quinta-feira, 26 de julho de 2012

Argentina condena exercício militar do Reino Unido nas Malvinas 26/07/2012


“A Grã-Bretanha ameaça, mais uma vez, a Argentina e a América Latina ao programar exercícios de lançamento de mísseis no Atlântico Sul. A manobra põe em risco a segurança de todos os navios que se encontram na área”, advertiu a chancelaria na nota.

Bateria de mísseis Rapier
O governo argentino condenou nesta quarta-feira “os exercícios militares que o Reino Unido realiza com lançamento de mísseis” nas Ilhas Malvinas, aos quais qualificou como uma “ameaça” à América Latina.
A chancelaria argentina rejeitou em comunicado estas práticas depois da divulgação hoje, nos jornais locais, de um aviso do Serviço de Hidrografia Naval da Argentina, emitido no último dia 12 de julho, que avisava sobre exercícios de lançamentos de mísseis previstos entre 16 e 27 de julho nas Malvinas, cuja soberania é reivindicada pelo país sul-americano.
Porta-vozes do Ministério da Defesa argentino disseram à Agência Efe que “não é a primeira vez” que se informa sobre este tipo de exercícios nas Malvinas.
“A Grã-Bretanha ameaça, mais uma vez, a Argentina e a América Latina ao programar exercícios de lançamento de mísseis no Atlântico Sul. A manobra põe em risco a segurança de todos os navios que se encontram na área”, advertiu a chancelaria na nota.
Estas “ilegítimas manobras” do Reino Unido “são contrárias” a resoluções das Nações Unidas, que instam ambos países a sentar-se para negociar a soberania das ilhas, sob domínio britânico desde 1833, indicou o governo de Cristina Kirchner.
As manobras “também são contrárias à vontade dos países da região, que rejeitaram ditos exercícios militares através de múltiplos pronunciamentos do Mercosul, da Unasul e do Grupo do Rio”, acrescentou.
A tensão entre Argentina e o Reino Unido pela soberania das Malvinas aumentou este ano, quando se completa o 30º aniversário da guerra entre ambos países pelo domínio das ilhas em 1982.
A guerra terminou com a rendição argentina no dia 14 de junho de 1982 e deixou cerca de 900 mortos, a maioria deles argentinos.

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