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Estatística é parte de balanço do programa Plano Estratégico de Fronteiras. Iniciativa do governo federal tenta reduzir os crimes nas áreas fronteiriças.

O ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, divulgou nesta terça-feira (18) que 20.737 pessoas foram
presas em flagrante durante operações de combate ao crime nas fronteiras
do país entre junho de 2011 e novembro de 2012. No mesmo período,
informou o ministro, as autoridades policiais apreenderam 81,49
toneladas de drogas e 375 armas de fogo.
Os números fazem parte de balanço
do Plano Estratégico de Fronteiras, criado para combater crimes
transnacionais na divisa com países vizinhos. As estatísticas
foram divulgadas durante cerimônia no Palácio do Planalto que contou com
a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, e do ministro
da Defesa, Celso Amorim.
“Houve investimentos bastante
expressivos em matéria de segurança em função da operação das
fronteiras. São números que quintuplicam, sete, oito vezes aquilo que se
apreendeu no passado”, disse Temer ao anunciar o resultado parcial do
programa.
O titular da Justiça revelou medidas que
estão sendo tomadas pelo governo federal para reforçar a segurança nas
áreas de fronteira, entre elas iniciativas para estimular policiais
federais e rodoviários a permanecerem nesses locais.
Segundo Cardozo, está em tramitação
na Câmara dos Deputados um projeto de lei que prevê o pagamento de
gratificações adicionais aos servidores que se dispuserem a morar em
localidades de difícil fixação dos efetivos, consideradas estratégicas.
Os municípios que possibilitarão os pagamentos extras serão definidos
posteriormente pela União.
O pacote de incentivos para a
transferência de servidores para as fronteiras, ressaltou o ministro da
Justiça, também inclui a construção de 388 residências para policiais
federais e rodoviários até 2014. O investimento do governo nessas
moradias alcançará R$ 53 milhões, observou Cardozo.
Segurança nas fronteiras
Lançado em junho de 2011, o Plano Estratégico de Fronteiras realiza operações policiais nas áreas fronteiriças do país sob a coordenação de órgãos de segurança pública e das Forças Armadas. O programa de segurança nas fronteiras é dividido em duas operações: a Ágata e a Sentinela.
Lançado em junho de 2011, o Plano Estratégico de Fronteiras realiza operações policiais nas áreas fronteiriças do país sob a coordenação de órgãos de segurança pública e das Forças Armadas. O programa de segurança nas fronteiras é dividido em duas operações: a Ágata e a Sentinela.
A Operação Ágata é realizada,
periodicamente, sob o comando do Ministério da Defesa e com o apoio dos
ministérios da Justiça e da Fazenda. Durante as seis edições da
operação, informou o governo federal, cerca de 320 mil veículos foram
vistoriados, 222 aeronaves inspecionadas e 4 pistas clandestinas de
pouso de aviões desativadas. Além disso, foram apreendidos 19.892 quilos
de explosivos e 11.801 quilos de entorpecentes.
Já a Operação Sentinela, comandada pelo
Ministério da Justiça, é permanente e ocorre em pontos de fronteira
considerados vulneráveis pelas autoridades policiais. As ações da
Sentinela desarticularam 42 organizações criminosas transnacionais e
apreenderam 1,89 milhões de medicamentos falsificados e proibidos pela
Agência Nacional de Vigilância Santiária (Anvisa).
Foi também por meio da Operação Sentinela
que ocorreram as mais de 20 mil prisões em flagrante anunciadas nesta
terça pelo ministro da Justiça.
Ao todo, 30 órgãos, ligados a 15
ministérios, atuam de forma integrada para combater os crimes
fronteiriços. De acordo com o governo, desde que foi deflagrado o plano
de fronteiras, cerca de 60 mil militares das Forças Armadas foram
destacados para reforçar as operações policiais.
Copa das Confederações
Os ministros da Justiça e da Defesa anunciaram no balanço desta terça que o governo irá intensificar o combate ao crime nas fronteiras nos meses que irão anteceder a Copa das Confederações, evento preparatório para o mundial de 2014.
Os ministros da Justiça e da Defesa anunciaram no balanço desta terça que o governo irá intensificar o combate ao crime nas fronteiras nos meses que irão anteceder a Copa das Confederações, evento preparatório para o mundial de 2014.
O Plano Estratégico de Fronteiras
assinou acordos de parceria com os governos de Colômbia, Bolívia,
Argentina, Paraguai, Peru e Uruguai com o objetivo de dar mais
efetitivade ao combate de crimes transfronteiriços.
Essas parcerias, disse o governo,
possibilitaram a erradicação de plantações de maconha que poderiam gerar
cerca de 400 toneladas de droga no Brasil.
Segundo a Polícia Federal, em 2011, foram
queimados 487 hectares de maconha no Paraguai e 100 hectares de
plantações de cocaína no Peru. Essa cadeia produtiva interrompida
geraria 1.450 toneladas de maconha e 500 quilos de cloridrato de cocaína
por ano, equivalentes a 10 vezes o montante da droga recolhido nos nove
primeiros meses de execução do plano federal.
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