quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A modernidade do “mercado livre” 05/10/2011


A regra da empresa: não beber para não fazer xixi, cinco minutos do máximo no toilette e cartaz com "banheiro" pendurado no pescoço
Os jornais de hoje trazem várias  reportagens que fazem pensar sobre a tal “liberdade de mercado”.
Claro, Net e Embratel – que crime sua privatização! – passam a operar em “parceria”. Parceria? Como assim? Pertencem ao mesmo dono, o mexicano Carlos Slim, uma das maiores fortunas do mundo. Ele, então, vai ser “parceiro” de si mesmo.
Dizem que essa “parceria” vai baratear os serviços. E anunciam a venda de “pacotes” mais baratos (?) de telefonia, internet e TV a cabo. No meu tempo isso era venda casada, onde você só pode comprar uma coisa levando outra. Na prática, pode, mas paga um valor imensamente maior.
Não conto o que me contaram, conto o que vivi: a Net anunciava TV a cabo e telefone por R$ 59,90. Interessei-me, porque mudei de endereço. Descobri que esse era o preço se eu transferisse a linha telefônica de outra operadora. Telefone novo ou não transferido, só a TV a cabo custaria R$ 119. Ou seja, uma laranja mais uma banana, R$ 59. Só a banana, R$ 119.
E mais, você contratava Net e quem instalava era a Embratel, “com quem temos uma parceria”, explicou a atendente.
Resultado, para ser atendido por outra, comprei um pacote muito superior na própria Embratel, pagando 20 reais a menos.
Competição é isso aí.
A Anatel e o Cade, nada…
Aí vem o UOL e reproduz matéria da BBC, sobre funcionárias de uma empresa espanhola que é “acusada de obrigar funcionárias a por cartaz no pescoço para ir ao banheiro“.
Não precisa ir tão longe. O pessoal que trabalha em call-center das telefonicas, aqui, tem de se expor e ainda, em alguns casos, acionar um botão que registra o tempo “banheiral”.
É o “padrão internacional”, pois até na “civilizada” França o famigerado botão existe. como publicou o Opera Mundi, dois anos atrás.
Ora, existem ferramentas de controle sobre funcionários que, eventualmente, estejam se ausentando demais dos seus pontos de atendimento. Registra-se o número de atendimentos, sua complexidade, é perfeitamente possível identificar e demitir os que estejam enrolando, eventualmente.
Mas isso não escandaliza ninguém, não é? Só se for uma repartição ou uma estatal que fizer.

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