Reforçando a atração de estrangeiros por esse mercado, que deve movimentar R$ 15,7 bilhões, começa hoje em São Paulo o Hot Luxury, evento promovido pelo IHT (International Herald Tribune) -braço internacional do jornal norte-americano "The New York Times".
O evento, que vai até amanhã, contará com a presença de ícones do luxo, como a estilista venezuelana Carolina Herrera e o fotógrafo peruano Mario Testino.
Para a designer de joias Camila Sarpi, o estilo de vida "cool" brasileiro é uma das razões do ganho de importância do país na área.
"Não devemos nada aos grandes produtores de moda de luxo, como a França e a Itália, em termos de design", afirma ela.
O presidente da H. Stern, Roberto Stern, diz que outro fator importante seria a disposição dos consumidores em pagar por produtos de qualidade.
"Somos diferentes dos asiáticos que, embora tenham um mercado muito superior ao nosso em faturamento, estão mais ligados a comprar a marca e ligam pouco para a qualidade do design e das matérias-primas", diz Stern.
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| Loja da grife Hermès no shopping Cidade Jardim, em São Paulo |
"O mercado de luxo brasileiro não é tão grande quanto os estrangeiros imaginam. A verdade é que esse consumo está muito restrito a São Paulo e ao Rio de Janeiro", afirma ele, que comanda operação com 70 lojas espalhadas pelo país.
Em 2012, a expectativa é que o Brasil continue com crescimento superior a 30% no mercado de luxo, diz Guilherme Kosmann, gestor institucional da MCF Consultoria, que, com a GfK, realiza todo ano um raio-X do setor.
"Comparado com outros centros emergentes do chamado Bric, o Brasil parece uma colmeia de comércio glamouroso", escreveu a responsável pelo Hot Luxury, a editora de moda do IHT, Suzy Menkes, em artigo publicado ontem no site do "NYT".
Menkes descrevia, no texto, sua visita à rua Oscar Freire, nos Jardins (São Paulo).

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