Trader do UBS preso por fraude é identificado por polícia britânica
Banco da Suíça informou nesta quinta-feira que operações não autorizadas geraram uma perda estimada de US$ 2 bilhões
15 de setembro de 2011
LONDRES - A polícia de Londres identificou o homem preso por suposta fraude no UBS como Kweku Adoboli, de 31 anos. O banco da Suíça informou nesta quinta-feira que operações não autorizadas geraram uma perda estimada de US$ 2 bilhões, um choque para um setor que já se mostrou no passado vulnerável a operações não autorizadas. Às 9h06 (de Brasília), as ações do UBS caíam 8,65% na Bolsa de Zurique.
O maior banco suíço advertiu que pode ter prejuízo no terceiro trimestre, por causa dessas operações. Adoboli trabalhava na mesa de fundo de negociações de índice (ETF, na sigla em inglês) do UBS em Londres. Ele foi detido por "suspeita de fraude por abuso de sua posição", às 3h30 desta quinta-feira (hora britânica), informou a polícia londrina.
Segundo a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, Adoboli tinha autorização para trabalhar com ações desde março de 2006. Não está claro se Adoboli ainda estava empregado no banco, segundo uma pessoa ligada ao caso, informou o Wall Street Journal.
O UBS descobriu a grande perda no fim da quarta-feira e o banco ainda trabalha para garantir que todas as suas posições estejam fechadas, disse uma fonte familiarizada com a situação. O UBS informou publicamente que as perdas totalizavam US$ 2 bilhões, mas uma pessoa ligada ao caso afirmou que o total está entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões.
O regulador financeiro suíço, Finma, o Ministério das Finanças da Suíça e o Banco Central do país não quiseram comentar as potenciais perdas, nem suas prováveis causas. O UBS afirmou que estava em contato próximo com os reguladores na Suíça e no Reino Unido. Uma pessoa ligada ao caso disse que Adoboli havia realizado operações fraudulentas "com energia criminosa".
As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
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