O fato de diversos vasos de guerra russos terem iniciado misões de navegação em mares distantes das costas russas tem gerado uma autêntica onda de especulações na imprensa à volta do tema Os russos vão para a Síria. Seja como for, tentemos explicar tal agitação, que já era esperada.Altura houve em que as navegações a grandes distâncias constituíam um regime normal de funcionamento da Marinha na URSS. No Atlântico, no mar Mediterrâneo, nos Oceanos Índico e Pacífico, se encontravam dezenas de vasos de guerra, embarcações de apoio e submarinos, prestando o serviço "na zona do Ocidente". Perdendo um pouco em intensidade de ações e em dinâmica ao adversário principal – os EUA – a Marinha de Guerra soviética, a partir dos anos 60 do século passado, atuava com êxito sendo um fator de peso nos oceanos. O serviço militar constante permitia manter as Marinhas em excelentes condições.Hoje em dia, a realidade é diferente: após dezenas de anos de inação forçada e de redução das forças, a concentração de navios russos tem causado surpresa e, por vezes, irritação. Ao mesmo tempo, é evidente que este tipo de missões de navegação e, futuramente, a permanência da Marinha da Rússia em zonas de importância vital devem voltar a fazer parte do serviço das Marinhas.A esquadra russa, integradapor 10 - 19 vasos de guerra e de apoio, sem contar com os submarinos, deverá efetuar uma série de manobras no Oceano Atlântico e nos Mares Mediterrâneo e Negro.No contexto de acontecimentos mais recentes na Síria, convém apontar para a participação de 3-5 navios de desembarque que, teoricamente, podem transportar reforços para a base naval russa de Tartus, ou participar na retirada do pessoal russo e de equipamentos. Mas, ao que tudo indica, a maior tarefa da Marinha consiste em "monstrar o estandarte" naquela região pouco tranquila a fim de impedir qualquer ingerência externa na Síria.A maior parte de vasos de guerra que se juntam em manobras tem uma idade avançada, podendo alguns, nos próximos 10-15 anos, ser desalistados. Os sucessores estão ainda em construção. Trata-se de fragatas e corvetas de nova geração, navios de desembarque tipo Mistral e novas embarcações do projeto 11711. No entanto, uma Marinha eficiente tem que se basear em serviço de tripulações bem preparadas e qualificadas, o que implica a realização de manobras constantes e operações reais. Entre estas últimas, cumpre destacar a presença permanente de um pequeno destacamento de navios de guerra da Rússia na região do Corno Africano.As missões oceânicas, que se tornam mais frequentes, levam-nos a crer que em breve a Rússia poderá contar com um número suficiente de marinheiros qualificados que sejam capazes de cumprir missões importantes. À luz disso, políticos e colunistas estrangeiros terão de se acostumar ao novo papel ativo que Marinha russa irá desempenhar, constituindo este um fator importante no quadro político mundial.
Este blogue não concorda com o Golpe. RESISTÊNCIA JÁ A morte da Marisa, não é diferente da morte dos milhares no Iraque, invadido, na Líbia destroçada, entre outros, as mãos são as mesmas, acrescentadas dos traidores locais.
DIÁRIO DO OCUPA BRASIL link
sábado, 14 de julho de 2012
"Voz da Rússia explica o porquê da Marinha de Guerra russa navegar no Atlântico, Mediterrâneo e Mar Negro" 14.07.12
O fato de diversos vasos de guerra russos terem iniciado misões de navegação em mares distantes das costas russas tem gerado uma autêntica onda de especulações na imprensa à volta do tema Os russos vão para a Síria. Seja como for, tentemos explicar tal agitação, que já era esperada.Altura houve em que as navegações a grandes distâncias constituíam um regime normal de funcionamento da Marinha na URSS. No Atlântico, no mar Mediterrâneo, nos Oceanos Índico e Pacífico, se encontravam dezenas de vasos de guerra, embarcações de apoio e submarinos, prestando o serviço "na zona do Ocidente". Perdendo um pouco em intensidade de ações e em dinâmica ao adversário principal – os EUA – a Marinha de Guerra soviética, a partir dos anos 60 do século passado, atuava com êxito sendo um fator de peso nos oceanos. O serviço militar constante permitia manter as Marinhas em excelentes condições.Hoje em dia, a realidade é diferente: após dezenas de anos de inação forçada e de redução das forças, a concentração de navios russos tem causado surpresa e, por vezes, irritação. Ao mesmo tempo, é evidente que este tipo de missões de navegação e, futuramente, a permanência da Marinha da Rússia em zonas de importância vital devem voltar a fazer parte do serviço das Marinhas.A esquadra russa, integradapor 10 - 19 vasos de guerra e de apoio, sem contar com os submarinos, deverá efetuar uma série de manobras no Oceano Atlântico e nos Mares Mediterrâneo e Negro.No contexto de acontecimentos mais recentes na Síria, convém apontar para a participação de 3-5 navios de desembarque que, teoricamente, podem transportar reforços para a base naval russa de Tartus, ou participar na retirada do pessoal russo e de equipamentos. Mas, ao que tudo indica, a maior tarefa da Marinha consiste em "monstrar o estandarte" naquela região pouco tranquila a fim de impedir qualquer ingerência externa na Síria.A maior parte de vasos de guerra que se juntam em manobras tem uma idade avançada, podendo alguns, nos próximos 10-15 anos, ser desalistados. Os sucessores estão ainda em construção. Trata-se de fragatas e corvetas de nova geração, navios de desembarque tipo Mistral e novas embarcações do projeto 11711. No entanto, uma Marinha eficiente tem que se basear em serviço de tripulações bem preparadas e qualificadas, o que implica a realização de manobras constantes e operações reais. Entre estas últimas, cumpre destacar a presença permanente de um pequeno destacamento de navios de guerra da Rússia na região do Corno Africano.As missões oceânicas, que se tornam mais frequentes, levam-nos a crer que em breve a Rússia poderá contar com um número suficiente de marinheiros qualificados que sejam capazes de cumprir missões importantes. À luz disso, políticos e colunistas estrangeiros terão de se acostumar ao novo papel ativo que Marinha russa irá desempenhar, constituindo este um fator importante no quadro político mundial.
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