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DE BRASÍLIA
A taxa de juros caiu pelo nono mês consecutivo, segundo dados do Banco
Central divulgados nesta quarta-feira (19) e fechou em 28,9% ao ano
--com redução de 0,5 ponto percentual em novembro frente ao mês
anterior. O resultado é o menor da série histórica iniciada em 2000."A expansão do crédito nesse mês se dá em um cenário de redução da taxa de juros para pessoas físicas e jurídicas, empresas e famílias. Esse recuo reverte os dados parciais que apontavam para uma quebra dessa trajetória", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.
Enquanto para a pessoa física a redução da taxa foi de 0,6 ponto percentual em novembro, passando de 35,4% para 34,8% ao ano, para pessoa jurídica a queda no mês foi de 0,4 ponto percentual, saindo de 22,1% para 21,7% ao ano.
"SPREAD"
O relatório do BC sobre a operação de crédito país, em novembro, mostrou ainda que o "spread" (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa cobrada ao cliente final) atingiu 21,6 pontos percentuais em novembro, contra 22,1 pontos no mês anterior.
Esse é o menor patamar registrado desde 2001, quando o BC começou a registrar os dados.
Para pessoa física, esse resultado ficou em 27,3 pontos percentuais; enquanto para as empresas esse resultado ficou em 14,7 pontos percentuais.
A queda dos spreads neste ano segue o esforço do governo para reduzir o custo financeiro no país. Os bancos públicos começaram em maio um processo de redução da taxa de juros em diversas linhas de crédito para forçar os privados a fazer o mesmo.
CRÉDITO
O Banco Central informou que o crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no país no mês de novembro subiu 1,5%, ao comparar com o mês anterior. Em 12 meses, o acumulado é de 16,1%.
De acordo com o BC, a relação crédito/PIB alcançou 52,6% no mês, frente aos 52,2% registrados em outubro. Isso significa que, em novembro, as operações de crédito representaram R$ 2,304 trilhões.
A participação dos bancos públicos nesse resultado manteve-se praticamente estável, com 47%, uma elevação de 0,3 pontos percentuais, diante do resultado do mês anterior.
(JULIA BORBA)
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