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Espiões alemães estão mobilizados em frente à costa síria e transmitem informação para ajudar os rebeldes em seu combate contra o presidente Bashar al-Assad, informa um jornal alemão neste domingo. Agentes do Serviço Federal de Informação (BND) operam a partir de barcos em frente à costa síria, graças a uma tecnologia que permite observar os movimentos de tropas a uma distância de 600 km no coração do país, informou o semanário Bild am Sonntag.Transmitem suas informações a oficiais americanos e britânicos que fornecem, por sua vez, a informação aos rebeldes sírios. Segundo um funcionário americano que pediu o anonimato, "nenhum serviço de informação ocidental tem fontes tão boas na Síria" quanto o BND alemão, acrescenta o semanário.Os agentes alemães também estão ativos no conflito sírio desde a base da Otan na cidade turca de Adana, segundo oBild. "Podemos ficar orgulhosos da contribuição significativa que fornecemos para fazer o regime de Assad cair", confessa um funcionário do BND à publicação.O BND não estava disponível para comentar estas informações. Berlim insiste que uma intervenção militar não é a solução para resolver o conflito sírio, que já dura mais de 17 meses, mas o ministro da Defesa, Thomas de Maizière, declarou recentemente que a Alemanha poderia fornecer outro tipo de ajuda, como o apoio humanitário e logístico.Um porta-voz do Ministério da Defesa da Alemanha confirmou em Berlim que um navio auxiliar da Marinha se encontra em águas internacionais no leste do Mediterrâneo. Segundo o funcionário, este tipo de embarcação equipada com tecnologia de reconhecimento e comunicação tem como tarefa obter informações. O navio, segundo o órgão, encontra-se estacionado em um porto na Sicília.Na Síria, os confrontos continuam, fazendo vítimas sobretudo entre civis, de acordo com o chefe da missão de observação da Organização das Nações Unidas (ONU), general Babacar Gaye. Segundo o líder, tanto as forças do governo quanto os rebeldes não contribuem para a proteção dos civis no conflito."Ambas as partes têm obrigações no âmbito do direito internacional humanitário de garantir que os civis sejam protegidos", sublinha Gaye. Desde junho, ambos os lados não se sentem vinculados a uma trégua. Como resultado, a violência tem aumentado dramaticamente.O Conselho de Segurança da ONU determinou na quinta-feira o fim da missão de observadores devido ao aumento da violência na Síria. O mandato termina neste domingo. Gaye, porém, assegurou que a ONU continuará engajada na busca de uma solução para o conflito na Síria.Neste fim de semana, foram registradas batalhas, entre outros, em Damasco e em Aleppo, assim como nas províncias de Homs, Daraa e Deir as-Saur. Segundo a oposição, pelo menos 172 pessoas morreram somente no sábado. Enquanto isso, a televisão estatal síria mostrou Assad orando em uma mesquita em Damasco. Hoje, começa a festa de três dias que comemora o encerramento do Ramadã, mês de jejum ritual islâmico.Na sexta-feira, o argelino Lakhdar Brahimi foi nomeado novo enviado especial à Síria da ONU e da Liga Árabe, substituindo o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan como mediador do conflito no país. Para não falhar, como Annan, nesta tarefa aparentemente impossível, ele colocou algumas condições. Entre outras coisas, Brahimi, 78 anos, cobrou apoio do Conselho de Segurança. "Se não me apoiarem, não há nada a fazer", alertou.
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