As informações são
do jornal O Estado de S.Paulo.
Este blogue não concorda com o Golpe. RESISTÊNCIA JÁ A morte da Marisa, não é diferente da morte dos milhares no Iraque, invadido, na Líbia destroçada, entre outros, as mãos são as mesmas, acrescentadas dos traidores locais.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
"Pela 1ª vez em 40 anos Europa reduz orçamento da saúde" 04/12/2012
Há poucas semanas, um caso comoveu
a opinião pública grega. Uma mulher deu à luz em um hospital no sul do país.
Dias depois, recebeu, ainda em seu leito, uma conta de 1,2 mil (cerca de R$ 3,3
mil) pelo atendimento. A mulher informou que não tinha como pagar e a resposta
que recebeu causou polêmica: se não quitasse sua dívida, não poderia levar o
bebê do hospital. Diante da comoção nacional, o hospital acabou cedendo e não
cobrou pelo parto da moça. Assim, a crise que assola a Europa começa a ser
sentida de forma profunda não apenas nas bolsas de valores ou nos mercados.Pela primeira vez em quase 40 anos, os endividados
países europeus reduzem os orçamentos para a saúde, em um dos exemplos mais
claros de como as políticas de austeridade estão desmontando parte do sistema
de bem-estar social criado na Europa após a Segunda Guerra Mundial.Um levantamento produzido pela Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que, a partir de 2010,
governos europeus inverteram a tendência de décadas passadas e passaram a
cortar gastos com a saúde. Em 2010, o corte de gastos por habitante foi de
0,6%. Foi o primeiro corte desde 1975. E ele foi mantido em 2011 e em 2012.Só na Irlanda, por exemplo, a redução foi de 8%,
depois de ter sido elevada a cada ano, em média 6,5%, entre 2000 e 2009. Na
Estônia, a redução nos gastos com a saúde foi de 7,3%.Em termos absolutos, porém, os gastos de governos
europeus com a saúde continuam sendo bem superiores ao brasileiro. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), Brasília destina à saúde de um cidadão um
quarto do que gregos destinam aos seus. O governo brasileiro garante quase US$
433 por ano pela saúde de cada habitante, na Espanha o volume chega a quase US$
2 mil.Em média, 9% do Produto Interno Bruno (PIB) dos
países europeus vai para a saúde. Há dois anos, a taxa era de 9,2%. Países como
Alemanha, França e Holanda continuam com taxas acima de 11%. Na Grécia, o corte
foi de 6,7% só em 2010. Mas o número deve subir para 10% ao fim de 2012. No
total, 2,5 bilhões desaparecerão dos orçamentos da saúde em cinco anos.A Merck decidiu interromper o suprimento de
remédios contra o câncer para os hospitais gregos. Isso por causa de milhões de
euros que esses hospitais devem à empresa alemã há meses e simplesmente não têm
como pagar. A Federação Europeia da Indústria Farmacêutica garante que as
empresas já deram descontos de 7 bilhões aos países do sul da Europa na venda
de remédio. Mas nem isso adiantou.O governo grego chegou a pensar em adotar uma regra
que, para ser atendido, um paciente teria de pagar 25 em um hospital público,
além de 1 extra para cada receita. O valor foi considerado escandaloso, numa
sociedade em que parte dos aposentados vive com menos de 500.Entre os médicos, a decisão foi a de atender idosos
e pobres de graça, mesmo que o sistema os recuse. “Precisamos manter a
sociedade grega viva”, disse Dimitris Varnavas, presidente do sindicato de
médicos do país. Mas ele reconhece que a população está perdendo a calma.
Hospitais colocaram placas pedindo que os doentes sejam solidários ao aguardar
o atendimento. “Trate os funcionários desse hospital de forma civilizada. Há
seis meses eles não recebem salários”, diz uma das placas.
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