terça-feira, 11 de outubro de 2011

Projeto O3B dará acesso à web a 150 países pobres 10/10/2011

Ethevaldo Siqueira


10 de outubro de 2011 | 20h09
Ethevaldo Siqueira
O nome do projeto é O3B. Embora pareça estranho, essa sigla significa Other 3 billion – ou seja, os outros 3 bilhões de seres humanos que ainda não dispõem de acesso à internet. O Brasil é um dos primeiros países a contratar acesso de banda larga à internet via satélite do Projeto O3B, que deverá cobrir mais de 150 países em desenvolvimento, com 8 satélites de órbita média (entre 2.000 e 36.000 km acima da superfície terrestre) sobre a linha do equador.
Por força do contrato de parceria assinado com a empresa brasileira Ozônio Telecomunicações, praticamente toda extensão do Estado do Amazonas poderá dispor de acesso de alta velocidade à internet, de 1 a 10 Megabits por segundo. A parceria, anunciada no início de outubro em Manaus, prevê a oferta da capacidade total de um dos 8 satélites de órbita média para cobrir a região com conexões rápidas, de modo a chegar até aos locais mais remotos, onde a cobertura por fibra óptica é tecnicamente muito difícil.
A oferta desses serviços por menores custos se torna possível porque o O3B utiliza de satélites de órbita média, não geoestacionários, que, por operar com satélites situados mais próximos da Terra.
Para o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, que representou o Ministério das Comunicações na assinatura do contrato de parceria entre O3B e a Ozônio, o projeto tem alta relevância para o Estado do Amazonas por oferecer acesso de maior velocidade aos lugares mais remotos da região. A Ozônio tem plano para a montagem de um centro de distribuição em diversos municípios do interior do Amazonas, por intermédio de antenas para recepção dos sinais do satélite.

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