao Palácio do Planalto, mas foram contidos pela polícia, que fez um cordão de isolamento na rua para impedir o deslocamento do grupo até a sede do Poder Executivo.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal, que teve sessão na tarde desta quinta-feira, era evacuado. A polícia Legislativa do Congresso criou um gabinete de crise para conseguir responder com mais agilidade aos protestos. Mais cedo, os manifestantes se concentraram em frente ao Ministério da Saúde, onde cantaram o Hino Nacional. A Polícia Militar (PM) acompanhava a passeata de longe, mas se posiciona com maior quantidade em torno do Congresso.
De acordo com a Polícia Militar, 6 mil pessoas participam do movimento. Não há clareza sobre o que os participantes pretendem fazer, e muitos alegam que somente em frente ao Congresso vão decidir os passos seguintes. A PM informa que não será permitido acesso ao teto do Congresso, para evitar acidentes.
Cerca de 3.500 policiais militares participam da proteção ao Congresso. Eles fazem um cordão cercando o gramado para impedir que os manifestantes cheguem à rampa do Congresso, como ocorreu na manifestação de segunda-feira.
As informações entre os manifestantes são trocadas pelo Twitter por meio das hashtags #vemprarua e #ogiganteacordou, mas não há um comando claro no movimento. As hashtags são incluídas no texto das mensagens para que possam ser agrupadas em torno de um tópico específico.
Grupos que estavam concentrados na Rodoviária também estão na Esplanada dos Ministérios e protestam contra os gastos públicos na Copa das Confederações e pelo uso das verbas em educação e saúde. O grupo principal estava no Museu da República e protesta pela rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que retira o poder investigatório do Ministério Público, entre outras reivindicações.
Com Agência Brasil
PELO BRASIL

Multidão toma ruas do Brasil; segurança é reforçada e comércio se protege
Por Eduardo Simões e Felipe Pontes
SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 20 Jun (Reuters) - Milhares de manifestantes já ocupam as ruas de mais de cem cidades do país na tarde desta quinta-feira, levando a polícia a reforçar a segurança, comerciantes a fecharem as portas e empresas a liberarem os funcionários mais cedo.
As manifestações foram mantidas mesmo após diversas cidades do país anunciarem o recuo no aumento da tarifa de transporte público, reivindicação que deflagrou a onda de protestos por todo o Brasil.
Na região central do Rio de Janeiro, manifestantes começaram a chegar antes das 17h, e marchavam pelas ruas. Horas antes, comerciantes fecharam as portas e bancos e outros estabelecimentos usaram tapumes de madeira para se proteger e evitar destruição, como aconteceu no protesto de segunda-feira, que reuniu cerca de 100 mil pessoas na capital fluminense.
No entorno do estádio do Maracanã, onde as seleções da Espanha e do Taiti disputam partida pela Copa das Confederações, foram colocados cordões de isolamento para evitar confrontos entre policiais e manifestantes.
"Ouvi dizer que a manifestação virá para cá, então fiquei com receio de vir com minha filha. Mas como eu já estava com ingresso, decidi vir", disse o técnico de mecânica André Leite, 42, morador do Rio enquanto ia para o Maracanã.
Em São Paulo, milhares de manifestantes começavam a ocupar a Avenida Paulista, a mais importante da cidade, e em Salvador o protesto acontecia perto da Arena Fonte Nova, onde Nigéria e Uruguai se enfrentarão pela Copa das Confederações. Em Pernambuco, cerca de 50 mil pessoas tomavam as ruas da capital Recife, segundo estimativas da polícia.
As manifestações também aconteciam em capitais de todas as regiões do Brasil, como Porto Alegre, Belo Horizonte, Teresina, Belém e João Pessoa.
Diante da onda de protestos, a presidente Dilma Rousseff decidiu alterar sua agenda de viagens, que incluiria idas ao Japão e a Salvador nos próximos dias.
(Reportagem adicional de Bruno Marfinati, em São Paulo, Pedro Fonseca em Salvador e Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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