Além de instituir o muro de cobrança,
jornal prepara ações judiciais contra veículos que reproduzem textos
originalmente publicados no jornal; iniciativa atingiu até a Empresa
Brasileira de Comunicação, que foi obrigada a excluir a Folha do
clipping oficial, destinado às autoridades federais; movimento reflete a
crise dos impressos
247 - Há uma semana, pela primeira
vez em sua história de 27 anos, o veículo "Mídia Impressa", da Empresa
Brasileira de Comunicação, circulou sem notícias da Folha de S. Paulo. O
motivo: o jornal da família Frias obteve decisão judicial que impede a
EBC de reproduzir seu conteúdo, que é justamente o que fazem o "Mídia
Impressa" e outros serviços de clipping – coletâneas de notícias que são
distribuídas a empresários e autoridades.
Nesta quarta, a Folha justificou sua decisão e anunciou
estar pronta para a guerra. Segundo o jornal conduzido por Otávio Frias
Filho, de janeiro a julho deste ano, 23.697 textos foram reproduzidos em
110.256 páginas de forma indevida. Em razão disso, a Folha iniciou
ações judiciais contra veículos como o "Mídia Impressa" e até mesmo
contra o "Blog do Noblat". Outro blogueiro notificado foi Luís Favre,
ativista político ligado ao PT. A iniciativa também atingiu o Ministério
do Planejamento e o Superior Tribunal de Justiça.
No modelo da Folha, que segue a receita do The New York
Times, o internauta tem direito a acessar uma quantidade limitada de
conteúdo. Depois disso, é necessário pagar.
A iniciativa revela o momento delicado vivido pelos
veículos impressos, que perdem audiência para publicações online e não
conseguem ser proprietários da informação na era digital.
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